Autor Tópico: [UFC 217] Bisping vs St-Pierre - 4 de Novembro  (Lida 332 vezes)

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Rodrigo Cesar

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em: 02 de Novembro de 2017, 18:59
UFC 217 Bisping vs. St.Pierre
Luta: Michael Bisping vs. Georges St.Pierre
Data e Hora: 05 Nov 04:00 GMT


O octógono mais famoso do mundo está de volta à “Meca” das arenas de desportos de combate, o Madison Square Garden em Nova Iorque, para mais um PPV do UFC, com um cartaz recheado de grandes lutas.
No evento principal da noite, uma luta algo inesperada com Michael Bisping finalmente a defender o seu cinturão de peso-médio frente a um dos nomes míticos do MMA, o retornado Georges St.Pierre (GSP).

Michael Bisping de 38 anos, atual campeão linear de peso médio, parte para esta luta de certa forma em busca de um legado. Se vencer GSP será o único lutador do mundo a ter vencido St.Pierre e Anderson Silva, ambos colocados pelos especialistas como possivelmente os melhores lutadores de sempre de MMA.
Com uma carreira já bem longa e na reta final, Bisping chegou inicialmente à popularidade quando venceu o torneio de meio-pesado do TUF 3 em 2006. Onze anos depois e a caminho da 28º luta dentro do octógono a imagem que fica para trás é que o inglês nunca desistiu mesmo perante as derrotas mais avassaladoras e acaba por tirar o benefício de estar na hora certa no local certo para nesta luta frente a GSP faturar certamente a sua maior bolsa financeira desde que é lutador.
O reinado de Bisping enquanto campeão dos médios tem sido tudo menos consensual. Acusado por muitos de estar a “fugir” de lutar com os grandes nomes da divisão, algo que muito provavelmente se manterá já que o próprio inglês avisou que deverá apenas fazer mais duas lutas na carreira, a verdade é que Bisping não tem sido propriamente um campeão ativo, por culpa também de uma alegada lesão no joelho que abriu espaço a que a divisão tenha no momento um também campeão interino, o australiano Robert Whittaker.
Bisping teve um caminho tortuoso até chegar ao “titleshot” parecendo que ficava sempre a um passo de poder disputar o título, falhando na hora “H”. A chance de disputar o título acabou por chegar de surpresa quando foi chamado a duas semanas do combate para substituir Chris Weidman na luta frente ao na altura campeão Luke Rockhold. A verdade é que num enorme “upset”, Bisping nocauteou um sobranceiro Rockhold que talvez por já ter vencido uma vez Bisping, subestimou claramente as capacidades de “striking” do inglês.
Depois disso Bisping defendeu apenas uma vez o cinturão num casamento de luta no mínimo discutível quando em outubro do ano passado venceu por decisão o quarentão e prestes a retirar-se Dan Henderson.   

Georges St.Pierre de 36 anos, um verdadeiro representante da nação canadiana, é um nome que praticamente se confunde com o próprio nome do MMA e tenta aqui também expandir o seu já vitorioso legado.
Considerado por muitos como o melhor lutador de sempre, GSP desenvolveu uma carreira ímpar na divisão de meio-médio do UFC onde foi por duas vezes diferentes campeão e compilou nove defesas consecutivas de título, o recorde da divisão.
GSP volta nesta altura à competição profissional depois de ter feita a sua última luta em novembro de 2013, quando defendeu com sucesso o cinturão de meio-médio frente a Johny Hendricks no já longínquo UFC 167. Após a luta, GSP alegou que precisava de se afastar do desporto de alta competição por razões pessoais, embora nunca tenha afirmado que se estava a retirar definitivamente. Após quatro anos e quando provavelmente já poucos esperariam um retorno, eis que após uma longa negociação com o UFC, GSP decide voltar ao octógono, desta feita subindo de peso e desafiando o campeão de peso-médio, numa luta que poucos fãs pediram, mas que por razões provavelmente diferentes acabam por fazer sentido para cada um dos lutadores e também para a organização.
Com um cartel profissional de 25 vitórias e 2 derrotas, GSP não perde desde 2007 e tem no seu currículo vitórias frente a nomes como Matt Hughes, BJ Penn e Nick Diaz.

Luta muito difícil de analisar porque pura e simplesmente é impossível saber ao certo que GSP vamos ter nesta luta, quatro anos após o mesmo ter disputado o seu último combate profissional. GSP não está só quatro anos mais velho, mas também já sofreu duas ruturas de ligamentos, uma em cada joelho e estará aqui a lutar uma categoria acima do seu peso habitual, ficando em desvantagem de tamanho e envergadura para Bisping.
Existe algo contudo que podemos ter a certeza: Se existe atleta metódico, analítico e realista, esse atleta é GSP e não é por acaso que o mesmo aceita defrontar Bisping. Aceita porque acredita ter maiores possibilidades de vencer mais de que qualquer outro peso-médio detentor de título e mesmo a mudança corporal de GSP, visivelmente com maior peso muscular, prova há quanto tempo o canadiano está em preparação para esta luta.
O protótipo do lutador completo, GSP sempre impressionou pela capacidade que tem em impor o seu “gameplan” independentemente do adversário que tem do outro lado. Apesar de muitas vezes ser acusado de ter um estilo de luta monótono, atestado de certa forma por não conseguir uma finalização desde 2009, a verdade é que também muitas vezes GSP passa quase incólume pelas lutas massacrando os adversários com o seu wrestling.
O especial no estilo de luta agarrada de GSP tem muito a ver com o seu timing e pela forma como é perfeitamente mesclado com o seu striking. Na sua carreira no UFC, GSP tem um rácio absurdo de 74% de tentativas de quedas tentadas/conseguidas, e isto tendo defrontado All-American wrestlers como Josh Koscheck, Matt Hughes e Jon Fitch, um exemplo de como GSP não desaproveita quase um único movimento na luta, maximizando o seu cardio e função atacante ao mesmo tempo que minimiza os golpes absorvidos.
Frente a Bisping, e se quiser vencer, GSP vai ter que usar mais um “gameplan” bem afinado se quiser tirar o cinturão ao britânico.
Provavelmente com um “striking” dos mais subvalorizados de todo o UFC, Bisping e todo o percurso que fez na organização provam o quão perseverante é o atual campeão.
O britânico pode não ser o maior “power puncher” da divisão, mas compensa com um alto débito de volume de golpes, volume esse que consegue manter com consistência durante cinco assaltos, o que indubitavelmente trás muita vantagem a nível de pontuação nos cartões dos juízes. Apesar de já ter sofrido um par de KO´s, Bisping sabe aguentar castigo e igualmente não foge dele, pois o seu estilo de constante entrada e saída do “pocket” promove a que acerte mas também absorva alguns golpes.
Apesar do grau alto de intangibilidade que esta luta tem devido ao que expliquei atrás, tendo de escolher aqui um vencedor e à luz das odds oferecidas a minha escolha recai em GSP.
Não acredito que a vantagem de tamanho de Bisping tenha um papel muito significante na luta, e acredito aliás que GSP será aqui inclusive o lutador mais poderoso e mais rápido.
O chamado “ring rust” pode realmente ser um factor importante na luta em desfavor de GSP mas não nos podemos esquecer que Bisping é aqui de longe o lutador que maiores castigos sofreu, bastando apenas recuar às recentes lutas com Dan Henderson e Anderson Silva para ter um pouco a noção das verdadeiras guerras que Bisping travou no octógono. O estilo conservador de GSP protegeu-o de certa forma de castigos maiores, e apenas nas últimas defesas de título frente a Condit e Hendricks o vimos em reais dificuldades desde do nocaute surpresa sofrido frente a Matt Serra em 2007.
Vejo um GSP a utilizar o seu estilo mais “fino”, a praticar a constância do seu jab para assim que Bisping se aproxime para golpear, seja contra-atacado com os bem temporizados “double-legs” do canadiano.
Se o ganho de peso de GSP não afetar de sobremaneira o seu cardio, tenho confiança em como o canadiano é capaz de pôr em prática um “gameplan” de constante “clinch”, controlo de distância e derrubes, num estilo de luta que nunca foi nem nunca será o estilo com que Bisping se sente mais confortável. Acredito que esta luta tenha muita similaridade com a derrota que Bisping sofreu frente a Tim Kennedy em 2014 onde passou maior parte da contenda de costas no chão, não conseguindo fazer frente a um estilo de wrestling agressivo que na altura o norte americano imprimiu. Outros como Chael Sonnen e mesmo Luke Rockhold também já tiveram sucesso usando o grappling como antídoto às armas do britânico.
Veremos então na minha opinião um St. Pierre a triunfar provavelmente na decisão dos juízes, tornando-se desta forma o 4º lutador da história do UFC a ser campeão em duas divisões de peso diferentes.


Aposta: Georges St.Pierre @1.90 Bet365

Aposta secundária: Georges St. Pierre por decisão @3.00 Unibet



Rodrigo Cesar

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em: 03 de Novembro de 2017, 13:29
grande pick do @Biscione  como sempre....mas ainda estou reticente em apostar no gsp muito em razao da longa parada..

vi o over 3.5 rounds e me agradou a 1.53

Garbrant a 1.60 tb me parece ok.. o Cruz não achou o menino....será que o Dillashaw vai achar? acho que não


acredito que o Thompson derrote o Maisvidal tb...mas as odds...
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Re: [UFC 217] Bisping vs St-Pierre - 4 de Novembro
« Responder #2 em: 03 de Novembro de 2017, 13:29 »

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em: 03 de Novembro de 2017, 16:04
grande pick do @Biscione  como sempre....mas ainda estou reticente em apostar no gsp muito em razao da longa parada..

vi o over 3.5 rounds e me agradou a 1.53

Garbrant a 1.60 tb me parece ok.. o Cruz não achou o menino....será que o Dillashaw vai achar? acho que não


acredito que o Thompson derrote o Maisvidal tb...mas as odds...

Concordo contigo no over, tem tudo para cair. É uma luta com cara de ir a decisão.
Quanto ao Garbrandt estou também de acordo. Tem um boxe muito habilidoso, bate fortíssimo e tem vantagem na rapidez de processos face ao TJ.  TJ só leva se conseguir pôr a luta no o chão e isso vai ser muito difícil de conseguir.
Thompson vs. Masvidal é um "coin flip" para mim. O Masvidal é um dog bastante vivo. Aqui inclino-me também para um over de rounds embora a odd esteja algo amassada.
Borrachinha deve "passar o carro" no Johny e na Joanna vs. Rose deve dar a polaca mas é uma luta onde não vou mexer. A Joanna já está muito com conversas de recordes e ser campeã de moscas e galos quando ainda não venceu a luta e às vezes isso leva a que inconscientemente se subestime a adversária e a Rose não é pãozinho mole se bem que se quiser vencer terá que fazê-lo nos rounds iniciais, senão é velocidade cruzeiro para a vitória da Joanna.



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em: 04 de Novembro de 2017, 15:33
UFC 217 Bisping vs. St.Pierre
Luta: Cody Garbrandt vs. TJ Dillashaw
Data e Hora: 05 Nov 03:30 GMT


No co-main event da noite temos a disputa do cinturão de peso-galo entre o campeão Cody Garbrandt e ex-campeão da categoria TJ Dillashaw.

Cody Garbrandt de 26 ano,s é o atual campeão da categoria dos galos e certamente foi o atleta do ano relativamente a 2016. De atleta não rankeado a campeão da categoria, o ano passado foi incrível para Cody que passou de quase desconhecido a detentor do cinturão da categoria.
Para ganhar o cinturão, Cody derrotou de forma inequívoca o ex-rei da categoria, Dominik Cruz, e logo se alinhou este confronto com TJ Dillashaw que deveria até ter acontecido mais cedo, não tivesse o campeão que debelar uma suposta lesão nas costas.
Garbrandt tem um cartel profissional invicto, com onze vitórias em outras tantas lutas embora já tivesse um extenso currículo de boxe amador. Nessas onze vitórias, nove foram conseguidas através de KO/TKO.
Treina na Team Alpha Male (TAM), ginásio californiano com grande relevância para a “storyline” desta luta e irá aqui defender o seu cinturão pela primeira vez.

TJ Dillashaw de 31 anos, tenta aqui recuperar um cinturão que já foi seu e que perdeu em janeiro do ano passado numa luta renhidíssima para Dominik Cruz.
Dillashaw tem um passado ligado ao wrestling universitário e entrou no MMA apadrinhado por Urijah Faber, fundador da TAM, e que levou TJ para o seu ginásio e equipa.
TJ teve a sua primeira experiência no UFC quando fez parte da casa do TUF 14, competição na qual chegou à final acabando por ser derrotado por John Dodson.
A partir daí compilou uma série de cinco vitórias em seis combates até que acabou por ter a chance de desafiar o até aí dominante campeão, Renan Barão. Numa performance que poucos viram chegar, Dillashaw absolutamente demoliu Barão durante cinco assaltos acabando por se sagrar campeão de peso-galo.
Quando se preparava para o rematch frente a Barão, Dillashaw tomou a decisão de sair da TAM, optando por seguir o seu treinador Duane Ludwig para a Elevation Team em Denver, algo que assentou mal em toda a TAM e que continua a dar “muita lenha para queimar” em animosidade para esta luta já que os seus ex-companheiros acusaram TJ de trair a equipa e de quem lhe deu a mão inicialmente na carreira, para além de outras acusações de mau companheirismo e deslealdade em “sparring” face a colegas de ginásio.
Com Grarbrandt na linha da frente de todo esse criticismo, é chegada a altura de ambos acertarem contas.

Pessoalmente este é o confronto para o qual tenho maiores expetativas, naquilo que promete ser um confronto épico.
Uma luta que que já vem a “ferver” desde à cerca de um ano entre dois ex-colegas de ginásio que costumavam fazer “sparring” juntos. Muita animosidade entre os dois lutadores, ampliada por terem sido treinadores adversários no TUF 25, que já deixaram bem explícito que não morrem de amores um pelo outro.
O facto de terem treinado juntos durante tanto tempo significa que são dois atletas que se conhecem bem e têm perfeita noção daquilo que o adversário consegue fazer no ringue. Isso poderá significar que pelo menos nos rounds iniciais vejamos muito estudo de movimentação da parte de ambos de forma a que cada um leia o oponente e identifique qual o seu melhor caminho para a vitória.
Garbrandt já pertence a uma geração de lutadores que desde muito cedo na vida incorporaram no treino mais que uma disciplina de combate. Embora a sua fortaleza esteja no boxe, Cody tem também fortes raízes no wrestling, algo que hoje em dia lhe confere acima de tudo uma excelente capacidade defensiva de forçar sobretudo que a luta se mantenha em pé.
Depois o boxe de Cody é do mais habilidoso que existe. Com uma postura típica de pugilista, a forma esguia como se movimenta, com um jogo de pés prodigioso e a uma velocidade que lhe permite aplicar golpes rápidos e com poder destruidor, são tudo qualidades supremas enquanto lutador. A forma como na sua última luta desmontou por completo a estratégia de alguém como Dominik Cruz, obrigando a que o ex-campeão se tornasse o agressor para depois ser castigado em contra-ataque, foi do mais genial que se viu nos últimos tempos no octógono. Isso revelou um Cody diferente pois o mesmo era visto anteriormente como um atleta agressivo e pressionante, mas que afinal também demonstrou que para além da precisão, a compostura defensiva estava lá.
TJ foi um atleta que de forma um pouco diferente da de Garbrandt, introduziu o boxe já numa fase posterior da carreira, isso depois de ter tido bastante sucesso enquanto wrestler universitário da Division I da NCAA.
Com um estilo de striking pouco ortodoxo, Dillashaw usa no seu estilo de ataque constantes mudanças de postura entre dextra e canhota, que lhe confere vantagens na forma como finta e acha ângulos para bater no adversário. Isso também lhe permite facilidade em armar técnicas de derrube pois deixa o adversário constantemente preocupado com o seu volume de golpes ao mesmo tempo que não vê o “double leg” entrar.
Talvez seja unânime caracterizarmos aqui Garbrandt como o lutador com maior poder de KO uma vez que os seus punhos partem muitas vezes de ângulos mais juntos ao corpo, com uma rotação do tronco rápida e mais pronunciada. TJ costuma atacar com mais volume de golpes, entrado e saíndo com frequência do “pocket” e um pouco à semelhança do que fez com Renan Barão a sua desmultiplicação constante de golpes vindo de todo o lado acabam por assoberbar de castigo o oponente.
Penso que algo que pode definir esta luta é precisamente esta necessidade de TJ de usar o “stick n’move” para atingir Garbrandt. Não é suficiente na minha opinião porque a forma como Cody lê a movimentação é bastante acima da média. Se TJ entrar constantemente ao alcance de Cody vai ser atingido, e o atingido aqui é de alguém que quando bate normalmente deita o outro ao chão, ou não tivesse Garbrandt conseguido sete “knockdowns” em apenas seis lutas que leva de UFC.
TJ se quiser aumentar as probabilidades de sucesso terá de aplicar um “gameplan” ao estilo do que fez frente a John Lineker, onde usou o seu wrestling para derrubar constantemente o brasileiro, automaticamente tirando a maior arma que Lineker tinha à sua disposição, os seus punhos. O problema é que Garbrandt é muito mais rápido e muito mais versado em wrestling que Lineker, e esta luta frente ao campeão poderá ter até cinco assaltos, diferente da luta com Lineker que teve apenas 3 assaltos, logo a capacidade cardiovascular para implementar um gameplan virado para o grappling terá de ser incomensuravelmente maior.
Sendo assim acredito que as habilidades de Cody no “striking” acabarão por ditar o rumo da luta uma fez que o vejo a conseguir mais estragos e a deixar TJ mais desconfortável nessa esgrima, acabando por o atleta da TAM vencer ou por um KO/TKO na segunda metade da luta ou em último caso por decisão.


Aposta: Cody Garbrandt @1.57 Betfair



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em: 04 de Novembro de 2017, 17:55
UFC 217 Bisping vs. St.Pierre
Luta: Stephen Thompson vs. Jorge Masvidal
Data e Hora: 05 Nov 02:30 GMT


No card principal temos uma luta de meio-médios de topo de divisão que buscam voltar a discussão pelo desafiante do cinturão da categoria.

Stephen Thompson de 34 anos, é um dos lutadores únicos que fazem parte das fileiras do UFC.
Treinado desde bem pequeno pelo seu pai na arte do Karaté, o “Wonderboy”, é o exemplo perfeito de alguém imbuído no espírito das artes marciais, sempre muito calmo e muito respeitador.
Com uma vasta carreira de kickboxing amador, Thompson chegou ao UFC em 2012, e após um início titubeante, acima de tudo pela sua dificuldade em adaptar-se ao grappling, Thompson engatou uma série impressionante de vitórias até ter a chance de defrontar o campeão da categoria, Tyron Woodley, na primeira visita do UFC ao Madison Square Garden à cerca de um ano. Depois de uma luta equilibradíssima um empate maioritário fez valer um rematch passado quatro meses que aí sim, em mais um combate equilibrado, valeu a derrota por decisão maioritária a Thompson.
Surge agora este combate com Masvidal que pode valer um novo salto a Thompson na tentativa de voltar a disputar o título.

Jorge Masvidal de 32 anos, é também uma personagem única dentro do MMA.
Com uma carreira profissional já bem comprida, Masvidal começou por se envolver em lutas de rua na sua Miami natal antes de apontar baterias para o MMA.
Enquanto profissional passou por diversas promoções de luta e normalmente sempre a variar entre categorias de peso de peso-leve a peso meio-médio.
Atualmente sediado na conhecida academia American Top Team na Florida, Masvidal disputou quatorze lutas sob a égide do UFC, das quais venceu nove. As cinco que perdeu foram todas por decisão.
Na sua última luta, perdeu naquilo que era uma eliminatória de desafiante ao título, frente a Demian Maia, e uma vitória aqui sobre Thompson, dependendo também de como é alcançada, pode muito bem finalmente valer um bilhete para desafiar o cinturão pertença de Woodley.   

Outra luta do melhor que podemos ver a nível de MMA. Tanto Thompson como Masvidal têm, de forma algo diferente, vasta experiência em artes marciais.
Thompson usa do seu estilo de karateca para normalmente golpear à distância, usando a sua boa envergadura e rápidas mudanças de postura para apanhar de surpresa o oponente com ângulos inesperados.
Uma boa movimentação de pés e a forma como seleciona cautelosamente, mas com precisão os seus golpes demonstram a unicidade do seu estilo tradicional, mas tremendamente eficaz quando aplicado nas MMA, o que nem sempre é fácil para alguém com o tipo de “background” como o de Thompson.
Superar Masvidal não será, contudo, fácil. Masvidal usa um estilo de boxe bem ilusivo e bastante bem trabalhado. Não tem problemas em ser acertado e apoia-se num queixo bem resistente para ou trabalhar em pressão ou esperar em contra-ataque o oponente.
Algo que algumas vezes tem funcionado a desfavor de Masvidal é alguma tendência em “levantar o pé” do acelerador à medida que a luta se encaminha para o seu final, e isso tem lhe valido algumas amargas derrotas por decisão, em lutas que se tivesse acelerado um pouco mais, cairiam para o seu lado e dariam outro espectro ao seu cartel profissional.
Masvidal também possuí boas capacidades de wrestling e algo subvalorizadas, tanto ofensivas como defensivas e se conseguir trancar Thompson junto à grade poderá aproveitar para exprimir o seu grappling. Thompson apesar de ter desenvolvido uma excelente técnica de defesa de quedas, tem às vezes a tendência de se deixar ficar muito junto à rede e aqui quererá sem dúvida evitar isso.
Uma luta bem mais equilibrada do que aquilo que aparenta no papel. Ambos os atletas têm boas armas para levar de vencida a luta, mas a nível de prever um vencedor sinto que é um pouco “moeda ao ar”.
A postura de Thompson na luta e para mais frente a um “striker” perigoso, deverá favorecer a cautela e a constante usa da distância para manter Masvidal por fora. Contudo a boa capacidade defensiva e durabilidade de Masvidal juntamente com o facto de Thompson nunca ter tido o seu queixo testado, fazem-me acreditar que temos aqui uma luta talhada para percorrer os três assaltos de duração e será nesse sentido que farei o meu prognóstico.


Aposta: Luta vai à distância? Sim @1.50 Betfair



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em: 04 de Novembro de 2017, 19:55
UFC 217 Bisping vs. St.Pierre
Luta: Johny Hendricks vs. Paulo Costa
Data e Hora: 05 Nov 02:00 GMT

A abrir o card principal temos a contar para a categoria de peso-médio, uma luta que põe frente a frente o experiente Johny Hendricks face a um dos mais excitantes prospetos da categoria, o brasileiro Paulo “Borrachinha” Costa.

Johny Hendricks de 34 anos, vive talvez o momento mais difícil desde que pertence aos quadros do UFC.
Ex-campeão de meio-médio da organização, esses tempos parecem apenas ser doces memórias na medida em que Hendricks soma quatro derrotas nas suas últimas cinco lutas.
Apesar de ter um corpo típico de um meio-médio, Hendricks sentia cada vez mais dificuldades em bater o peso da categoria e acabou por se resignar em subir para a categoria de cima, ele que já trazia três derrotas consecutivas da anterior divisão.
Na última luta acabou por não resistir ao maior poderio de Tim Boetsch que o derrotou logo à entrada do 2º assalto.
Enquanto All-American da Division I da NCAA, Hendricks sempre expressou no octógono as suas qualidades de grappling ao que aliava a um poder de nocaute fortíssimo nas suas mãos, e foi um pouco assim que fez carreira.
Uma vitória frente ao prospeto brasileiro daria um novo vigor ao norte americano e faria com que os holofotes apontassem de novo a si. Para isso Hendricks optou por fazer algumas mudanças no seu camp e mudou-se para o Novo México onde passou a incorporar a famosa academia de Greg Jackson e Mike Winkeljohn em Albuquerque.

Paulo Borrachinha, ou agora apenas Paulo Costa, já que o brasileiro pretende desvincular-se do seu apelido e passar a ser conhecido como o “The Eraser”, é seguramente uma das mais recentes promessas do MMA brasileiro, nação que vive um momento algo sedento de novas estrelas.
Borrachinha até teve o seu primeiro contacto com o UFC através do TUF 3 Brazil, onde não conseguiu exprimir ao máximo o seu potencial, acabando por ser derrotado ainda durante a competição na casa, numa derrota que não entra no cartel profissional do lutador.
Manteve depois disso o seu trabalho no Brasil onde continuou a enfileirar vitórias através de finalizações, tendo inclusive vencido o prestigiado cinturão de médio do Jungle Fight.
Um na altura cartel de 8-0 com sete das vitórias através de KO/TKO acabaram por abrir novamente as portas do UFC e desde aí, Borrachinha alcançou mais duas vitórias através de nocautes, aumentando assim a sua contagem profissional invicta para dez vitórias em dez lutas.
No maior palco de desportos de combate do mundo, Borrachinha procura dar mais um passo na sua carreira e afirmar-se como um lutador a ter ainda mais em conta na divisão de peso-médio.

Um típico confronto aqui entre o veterano que desvanece e o prospeto em subida vertiginosa.
Hendricks vem parecendo uma sombra daquilo que já foi, e aos 34 anos fica um pouco difícil acreditar que o norte americano pode ainda dar uma lufada de ar fresco à sua carreira.
A começar pelo tamanho, Hendricks tem uma desvantagem imensa em altura e envergadura face a qualquer lutador da divisão de médios, e convenhamos, Hendricks é um peso meio-médio por natureza que não consegue bater o peso da categoria, seja por preguiça, seja porque simplesmente e após vários anos desde adolescente a cortar peso no wrestling escolar, o corpo de Hendricks não aguenta as constantes variações e desidratações.
A vantagem aqui de Borrachinha em tamanho e envergadura será de cerca de oito centímetros face ao “Big Rigg” e no dia da luta certamente que Borrachinha pesará bastante mais que Hendricks, sendo que Borrachinha poderia ser facilmente um meio-pesado.
Isto já de si promove uma vantagem extrema para Borrachinha a nível de “striking” que poderá aproveitar a distância para atacar Hendricks, esquivando-se dos contras, mas acima de tudo usar a vantagem para maximizar a sua multiplicação de golpes que a nível estatístico é absolutamente absurda com quase nove golpes significantes acertados por minuto que mais que dobram a mesma estatística de Hendricks.
Hendricks, enquanto condecorado wrestler deverá querer aqui levar a luta para o chão e fechar dessa forma a ofensiva de Borrachinha que certamente não terá vantagem em trabalhar na guarda com Hendricks por cima. As hipóteses do norte americano conseguir estes intentos são reais mas não me parecem de todo as mais plausíveis pois tenho muitas dúvidas que Hendricks tenha energia e cardio para deixar constantemente Borrachinha durante quinze minutos de costas no solo.
A luta mantendo-se em pé é difícil cogitar uma forma de Hendricks levar a melhor. Não que o norte americano não tenha o poder para tal, mas é um poder que parece há muito desaparecido do octógono e já vai para cinco anos a última vez que o “Big Rigg” nocauteou alguém no ringue.
A mudança de Hendricks para a academia Jackson-Wink pode aqui trazer acima de tudo uma estratégia mais bem trabalhada do ex-campeão de meio-médio, mas face ao seu momento de carreira, não vejo como possa fazer um milagre.
Borrachinha é um lutador que aplica pressão e perseguição constante e sabe escolher bem os golpes que aplica, na medida em que também apresenta uma esquiva interessante. Os seus básicos de wrestling serão suficientes para manter Hendricks à larga para depois largar as suas torrentes de golpes ao corpo e cabeça do norte americano que seguramente farão a luta ser interrompida dentro dos quinze minutos de duração.


Aposta: Paulo Borrachinha por KO, TKO ou DQ @1.73 Betfair



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Amigos uma duvida:

Quando se aposta em over 1.5 rounds quer dizer que a luta tem só de chegar ao 2º round ou tem de completar o 2º round para ser ganha?



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Re: [UFC 217] Bisping vs St-Pierre - 4 de Novembro
« Responder #7 em: 05 de Novembro de 2017, 00:23 »

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Amigos uma duvida:

Quando se aposta em over 1.5 rounds quer dizer que a luta tem só de chegar ao 2º round ou tem de completar o 2º round para ser ganha?

Tem de passar a metade do 2º round, ou seja, acima dos 2 minutos e 30 segundos do 2º assalto.



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Amigos uma duvida:

Quando se aposta em over 1.5 rounds quer dizer que a luta tem só de chegar ao 2º round ou tem de completar o 2º round para ser ganha?

Tem de passar a metade do 2º round, ou seja, acima dos 2 minutos e 30 segundos do 2º assalto.

Ah ok obrigado pela resposta já entendi  :bom:



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que raio de noite :D
 
ROSE THUGGGGGGGGGGG

em relação ao main event, Whittaker vs Bisping + GSP e Whittaker ganhava.
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Biscione

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em: 05 de Novembro de 2017, 05:28
que raio de noite :D
 
ROSE THUGGGGGGGGGGG

em relação ao main event, Whittaker vs Bisping + GSP e Whittaker ganhava.

É por isto que adoro este desporto! Arrisco-me a dizer que em mais nenhuma modalidade isto acontece. Que noite!



Rodrigo Cesar

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grandes lutas....e. finalmente aquele lixo do bisping perdeu o cinturão....que vergonha um mediocre daquele com uma cinta...
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