Autor Tópico: [UFC Fight Night] Cerrone vs. Till - 21 de Outubro  (Lida 216 vezes)

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Rodrigo Cesar

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em: 18 de Outubro de 2017, 18:24
UFC Fight Night Cerrone vs.Till
Luta: Sam Alvey vs. Ramazan Emeev
Data e Hora: 21 Out 18:30 GMT


Depois de uma paragem de duas semanas, o UFC inicia este sábado o primeiro de dez eventos praticamente ininterruptos a realizar até ao fim do ano. Este fim de semana o evento volta à Europa, mais propriamente a Gdansk na Polónia, onde se vai realizar mais uma UFC Fight Night.
Dentro do card preliminar temos uma luta de pesos-médios fechada à última hora entre o norte americano Sam Alvey e o russo Ramazan Emeev.

O “homem do sorriso”, Sam Alvey, chega a esta luta em Gdansk chamado com pouco mais de uma semana de antecedência para substituir o seu compatriota Trevor Smith que era o adversário original de Emeev. Smith lesionou-se e Alvey aceitou a chamada de última hora do “matchmaker” do UFC para enfrentar o russo.
Com 41 lutas profissionais no total, Alvey de 31 anos já se pode considerar um veterano dentro do UFC pois apesar de estar há apenas cerca de três anos na organização, já soma doze lutas sobre a égide do Ultimate, fora as duas que realizou no TUF 16 em 2012.
Com cinco vitórias nas suas últimas seis lutas, Alvey vem da vitória quiçá mais sonante da carreira após ter batido por decisão Rashad Evans em agosto último.
Contudo todas as vitórias são frente a adversários fora do Top 15 da divisão o que acaba por ser um perfeito paralelismo da carreira de Alvey na organização que se bate bem com lutadores medianos, mas acaba por sentir dificuldades frente aos “top contenders”.
Alvey não é um lutador de pressão nem de movimentações inesperadas. Prefere o contragolpe e para isso confia no forte poder das suas mãos. O seu estilo muitas vezes joga a seu desfavor pois acaba por ser excessivamente passivo, com pouca explosão e volume, dando quase sensação que falta “disparar um gatilho” para vermos ação da sua parte.
Ainda assim é um lutador muito sólido e certeiro, com boa defesa de quedas e um queixo bem acima da média.

Natural da República do Dagestão, uma região autónoma da Rússia e berço de muitos lutadores russos, Ramazan Emeev faz aos 30 anos aquela que é a sua estreia pela mais popular organização de MMA, o UFC.
A verdade é que Emeev chega com algum currículo, com 12 vitórias nas suas últimas 13 lutas e a conquista do cinturão de médios da organização russa de MMA, o M-1. Foi também campeão nacional em pankration, modalidade que mistura boxe com luta livre e ganhou também o título nacional em sambô de combate, uma variante russa de wrestling e luta agarrada.
Estes pergaminhos demonstram aquilo que Emeev é, um lutador duro e com capacidade para disputar a luta seja em pé ou no chão. Em pé usa muito o seu forte jab mas trabalha poucas combinações. Quando quer pressionar tem alguma tendência em lançar-se em swings algo negligentes de queixo desprotegido e que o tornam suscetível de ser acertado. Devido a essa pouca complexidade de “striking” acaba por usar esses golpes também como variantes das suas tentativas de quedas para aí sim, procurar a submissão ou o “ground n´pound”.

A meu ver esta substituição de Smith por Alvey não favorece de todo o lutador russo que não me parece ser alguém com um ritmo de luta e movimentação que ponham Alvey face àquilo que é a sua espécie de “kryptonite”, lutadores elusivos, com rápido jogo de pés e com capacidade de pressão alta e constante.
Alvey é um peso médio bastante grande e que vai ter aqui a vantagem do tamanho. Levá-lo para o solo deverá ser trabalho muito difícil já que Alvey tem uma base larga e forte e com rápida capacidade de se reposicionar como comprova o seu alto rácio de defesa de quedas acima dos 80% de efetividade.
O único ponto onde realmente vejo um ponto de interrogação neste “matchup” tem a ver com o corte de peso que cada lutador vai fazer, corte esse que deverá ser bastante mais desgastante para Alvey, seja por ser maior, seja por apenas ter aceite a luta com pouco mais de uma semana de antecedência e que o vai obrigar a um drástico e rápido corte para bater as 186 lbs na sexta-feira. A consequência a nível de desgaste que isso poderá trazer acaba por ser uma incógnita. Ainda assim acredito que a afetação do corte de peso possa ser minimizada pelo simples fato de que Alvey não é um lutador com um estilo de impor ritmo e está já bem rodado a cumprir os quinze minutos de luta a níveis aceitáveis de cardio o que me ajuda a desvalorizar esta luta contra a balança que Alvey terá antes do combate.
Resumindo, não vejo nada do que Emeev faça como soberbo ou arrebatador e que traga dificuldades com as quais Alvey não saiba contrariar.
A manter-se a luta maioritariamente em pé vejo um norte americano mais perigoso e preciso que ou acertará um potente gancho que tire Emeev da luta, ou acabará por ser o lutador mais certeiro que leve a vitória por decisão.


Aposta: Sam Alvey @2.10 Bet365



Biscione

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em: 19 de Outubro de 2017, 17:16
UFC Fight Night Cerrone vs.Till
Luta: Jan Blachowicz vs. Devin Clark
Data e Hora: 21 Out 20:30 GMT


Na segunda luta do card principal temos um homem da casa, o polaco Jan Blachowicz, que vai defrontar o norte americano Devin Clark num combate a contar para a divisão de meio-pesados.

Jan Blachowicz de 34 anos vive um momento decisivo no UFC. O polaco amarga atualmente duas derrotas consecutivas e nas últimas cinco lutas perdeu quatro.
Ex-campeão meio-pesado do KSW, a maior promoção polaca de MMA, Blachowicz entrou no UFC com esse cinturão no currículo, mas a verdade é que até aqui não conseguiu fazer valer esses pergaminhos.
Com um striking potente e perigoso, com boa variação entre socos e pontapés, tem também uma série de vitórias por submissão apesar de todas estas terem sido conseguidas fora do UFC, ou seja, em concorrência abaixo da média.
O que é preocupante em Blachowicz é o facto de ter uma resistência cardio bem abaixo do que lhe é exigido a este nível, o que acaba por também se traduzir num grappling inerte e puramente defensivo.
Apesar de estar numa divisão de meio-pesados que é relativamente “magra” e carente de lutadores, uma derrota aqui para o polaco poderá muito bem significar a curto prazo o espectro da demissão dos quadros do UFC.

Devin Clark de 27 anos, também conhecido como o “Brown Bear”, tem uma história relativamente curta no MMA profissional, mas igualmente curiosa.
Com um passado de formação ligado ao boxe e wrestling universitário, modalidade esta onde chegou a sagrar-se campeão do seu estado natal, o Dakota do Sul, transacionou para o MMA e rapidamente fez nome no antigo Resurrection (RFA), uma promoção de luta bem conhecida nos EUA e atualmente fundida com o Legacy.
Após compilar um cartel de cinco lutas invicto no RFA, disputou e venceu o cinturão de meio-pesado da promoção, num evento presenciado pelo presidente do UFC, Dana White, como parte do seu programa de busca de talentos pelos EUA fora com Matt Serra, o “Looking for a Fight”. White ficou impressionado e ofereceu a Clark um contrato no UFC para se estrear precisamente numa luta numa UFC Fight Night disputada na sua terra natal de Sioux Falls.
Não sendo nem pouco mais ou menos um meio-pesado grande, a estreia optou por fazê-la na divisão de peso abaixo, a de médios, e não foi positiva. Um nocaute infligido ainda no primeiro round por Alex Nicholson, naquela que é até agora a única derrota profissional de Clark.
Sobre o pretexto de ter cortado muito peso para esse combate voltou a subir para os meio-pesados, e passou o seu “training camp” para a conhecida academia Jackson-Wink MMA de Albuquerque. Desde aí leva atualmente duas vitórias consecutivas, ambas por decisão unânime o que acaba por validar a decisão de se manter na divisão de 205 lbs.
Clark faz jus às suas raízes de wrestling e possuí uma excelente defesa de quedas aliada a uma capacidade ofensiva muito boa de pegar “double legs”. Se tem sucesso nisso, acrescenta com um excelente jogo ofensivo no topo, com sólido “ground n’pound” e controlo corporal.
Confiante igualmente no seu striking, sabe ser contundente e arisco, mas às vezes abusa nas investidas e consequentemente expõem-se ao contra adversário. Ainda assim esta dose de relativa “loucura” acaba por combinar bem com o seu grappling pois aumenta a sua imprevisibilidade e de certa forma abre as chances para que imponha o seu wrestling.

Para esta luta importa realmente estabelecer um paralelo entre os estilos de ambos os lutadores e na minha opinião, Blachowicz mais uma vez não sai aqui beneficiado com o “matchup”.
Apesar de polaco ser aqui o lutador mais experiente e maior tanto em tamanho como envergadura, vai ter pela frente um Clark mais fresco, que lhe vai apresentar desafios a nível de rapidez de execução e um estilo de luta agarrada para a qual o polaco não tem apresentado recursos para contrariar.
Nas lutas prévias de Blachowicz já ficou bem patente as dificuldades que o mesmo tem em contrariar tentativas de quedas bem temporizadas e acima de tudo o facto de simplesmente ficar inactivo de costas no chão potenciado em grande parte por ter uma capacidade cardiovascular facilmente esgotável. Ora é mais ou menos isso que Clark vai trazer ao octógono e não tenho dúvidas que o seu “gameplan” seja em grande parte baseado nesse jogo de wrestling e grappling, que esgote as energias de Blachowicz e que feche as armas mais perigosas que o polaco tem a nível de “stand-up”.
A forma em que vejo possível Blachowicz ganhar é precisamente se Clark se afastar desse “gameplan” mais seguro e se aceitar trocar mano-a-mano golpes com o polaco e aí sim, as mãos de Blachowicz podem fazer grandes estragos, mas um resultado deste tipo parece-me mais improvável vir a acontecer.
Com as ferramentas de wrestling colegial que tem, Clark deverá tirar a papel químico as duas atuações dos dois últimos adversários de Blachowicz, Gustafsson e Cummins, e pôr em prática um jogo de constante pressão, com golpes ágeis que proporcionem o “takedown” e que muito provavelmente lhe renderá uma vitória na decisão dos juízes.


Aposta: Devin Clark @1.70 Bwin

Aposta secundária: Devin Clark por decisão @2.60 Betfair



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Re: [UFC Fight Night] Cerrone vs. Till - 21 de Outubro
« Responder #2 em: 19 de Outubro de 2017, 17:16 »

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em: 20 de Outubro de 2017, 01:51
UFC Fight Night Cerrone vs.Till
Luta: Marcin Held vs. Nasrat Haqparast
Data e Hora: 21 Out 19:30 GMT


Num evento polvilhado com algumas lutas fechadas em cima do evento devido a lesões de última hora, temos exemplo desse caso o combate de peso-leve que encabeça o card preliminar onde mais um lutador da casa, Marcin Held, defronta desta feita o prospeto afegão, Nasrat Haqparast.

Marcin Held de 25 anos, também conhecido como o “Prodígio Polaco”, chega a este evento de “costas encostadas à parede” e em necessidade urgente de conseguir uma vitória.
Visto como um dos mais promissores prospetos dos últimos anos do MMA mundial, Held é um medalhado praticante da “arte suave” o Jiu-Jitsu brasileiro, uma arte que começou a treinar desde petiz e que inclusive lhe valeu o feito de ser condecorado o primeiro faixa preta de nacionalidade polaca. É nesta altura seguramente um dos melhores artistas de BJJ no UFC.
Cedo na carreira e a par com a participação em eventos de grappling de submissão, Held fez a transição para o MMA, o que lhe valeu a assinatura de um contrato com o Bellator aos 18 anos e onde compilou um cartel de onze vitórias em quatorze combates, tendo inclusive disputado o cinturão de pesos-leves da organização, perdido na altura para Will Brooks.
Gerou-se muita expetativa quando assinou com o UFC o ano passado, mas a realidade é que Held ainda não atingiu a fasquia que dele se esperava e em três lutas no Ultimate perdeu as três. Lançado primeiro frente a dois veteranos, Diego Sanchez e Joe Lauzon, perdeu ambas por decisão, se bem que com Lauzon a derrota por decisão dividida gerou muita controvérsia pois a maioria dos especialistas marcaram a luta para Held.
Na última luta frente a Damir Hadzovic, Held dominou amplamente a luta por dois assaltos, mas acabou por ser apanhado em cheio por um joelho em ascenção quando mergulhava para uma tentativa de “takedown” e que terminou ali a luta.
Com um grappling criativo e com transições que lhe permitem alcançar uma submissão de praticamente qualquer lado, Held gere quase unilateralmente as suas lutas nesse sentido e como muitos grapplers acaba por sentir dificuldades se não consegue levar e fazer valer os seus intentos no solo. Sem prejuízo disso, o seu boxe pode-se considerar decente, mas deficiente na diversificação. Ainda assim são duas as vitórias por nocaute devido a golpes que tem no cartel que também por serem duas num total de 22 triunfos no currículo, acabam por dizer bem que o “striking” está longe de ser a sua maior fortaleza. 

Nasrat Haqparast é um jovem de 22 anos que chega a esta luta em substituição de última hora do adversário original de Held, o finlandês Teemu Packalen, que se retirou da luta a duas semanas da mesma após se lesionar num dos joelhos.
Haqparast é afegão, filho de pais refugiados e radicados em Hamburgo na Alemanha, cidade onde já nasceu Nasrat.
Com uma carreira ainda curta, Nasrat vem impressionando no cenário alemão de MMA onde após se ter estreado profissionalmente com uma derrota, compilou uma série de oito vitórias consecutivas, todas elas por KO/TKO, que apesar de serem alcançadas frente a adversários de nível bastante inferior a um UFC, demonstram ainda assim que este jovem afegão de 22 anos tem um potencial a manter debaixo de olho.
Apesar de continuar para já a viver na Alemanha, Nasrat já teve experiências de treino em academias renomadas como a Tristar ou a Kings MMA que certamente agregaram valorosas experiências ao afegão.
No ringue Nasrat tem demonstrado que aplica assertivamente esse conhecimento e destaca-se por ter takedowns eficientes secundados por um eficaz controlo de movimentação no topo, finalizando com poderoso “ground n´pound” no solo. Desmultiplica-se com facilidade no striking de curta distância e apesar de ter um overhand de esquerda forte, ainda sente alguma dificuldade em golpear à distância o que frente a alguém com um apurado jab, pode deixá-lo em apuros.

Haqparast tem demonstrado qualidades a nível lutas regionais, mas aqui está a “navegar em águas bem profundas”.
Held representa um salto qualitativo enorme face ao nível amador de adversários que enfrentou até aqui e isso acredito que fique bem explícito na luta.
Apesar da recente racha negativa de resultados, não vejo os mesmos como realmente representativos do valor do polaco e acredito que Held vai eventualmente recuperar o momento positivo, a começar já no sábado.
O polaco tem uma valente dose de vantagem em experiência e acima de tudo um jogo de solo de absoluta elite que vai deixar em problemas Nasrat se o mesmo quiser controlar por cima face à guarda ativa e perigosa do polaco, assim como se o afegão optar por forçar em manter a luta em pé vai acabar por ficar exposto a um takedown e a um consequente “leg lock”, a especialidade de submissão de Marcin Held.
Apenas concebo aqui a vitória do polaco com uma mais que provável finalização ainda na primeira metade do combate.


Aposta: Marcin Held por submissão @2.10 Betfair



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em: 20 de Outubro de 2017, 22:49
UFC Fight Night Cerrone vs.Till
Luta: Anthony Hamilton vs. Adam Wieczorek
Data e Hora: 21 Out 19:00 GMT


O card preliminar tem também um confronto entre pesos-pesados que irão debater qualidades no octógono. Anthony Hamilton viaja para a Polónia para enfrentar o estreante no UFC e homem da casa, Adam Wieczorek.

Anthony Hamilton de 37 anos estará neste sábado a fazer provavelmente uma das suas últimas lutas da carreira.
Nascido para os desportos de combate no wrestling, enveredou por uma carreira no MMA que culminou em ponto alto com a conquista do cinturão dos pesados no Maximum FC, uma promoção americana de menor envergadura. O salto do homem da Jackson-Wink para o UFC estava logo ali e passado três anos da sua estreia no octógono um cartel de apenas três vitórias em nove lutas deixam transparecer algum desapontamento incrementado pelas mais recentes performances, três derrotas consecutivas e todas com finalizações.
Talvez se antecipando a um possível corte do “roster” da organização, Hamilton chegou a falar em ser a altura de abandonar, mas uma chamada de Sean Shelby a três semanas do UFC Gdansk fez Hamilton reconsiderar e entrar em última hora para defrontar Wieczorek na Polónia.

Adam Wieczorek de 25 anos é mais um dos prospetos que o UFC traz da Europa, desta feita para preencher a divisão de pesados.
Um cidadão de 1,95m, Wieczorek tem percorrido promoções de luta polacas nos últimos anos com relativo sucesso e atualmente soma sete vitórias consecutivas todas elas alcançadas com finalizações, sendo a maioria por submissão.
A única derrota que sofreu até ao momento foi às mãos do compatriota Marcin Tybura, também ele hoje em dia no UFC, quando foi amassado pelas constantes quedas que Tybura lhe aplicou que através dum soberbo controlo de solo no topo acabou por arrancar a decisão unânime. 

Os “oddsmakers” não foram simpáticos com Halmiton que apesar da maior experiência de MMA de alto nível, aparece aqui como o “underdog”. Se olharmos ao contexto é realmente difícil argumentar aqui a favor do “Freight Train”. Sofreu um TKO há cerca de um mês, vem com três derrotas consecutivas, aparenta ter um queixo suscetível e chegou a falar em aposentadoria no Twitter logo após ter sido derrotado em setembro passado na cidade de Pittsburgh.
Olhando mais de perto para o “skill set” de cada lutador e pressupondo de que forma poderão encaixar os estilos de luta, temos um Hamilton com essencialmente um wrestling e jogo de quedas evoluído, mas que muitas vezes é curto para o norte americano sobreviver porque simplesmente tem um cardio sofrível que acaba por minar a sua capacidade ofensiva de bater em força o oponente. Enquanto aguenta o ritmo, Hamilton usa muito bem a posição de domínio lateral e meia guarda para amassar o adversário usando o seu peso e possuí um “ground n’pound” mortífero. Quando o “gás” acaba, à semelhança de muitos pesos-pesados, a capacidade de dominar corporalmente o oponente diminui drasticamente assim como baixa a altura da proteção da guarda de mãos. Automaticamente as probabilidades, já de si altas, de ser nocauteado aumentam exponencialmente, como aliás vem sendo apanágio nesta reta final de carreira do americano.
Wieczorek como qualquer lutador de peso-pesado, apresenta um perigo constante de nocaute ao adversário, mas não é para mim essa a sua maior qualidade. Wieczorek também gosta de levar a luta para o chão para ou submeter com o que lhe aparecer à mão, seja um mata-leão ou uma chave de braço, ou para castigar com socos descendentes, mas ainda assim apresenta uma defesa de quedas deficiente e inferior na minha opinião à do norte americano.
A nível de striking o polaco baseia-se bastante no seu jab de esquerda e em golpes simples e pouco polidos o que fortalece a minha opinião de que Hamilton pode passar “vivo” a primeira metade do combate.
Se Hamilton evitar a confrontação de golpes e optar por usar muita esgrima corpo a corpo, usando as suas bases de wrestling, tenho convicção em como Wieczorek vai aceitar esse terreno de luta porque o mesmo também se sente confortável a fazê-lo e isso poderá no meu ponto de vista favorecer a que se ultrapasse a linha do over de rounds.
Em condições normais de valor de cada atleta, vejo o norte americano como o melhor lutador e mais trabalhado, mas sem condições físicas potenciadas por chegar à luta em última hora, para levar de vencida um polaco mais novo e fresco e teoricamente com durabilidade superior para enfrentar 15 minutos de ação
Perante isto vou-me afastar do moneyline e escolher um mercado alternativo e com um risco que aceito. Vejo um combate a atingir a parte final do segundo assalto ou mesmo um terceiro cobrindo assim a linha do 1,5.


Aposta: Over 1,5 rounds @2.27 10Bet



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em: 21 de Outubro de 2017, 13:23
UFC Fight Night Cerrone vs.Till
Luta: Donald Cerrone vs. Darren Till
Data e Hora: 21 Out 21:30 GMT


Main event da noite em Gdansk promete ser uma luta interessantíssima a contar para a divisão de meio-médio, quando o popular e favorito dos fãs Donald Cerrone enfrentar o habilidoso britânico Darren Till.

Donald “Cowboy” Cerrone é um lutador que dispensa muitas apresentações. Aos 34 anos este veterano do UFC e ex-desafiante ao título dos leves, tenta voltar ao trilho das vitórias depois de amargurar duas derrotas consecutivas pela primeira vez na sua já longa carreira, as duas por ordem cronológica frente a Jorge Masvidal e Robbie Lawler.
Lutador versado em Muay-Thai e com um jogo de solo algo subestimado, destaca-se por usar combinações rapidíssimas entre socos, pontapés e joelhadas, sejam golpes altos e baixos que muitas vezes apanham desprevenidos os oponentes. Se tem que levar para o chão sabe fazer rápidas transições e “scrambles” de forma a se posicionar eficazmente e agarrar a submissão.

Darren Till de 24 anos é atualmente um dos prospetos a ter em conta dentro do UFC.
Com uma carreira até aqui invicta o também especialista em Muay-Thai começou a treinar artes marciais na sua Liverpool natal e desde cedo o sucesso apareceu.
Por razões pessoais optou por passar uma temporada no Brasil onde expandiu o seu treino e iniciou a sua carreira profissional ao mesmo tempo que ensinava Muay-Thai.
Durante esse tempo no Brasil apareceu a chance de se estrear no octógono no UFC Goiânia em 2015 e Till apareceu em grande estilo ao vencer o adversário por TKO. A partir daí somou mais três lutas com um empate e duas vitórias e é chegada a altura de subir a nível de competição frente a Cerrone.
Till caracteriza-se por ser um lutador que privilegia o striking, com um Muay-Thai de golpes seletivos e com boa noção de distância. Normalmente procura achar os seus golpes com calma e em contra, aumentando a desmultiplicação quando “sente o cheiro a sangue”.

Este é um casamento de luta interessante entre dois atletas em sítios diferentes na carreira. Cerrone é um salto no desafio de Till completamente gigante em comparação com a concorrência que enfrentou até agora e exemplo disso é um pouco como Cerrone falou na promoção do combate que ele tem tantos bónus de performance no UFC quantas as lutas que Till tem em toda a carreira.
As odds aqui até estão mais próximas do que muitos podiam pensar, mas também um pouco em consonância com o momento de forma de cada lutador. Cerrone vem de duas derrotas e já acumula perto de uma centena de lutas entre MMA profissional, amador e lutas de kickboxing. Travou verdadeiras guerras nos ringues e nos desportos de combate é muitas vezes uma questão de saber até que ponto o corpo começa a ressentir-se de todos os castigos que passou.
Till vem mostrando performances sólidas, é novo, sabe promover as lutas e demonstra ser extremamente confiante nas suas habilidades representado na linguagem corporal quase convencida em como se apresenta no octógono.
Dito isto acho que Cerrone é para já um salto demasiado largo para as potencialidades do britânico.
Cerrone tem muita experiência e já viu um pouco de tudo nos ringues e mesmo o estilo algo pouco ortodoxo de Till não deverá apresentar problemas insolúveis ao “Cowboy”.
Cerrone costuma sim ter problemas em enfrentar lutadores com fundamentais de boxe bem polidos e trabalhados, e que tenham uma postura no ringue de constante pressão que deixam Cerrone sem espaço de armar as suas potentes combinações.
Ora esse não é de todo o estilo de Till que apesar de usar bem a distância, gosta de se resguardar nos contra-golpes, poucas vezes seguidos de combinação, quase como um jogo de ver quem acerta primeiro. Esse estilo mais passivo vai permitir a Cerrone explanar aquilo no qual é muito forte, a desmultiplicação de golpes e combinações constantes que a nível de estatísticas quando comparado com Till são quase o dobro de golpes conectados por minuto em comparação com o britânico.
Till também gosta de usar uma postura com os membros inferiores bem afastados e abertos o que lhe permite alavancar com maior potência os golpes, mas isso para um lutador das caracteristicas de Cerrone pode muito bem abrir para o americano o uso constante de “low kicks” que castiguem as pernas de Till e que lhe minem tanto a defesa como a possibilidade de ser efetivo nos seus golpes.
Resumindo, acho que vamos ter aqui um combate muito interessante com uma esgrima bem plástica de golpes, mas em último caso acho que Cerrone possuí um arsenal de ferramentas tanto em pé como no solo, superiores ao de Till, para além de um cardio melhor. Essa superioridade deverá render ao "Cowboy" uma vitória nos assaltos finais ou eventualmente na decisão dos juízes.


Aposta: Donald Cerrone @1.69 Pinnacle




 


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