Autor Tópico: Artigo Apostaganha que era para ir para o Record  (Lida 2276 vezes)

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Bruno Coutinho

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em: 08 de Março de 2015, 23:01
Só agora cheguei a Lisboa por isso só agora pude abrir este tópico. Quero pedir desculpa pois sugeri a todos os membros que comprassem o record de Domingo, pois ia aparecer um artigo apostaganha (escrito por mim) sobre a regulamentação das apostas.

Enviei o artigo na quinta dia 5 há tarde, telefonaram-me sabado à noite a pedir desculpas pois surgiu um imprevisto, e foram obrigados a encurtar o artigo devido a um anuncio gigante no fim do texto, como podem ver na ultima imagem, o anuncio azul da crazy week.

Peço desculpa novamente, mas foi uma situação há qual me foi totalmente alheia, logo nada pude fazer para o evitar.

De qualquer maneira gostava que lessem o artigo e que deixassem aqui o vosso feedback, para mim seria importante, entretanto irei aproveitar este artigo e fazer um ainda mais extenso esta semana :bom:

Em baixo, o meu artigo e o do Record:



Legalização das apostas: SIM ou NÃO? E porquê?

Era mais que inevitável, as empresas de apostas não podiam continuar a lucrar ano após ano, à custa dos nossos contribuintes, sem que o nosso estado fosse ressarcido dos devidos impostos.

A ausência de uma legislação permite abusos por parte das casas de apostas aos seus clientes, permite um enorme mercado negro sem regras nem directivas. Um mercado sem entidade reguladora, onde o dinheiro fala sempre e mais alto. E a uma total ausência de apoio ao jogador, quer em termos jurídicos quer na protecção dos seus dados privados.

Por fim sem um mercado regulado pouco ou nenhum controle haverá sobre o comportamento aditivo.

Face ao que já foi anunciado: POSITIVO ou NEGATIVO? E porquê

Positivo… Finalmente demos o primeiro passo, pelo menos no campo jurídico, um passo tímido, receoso de pisar calcanhares indesejáveis, mas que não deixa de ser um primeiro passo para a total liberalização do mercado.

Negativo… Em Pouco ou nada altera o panorama actual, pois se em termos jurídicos é um avanço, em termos económicos é um total fracasso. O plano económico proposto às casas de apostas é desde já há partida totalmente desinteressante, para não dizer incomportável, para qualquer casa de apostas.

A taxação proposta, senão é a mais agravada, é das mais penosas, e isto num dos mercados mais pequenos e menos atractivos, isto faz desde já algum sentido?

E passo a explicar, como foi definida a taxa imposta às casas de apostas (e esquecendo as licenças que para agora é menos importante), as Apostas Desportivas vão ser taxadas entre 8 e 16% sobre o montante (ou volume) total apostado.

Porquê entre 8% e 16%? Porque ainda vão ter averiguar a receita bruta das casas de apostas no final do ano e em função deste lucro, eventualmente incrementar o imposto até ao máximo dos 16%!

O mais extraordinário, salvaguardando o facto de ainda não ter tido acesso às últimas emendas feitas à lei, não li uma alínea sequer que salvaguarda-se o facto de uma empresa chegar ao fim do ano com prejuízo, e com isto ficar automaticamente isenta dos 8% de imposto mínimo… atente-se ao possível ridículo.

Foi assim os primórdios da legalização do jogo em França, Itália e Espanhas, há anos longínquos… mas ao que parece, nós Portugal, queremos começar exactamente a partir desses mesmos tempos primórdios.

Tempos primórdios que se mostraram inequivocamente esclarecedores quanto há inviabilidade económica de todos os “players” envolvidos nesta actividade.

Dou o caso da França que começou exactamente com este tipo de imposto, 18 de um total de 35 entidades concorrentes ao jogo online em França tiveram de abandonar o mercado logo no primeiro ano por não ser um mercado lucrativo, e ao longo do tempo a situação foi piorando. Obviamente isto causou uma drástica redução nas receitas para o estado.

Agora vamos aos bons exemplos, a Espanha começou pela via da França mas rapidamente a abandonou. Depois temos o sistema quase perfeito da Dinamarca.

A Espanha e Dinamarca aperceberam-se rapidamente que teriam muito mais lucro, com a entrada de muito mais “players”, é uma questão simples, procuraram quantidade, num mercado aberto, onde os melhores são os que trabalham melhor.

Para isso, rapidamente descartaram a taxação absurda ao volume e passaram a taxar ao GGR (Gross Gaming Revenue), noutras palavras, passaram a taxar unicamente aquilo a que nós chamamos de receita bruta!

No caso da Espanha 25% do GGR e a Dinamarca 20% ao GGR.

Curiosamente li um estudo da RGA sobre a capacidade de atrair novos fornecedores e clientes do mercado não regulado para o mercado regulado, baseado no tipo de taxação, e de facto tudo faz sentido.

A Dinamarca teve a capacidade de absorver 82% para o seu mercado regulado, Espanha 52%, França 25% e Portugal tem como previsão 20%...

Devíamos, ou talvez não, fica ao critério de quem regula, mas o facto é que os países de leste Europeu estão a acelerar as suas regulamentações para as apostas online com taxas altamente aliciantes, por forma a mudar o pendulo para onde têm sido conduzidos estes milhões.

No que diz respeito aos apostadores: POSITIVO ou NEGATIVO? E porquê

Positivo é desde logo a segurança, o apoio ao cliente, a capacidade de ter onde e como reclamar, e poder ter sempre em segurança os seus dados pessoais, a título de exemplo.

Desmistificava-se o grande medo das apostas, onde ainda grande parte da população vê como organizações do mal que lhes vão roubar logo tudo online.

Negativo, é fácil de adivinhar, as casas têm de cortar por algum lado para pagar os seus impostos, obviamente que o primeiro alvo são os clientes. E como? Baixando as quotas (odds), hoje em dia uma quota de 1.70 após a legislação é capaz de passar a ser apresentada a 1.50.

Ou seja, se já era muito difícil “brincar” ás apostas sem perde dinheiro, então nestas condições a casa irá ganhar sempre.

Bruno Coutinho, apostaganha.pt








Ricardo Matos

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em: 08 de Março de 2015, 23:02
:incredulo:

E viva a publicidade que se sobrepõem á verdadeira informação

:(
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Rodrigo Cesar

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em: 08 de Março de 2015, 23:18
:incredulo:

E viva a publicidade que se sobrepõem á verdadeira informação

:(

isso é arroz com feijão....jornalismo isento em grandes midias não existe.
The wisdom of the fool won't set you free

http://www.apostaganhabr.com/



Forum de Apostas

Re: Artigo Apostaganha que era para ir para o Record
« Responder #2 em: 08 de Março de 2015, 23:18 »

SORTUDO

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em: 08 de Março de 2015, 23:21
Eu continuo a querer acreditar que vão taxar a receita bruta e não o volume.

Mas o Bruno para dizer o contrário e mandar para o jornal é porque deverá ter informação privilegiada, o que se entende.
O Poder podre dos homens normais está a tentar dar cabo de mim.



Miguel Gomes

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em: 08 de Março de 2015, 23:31
Se isto for mesmo para a frente, só la para Outubro/Novembro certo?



mara

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em: 09 de Março de 2015, 12:02
Pensei que era do Avelãs o artigo  :bom:
Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.



Rubens

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em: 09 de Março de 2015, 12:07
A reportagem dá a entender que o Governo está receptivo a uma possivel mudança na  tributação, mas dois anos pode ser tarde demais. Além disso, pelo meio ainda temos eleições e pode não ficar este executivo e ir para lá outro que seja mais "pendente" para o lado da Santa Casa, por exemplo.

Excelente artigo, Bruno Coutinho. De forma simples e resumida, conseguiste esclarecer algumas duivdas que ainda pairavam e apresentar modelos alternativos e mais justos para ambas as partes  :bom:.



Bruno Coutinho

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em: 09 de Março de 2015, 12:09
Eu continuo a querer acreditar que vão taxar a receita bruta e não o volume.

Mas o Bruno para dizer o contrário e mandar para o jornal é porque deverá ter informação privilegiada, o que se entende.


@SORTUDO é publico, aliás frisei a quem de direito, quando fui convocado, esta questão, e fiz questão de dizer "com estas taxas nenhuma casa vai aceitar".



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Re: Artigo Apostaganha que era para ir para o Record
« Responder #7 em: 09 de Março de 2015, 12:09 »

SORTUDO

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em: 09 de Março de 2015, 12:21
Eu continuo a querer acreditar que vão taxar a receita bruta e não o volume.

Mas o Bruno para dizer o contrário e mandar para o jornal é porque deverá ter informação privilegiada, o que se entende.


@SORTUDO é publico, aliás frisei a quem de direito, quando fui convocado, esta questão, e fiz questão de dizer "com estas taxas nenhuma casa vai aceitar".

Tiveste acesso (directo ou indirecto) ao texto que foi para promulgação?

Do que li antes, entendi que taxariam a receita bruta, tal como escrevi em http://forum.apostaganha.pt/index.php?topic=57132.860

O Poder podre dos homens normais está a tentar dar cabo de mim.



Bruno Coutinho

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em: 09 de Março de 2015, 12:26
Eu continuo a querer acreditar que vão taxar a receita bruta e não o volume.

Mas o Bruno para dizer o contrário e mandar para o jornal é porque deverá ter informação privilegiada, o que se entende.


@SORTUDO é publico, aliás frisei a quem de direito, quando fui convocado, esta questão, e fiz questão de dizer "com estas taxas nenhuma casa vai aceitar".

Tiveste acesso (directo ou indirecto) ao texto que foi para promulgação?

Do que li antes, entendi que taxariam a receita bruta, tal como escrevi em http://forum.apostaganha.pt/index.php?topic=57132.860



SORTUDO leste mal:

Artigo 89.º
Imposto especial de jogo online nas apostas desportivas à cota
1 -Nas apostas desportivas à cota, o IEJO incide sobre as receitas resultantes do montante
das apostas efetuadas.
2 -Quando a entidade exploradora cobrar uma comissão sobre o valor da aposta, o IEJO
incide também sobre esse montante.
3 -A taxa do IEJO nas situações descritas nos números anteriores é de 8%.
4 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, quando o montante das apostas
efetuadas junto da entidade exploradora for superior a € 30 000 000,00 a matéria
coletável é dividida em duas parcelas:
a) Até ao montante de € 30 000 000,00, aplica-se a taxa de 8%;
b) Sobre o excedente, a taxa é determinada com base na seguinte fórmula:
Taxa = [8% x (montante anual das apostas efetuadas/€ 30 000 000,00)].
5 -A taxa calculada nos termos da alínea b) do número anterior tem como limite máximo
16%.
6 - A diferença entre o montante calculado nos termos do n.º 4 e o montante do imposto
liquidado mensalmente nos termos do n.º 3 com referência ao mesmo ano, é liquidada
até ao dia 15 do mês de janeiro do ano seguinte àquele a que respeita, devendo a
respetiva nota de cobrança ser paga até ao dia 31 do mesmo mês.
7 - O disposto nos números anteriores não se aplica quando as comissões cobradas pela
Ministério d
Decreto n.º
109
entidade exploradora são o único rendimento diretamente resultante da exploração das
apostas desportivas à cota em que os apostadores jogam uns contra os outros, caso em
que o IEJO incide sobre o montante dessas comissões à taxa de 15%.


Está explicito que é ao montante, que como disse vai de 8% a 16% do VOLUME, porque entre 8 ou 16? vai variar em função da receita bruta, mas o imposto será SEMPRE sobre o volume :)



Bruno Coutinho

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em: 09 de Março de 2015, 12:32
ja agora para ser mais especifico, caso a receita bruta , como diz em cima, for superior a € 30 000 000,00, então saltamos modo pirâmide até aos 16%.
« Última modificação: 09 de Março de 2015, 12:32 por Bruno Coutinho »



Bruno Coutinho

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em: 09 de Março de 2015, 12:33
entretanto li uma ementa muito estranha que contradiz tudo o que ja li sobre o trading, mas quero deixar para o artigo mais extenso.



SORTUDO

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em: 09 de Março de 2015, 12:34
Não vou teimar mais.

Acho (e sobretudo espero para bem de todos) ter razão e que venham a taxar a receita das casas.

Posso perfeitamente ter interpretado mal essa questão mas há mais gente a interpretar como eu.
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em: 09 de Março de 2015, 12:42
Não vou teimar mais.

Acho (e sobretudo espero para bem de todos) ter razão e que venham a taxar a receita das casas.

Posso perfeitamente ter interpretado mal essa questão mas há mais gente a interpretar como eu.
Se leste as paginas do Record que o Bruno publicou vem la a dizer que é cobrada a taxa sobre tudo e não sobre as receitas como as casas e preferiamos...
Resumo do dia
| :ganha: -  | :perdida: -  | :devolvida: -  | :meiaganha: -



SORTUDO

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em: 09 de Março de 2015, 12:43
ja agora para ser mais especifico, caso a receita bruta , como diz em cima, for superior a € 30 000 000,00, então saltamos modo pirâmide até aos 16%.



isto?

4 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, quando o montante das apostas
efetuadas junto da entidade exploradora for superior a € 30 000 000,00 a matéria
coletável é dividida em duas parcelas:
a) Até ao montante de € 30 000 000,00, aplica-se a taxa de 8%;
b) Sobre o excedente, a taxa é determinada com base na seguinte fórmula:
Taxa = [8% x (montante anual das apostas efetuadas/€ 30 000 000,00)].
5 -A taxa calculada nos termos da alínea b) do número anterior tem como limite máximo
16%.



Se for isso, refere-se ao montante e não à receita.

O Poder podre dos homens normais está a tentar dar cabo de mim.




 


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