Autor Tópico: [Offtopic - Mundial 2014] Portugal  (Lida 18816 vezes)

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miguelyn

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em: 19 de Maio de 2014, 18:39

offtopic relativo à selecção nacional portuguesa
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miguelyn

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MUNDIAL 2014

PORTUGAL



INTRODUÇÃO
Portugal, ou oficialmente, República Portuguesa, localiza-se no extremo ocidental do continente europeu, possuindo ainda 2 arquipélagos (Açores e Madeira). Forma em conjunto com a Espanha a Península ibérica, sendo que só com esta faz fronteira terrestre (Norte e Este) tendo com o Oceano Atlântico limite a Oeste e Sul.
Tem uma área de cerca de 92 000 km2. Tem uma população de cerca de 10,5 milhões de habitantes (censos 2011). Tem, segundo o FMI, um PIB nominal per capita de 20 038 USD o que lhe confere o 39º mundial (Convém referir que estes são valores de 2011. Portanto, antes mesmo do próprio FMI ter feito parte da troika que atirou Portugal para níveis bem mais baixos que estes)
A história de Portugal, ou melhor do território que agora ocupa, é imensamente rica. Foi povoada por inúmeros povos: celtas, visigodos, fenícios entre tantos outros. Finalmente povoado pelos Mouros.
No início do século XII, formou-se o então denominado “Condado Portucalense”, que se tornou independente em 5 de Setembro de 1143, no tratado de Zamora. Mas demoraram ainda 36 anos (1179), para que essa independência se tornasse efectiva pois, à altura, apenas com o consentimento papal ela (a independência) se tornava definitiva.
Dava-se assim ao início da I dinastia, a dinastia Afonsina, com o Rei D. Afonso Henriques, que iniciaria a conquista dos territórios aos mouros e que mais tarde viriam a dar origem à definição definitiva das fronteiras portuguesas, através da assinatura do tratado de Alcanizes, em 12 de Setembro de 1297. Como nota de interesse, foi a assinatura deste tratado que deu origem à ainda hoje falada “questão de Olivença”. Este tratado, tornou Portugal no mais antigo Estado-nação da Europa.
Definidas as fronteiras, pode Portugal e os seus reis, tratar daquilo onde historicamente sempre fomos piores. De nós próprios. Do nosso próprio povo. Apesar do excelente trabalho, neste quesito, de D. Sancho I “o povoador” (filho de D. Afonso Henriques) embora ainda em guerra com os mouros e de D. Dinis “O lavrador”. Foi então que ao 9º rei, Portugal, D. Fernando I, Portugal se viu na contingência de se ver sob o jugo de Espanha novamente. Isto, porque D. Fernando I, não teve descendência masculina. E… entramos naquela que pode ser considerada a 1ª guerra civil portuguesa (1383-1385). “Venceu” esta crise D. João I “o de boa memória” ou, mais conhecido por “mestre de Aviz”. De “boa memória” porque o seu reinado viria a revelar-se bastante auspicioso. Referir, que uma das mais famosas e importantes batalhas de toda a história portuguesa a “batalha de Aljubarrota”, da qual as tropas de D.João I saíram vitoriosas, foi travada e foi mesmo absolutamente decisiva, durante esta crise (14 de Agosto de 1385). Resultou, também, desta batalha, aquela que é a aliança militar mais velha do mundo (Portugal-Inglaterra) que ainda hoje perdura. Ainda, acerca desta batalha, referir que D. João I mandou construir o Mosteiro de “Santa Maria da Vitória”, vulgo “mosteiro da Batalha”, hoje considerado Património Mundial pela Unesco. Estava iniciada assim a II Dinastia: A dinastia de Avis.
Com a conquista de Ceuta (Marrocos), D. João I, deu aquele que pode ser considerado o mais brilhante capítulo da nossa história: “os descobrimentos”. Conquistaram-se Bojadores e Tormentas. Descobriu-se Madeira e Açores (hoje territórios de pleno direito de Portugal), descobriu-se o caminho marítimo para a Índia, o que tornou Portugal num dos mais ricos e poderosos países da Europa (que à altura, era o mesmo que dizer do mundo), descobriu-se o Brasil, e tantos tantos outros territórios. Portugal era uma potência colonial com territórios espalhados em todos os continentes.
Mas, eis que Portugal, mergulha em nova crise. Com a morte de D. Sebastião, na batalha de Alcácer-Quibir (1580), e sem que este tenha deixado descendência directa, Espanha passa a reinar Portugal. - 1 rei, 2 reinos - ou “monarquia dual” como ficou conhecida. Iniciava-se a III dinastia: a dinastia “Filipina”. Ora, Espanha estava envolvida em guerra com quase todas as poderosas potências europeias da altura – Inglaterra, França ou holanda – e consequentemente envolveu Portugal nesta guerras o que promoveu com que Portugal tivesse perdida grande parte do seu Império.
Foi em 1 de Dezembro de 1640, que foi restaurada a independência de Portugal, através de um golpe perpetrado pelos portugueses, face a Espanha e ao reinado dos filipes. Foi elevado a rei D. João IV. Estava iniciada a IV e última dinastia da monarquia portuguesa: a dinastia de Bragança. Este dia 1 de Dezembro de 1640, foi considerado e muito justamente de tal forma importante que desde então, esse dia é considerado feriado nacional. Ou melhor, era, porque o actual governo, de Pedro Passos Coelho, à revelia de tudo que é importância histórica e sentimento patriótico, mudou o feriado para o 1º dia não útil seguinte. Como se a história pudesse ser um boneco ao dispor dos ditames económicos. Enfim…
Portugal, estava depauperado, e o início desta dinastia caracterizou-se com a reorganização da “civilização” portuguesa. Foi neste contexto que sobe a 1º ministro de Portugal, uma das figuras mais controversas, se não mesmo, a mais controversa, de toda a história portuguesa: Sebastião José de Carvalho e Melo, por todos conhecido por “Marquês do Pombal”. Este, em nome de um rei absoluto (em poder e em… inércia) D. José I, inicia uma série de reformas, sendo muitas delas demonstrativas da sua crueldade. O processo dos Távoras ou a expulsão/aniquilação dos jesuítas, 2 factos plenamente demonstradores disso mesmo. Foi também graças às suas posições excessivamente possessivas acerca do Brasil, que se começaram a manifestar “ódios” contra Portugal nesta colónia, o que viria a culminar com o famoso “grito do Ipiranga” (7 de Setembro de 1822) que marca a independência deste território de Portugal. No entanto, além de um verdadeiro déspota, era também um génio. E só assim se entende, como é que tendo Portugal sofrido a sua maior tragédia natural da história (terramoto de 1 Novembro de 1755) ele tenha reformulado toda a zona ribeirinha de Lisboa tão bem e em tão pouco tempo. Ficou famosa a resposta dele aquando alguém afirmava “mas essas ruas são demasiado largas”, ao que respondeu “Um dia virá em que serão estreitas”. Em cheio. Hoje em dia toda esta zona é chamada de “baixa pombalina” em sua homenagem.
Durou pouco a paz em Portugal. Seguiram-se as 3 invasões francesas. Como Portugal é um aliado inglês, não aderiu ao “Bloqueio continental” decretado por Napoleão Bonaparte a Inglaterra. Assim sendo, tivemos de ser invadidos. Embora na 1ª invasão ainda tenham conseguido instalar um pequeno governo, este durou poucos meses pois foi rapidamente rechaçado. As 2 invasões seguintes, saldaram-se por 2 derrotas militares.
No entanto, estas invasões napoleónicas, tiveram como consequência a fuga de toda a corte para o Brasil, deixando Portugal literalmente sem governo. Ora, claro está, isto só poderia levar a nova guerra e essa acontece após a morte de D. João VI, cujo único filho (D. Pedro IV) tinha sido obrigado a abdicar do trono português em favor do brasileiro. Pode-se considerar que se inicia então a II guerra civil portuguesa entre D. Miguel, pelos absolutistas e Dª Maria pelos liberais. Seguem-se 6 anos de guerras internas, até que D. Pedro IV de Portugal, I do Brasil, abdica em favor de seu filho do trono brasileiro e volta para Portugal, vencendo as tropas miguelistas. Sobe ao trono D. maria II, enquanto D. Pedro se torna regente.
Daqui até à república, seguiu-se um período, que embora sem guerras, não deixou de ser conturbado. A prova disso, o enxovalho político de que Portugal foi alvo por parte de Inglaterra, a propósito do famoso “mapa cor-de-rosa”. Curiosamente e um facto que é praticamente desconhecido da generalidade dos portugueses, foi em consequência deste “enxovalho” que Alfredo Keil, escreveu a letra de “A Portuguesa”, no entanto a letra original era um remoque aos ingleses e dizia “contra os bretões, marchar, marchar”. Depois de recuperado e adaptado , é hoje em dia o hino de Portugal e é mesmo, considerado unanimemente como um dos mais bonitos do mundo, conforme se pode comprovar, por exemplo, .
Todo este processo viria a dar no fim da monarquia. A 1 de Fevereiro de 1908, num dia que ficou conhecido como o “dia do regicídio”, pois tal qual o nome indica, foi o dia em que o rei D. Carlos foi assassinado. Ainda assim, ascende ao trono D. Manuel II.
Mas, claro está, os republicanos não se ficaram e em 1910, tentaram novo golpe de estado, desta vez conseguido. Existe aqui um episódio deveras curioso e especulativo, como tal difícil de ser comprovado, que é o facto da bandeira branca que foi apresentada às tropas republicanas pelo embaixador alemão, ser para efeitos humanitários visando a evacuação e feridos e mortos, mas estes tomaram esse gesto como um rendição de declararam. Assima 5 de Outubro de 1910, foi declarada, por José Relvas, a república, sendo Teófilo Braga, presidente do 1º governo provisório (é, hoje em dia, efectivamente, considerado o 1º Presidente da República portuguesa), sendo que Manuel de Arriaga foi o 1º Presidente eleito (1911). A 1ª República, como este período ficou conhecido, durou até 1926.
Foram apenas 16 anos, mas foi um período de enorme instabilidade a atestá-lo este dado: Neste período de 16 anos houve sete parlamentos, oito Presidentes da República, 9 governos, 40 chefias de governo. Como é óbvio, isto viria a dar azo a um golpe militar. Este ocorreu em 28 de Maio de 1926. Instalou-se a ditadura militar, mais tarde conhecido como “Estado Novo”.
Mas, até quanto à constituição de ditaduras, Portugal, conseguiu ser sui generis. Num pronúncio daquilo que uns anos mais tarde viria a ficar célebre – já lá vamos – este golpe teve a característica de ser militar mas não ter tido tiros. Consequência, disso é que o governo que então ficou no poder era tudo menos estável e seguiram-se semanas de “dança das cadeiras” (chegamos a ter nomeação de ministros que só o foram por meras horas).
Com a chegada ao poder de Óscar Carmona, o regime vira definitivamente à direita, expurgando a ala esquerda definitivamente do poder, e condenando-a ao exílio. Estava definitivamente instalada a ditadura.
O rosto que veio a ser a grande figura deste período foi António de Oliveira Salazar. Inicialmente empossado ministro das finanças, sendo que nesta área, pode ser considerado um génio (lembre-se que embora bastante mais estável que à uns anos atrás, Portugal ainda viva um período bastante conturbado) pois consegui estabilizar, em apenas 4 anos, as finanças públicas e o escudo. Em consequência disso e dos apoios que foi reunindo foi, em 1932, nomeado Presidente do Conselho de Ministros. Faz aprovar, em 1933, a nova constituição, iniciando-se assim o período do “Estado Novo” (alguns historiadores apelidam este período de 2ª república. Pessoalmente discordo, mas eu estou longe de ser historiador, apenas um curioso). Foi líder deste “Estado Novo” durante 35 anos ininterruptos. Deixou a liderança em 1968 devido a doença vindo a falecer em 1970. Sucedeu-se-lhe Marcelo Caetano, que governou até á revolução do 25 de Abril.
Terminava assim o mais longo período ditatorial de toda a Europa.
E eis-nos chegados ao 25 de Abril de 1974. Sem dúvida nenhuma o dia da história mais reconhecido de todos.
Este dia, ficou para sempre conhecido como a “revolução dos cravos”. Este epíteto, deve-se ao facto de ao invés dos militares dispararem tiros das suas armas, terem colocado cravos na ponta das suas armas. Isto também gerou a lenda que se tinha feito uma revolução sem se disparar um único tiro. Ora isto é totalmente falso, pois na sede da DGS (Direcção Geral de Segurança, a sucedânea da mais afamada PIDE) fora disparados vários sobre a população tendo-se registado 4 mortos e 45 feridos.
O 1º Presidente da República da nova democracia foi António Spínola e o 1º 1º ministro foi Adelino da Palma Carlos.
Ora, como Portugal não sabe ser equilibrado em nada, viramos da direita ditatorial, para a extrema-esquerda. Resultado. Mais um período de enormes convulsões, que ficou afamado como PREC (Período Revolucionário Em Curso).
Este período, só viria a terminar com mais um golpe, este a 25 de Novembro de 1975, que pôs fim à influência da extrema-esquerda no governo.
Emerge Ramalho Eanes. O país, finalmente estabiliza e chegamos aos dias de hoje, onde de novo a estabilidade se encontra ameaçada.

PALMARÉS

5  - Presenças em mundiais (1966, 1986, 2002, 2006, 2010);
Nunca foi campeã mundial
1966 - Ano da melhor classificação num mundial (3º)
Nunca foi campeão europeu
2004 – Ano da melhor classificação num europeu (2º)

TRAJECTO NA QUALIFICAÇÃO

Como não poderia deixar de ser, e porque em Portugal respeitam-se as tradições, mesmo que estas sejam masoquistas, Portugal fez uma trajectória qualificativa sofrível. Ao ceder 3 empates surpresa (2 com Israel e o outro com a Irlanda do Norte, com a agravante de 2 deles terem sido em casa) e sendo posteriormente batidos pela Rússia, Portugal viu-se obrigado a ir buscar a tradicional calculadora e fazer continhas para ver se conseguia garantir o lugar nos play-offs.

O que é certo, é que o conseguiu. E neste, bateu o seu adversário - a Suécia - nos 2 jogos. Ressalve-se o segundo, onde os 2 mestres desta selecção (Cristiano Ronaldo e João Moutinho), tocaram um ópera só ao nível dos mais predestinados de entre os predestinados) Ver Aqui. A jogarem no seu sistema preferido, em transição (super)rápida, com a bola dominada, em 2 ou 3 toques a chegar à baliza adversária, Portugal É a melhor selecção do mundo. A Suécia permitiu que isto acontecesse. Perdeu.

CONVOCADOS



- RUI Pedro Santos PATRÍCIO
- Guarda - redes
- Internacionalizações: 29
- Golos marcados: 0
- Clube actual: Sporting
- Antonio Alberto Bastos Pimparel “BETO”
- Guarda - redes
- Internacionalizações: 6
- Golos marcados: 0
- Clube actual: Sevilha
- EDUARDO
- Guarda - redes
- Internacionalizações: 32
- Golos marcados: 0
- Clube actual: Braga
- ANDRÉ Gomes Magalhães ALMEIDA
- Defesa
- Internacionalizações: 2
- Golos marcados: 0
- Clube actual: Málaga

- BRUNO Eduardo Regufe ALVES
- Defesa
- Internacionalizações: 70
- Golos marcados: 9
- Clube actual: Fenerbahçe
- FÁBIO Alexandre Silva COENTRÃO
- Defesa
- Internacionalizações: 43
- Golos marcados: 3
- Clube actual: Real Madrid
- JOÃO Pedro Silva PEREIRA
- Defesa
- Internacionalizações: 34
- Golos marcados: 0
- Clube actual: Valência
- Kepler Laveran Lima Ferreira “PEPE”
- Defesa
- Internacionalizações: 57
- Golos marcados: 3
- Clube actual: Real Madrid

- RICARDO Miguel Moreira COSTA
- Defesa
- Internacionalizações: 17
- Golos marcados: 1
- Clube actual: Valência
- Luis Carlos Novo NETO
- Defesa
- Internacionalizações: 6
- Golos marcados: 0
- Clube actual: Zenit
- JOÃO Filipe Iria Santos MOUTINHO
- MÉDIO
- Internacionalizações: 66
- Golos marcados: 0
- Clube actual: Mónaco
- MIGUEL Luis Pinto VELOSO
- Médio
- Internacionalizações: 46
- Golos marcados: 0
- Clube actual: Dinamo Kiev

- RAUL José Trindade MEIRELES
- Médio
- Internacionalizações: 73
- Golos marcados: 10
- Clube actual: Fenerbahçe
- RUBEN Filipe Marques AMORIM
- Médio
- Internacionalizações: 10
- Golos marcados: 0
- Clube actual: Benfica
- WILLIAM Silva CARVALHO
- Médio
- Internacionalizações: 2
- Golos marcados: 0
- Clube actual: Sporting
- CRISTIANO RONALDO
- Avançado
- Internacionalizações: 110
- Golos marcados: 49
- Clube actual: Real Madrid

- HÉLDER Manuel Marques POSTIGA
- Avançado
- Internacionalizações: 66
- Golos marcados: 27
- Clube actual: Lazio
- HUGO Miguel Pereira ALMEIDA
- Avançado
- Internacionalizações: 53
- Golos marcados: 17
- Clube actual: Besiktas
- Luis Carlos Almeida Cunha “NANI”
- Avançado
- Internacionalizações: 72
- Golos marcados: 14
- Clube actual: Manchester United
- Ederzito Antonio Macedo Lopes “Éder”
- Avançado
- Internacionalizações: 6
- Golos marcados: 0
- Clube actual: Braga


- Silvestre Manuel Gonçalves VARELA
- Avançado
- Internacionalizações: 21
- Golos marcados: 4
- Clube actual: Porto
- Adelino Andre Vieira Freitas “VIEIRINHA”
- Avançado
- Internacionalizações: 6
- Golos marcados: 0
- Clube actual: Wolfsburgo
- Rafael Alexandre Fernandes Ferreira Silva “RAFA”
- Avançado
- Internacionalizações: 1
- Golos marcados: 0
- Clube actual: Braga



SELECCIONADOR
- PAULO Jorge Gomes BENTO
Nascido a 20 de Junho de 1969, na cidade de Lisboa.
Enquanto jogador, foi internacional A por 35 vezes, estreando-se num jogo contra a selecção de Espanha em 15 de Janeiro de 1992. Ao longo da carreira na selecção não marcou qualquer golo.
Percorreu vários clubes, dos quais se destacam o Benfica e o Sporting, para além da sua aventura espanhola no Real Oviedo.
Foi treinador do Sporting durante 4 épocas onde conquistou outros tantos vice-campeonatos. Conquistou 2 taças de Portugal assim como outras tantas supertaças.

Tornou-se seleccionador nacional, sucedendo ao conturbado “reinado” de Carlos Queiroz em 21 de Setembro de 2010, tendo já a garantia que o seu contrato será prorrogado até ao final do europeu de 2016.
O seu primeiro jogo, enquanto seleccionador, foi frente à Dinamarca, no estádio do Dragão, tendo obtido uma vitória por 3-1.

Longe de ser um seleccionador do meu agrado. Representa, no entanto, um perfil à muito definido, no seio da Federação. Consegue uma forte união do grupo em seu torno e não tem pejo em “crucificar” quem o questiona. Os casos de Ricardo Carvalho e Tiago – que agora tanta falta faziam a esta selecção, fruto da excelente época que protagonizaram nos respectivos clubes - ou Dany e Bosingwa, são ilustrativos do atrás mencionado. Mas, como esses já não bastassem, ainda tinha de abrir mais uma frente de batalha, agora com Ricardo Quaresma.
Penso que é muito melhor na preparação dos jogos que a intervir durante estes. Poucos são os jogos em que se nota que a táctica definida está errada e menos ainda são aqueles em que se nota que foi surpreendido pelo adversário. Quando isto acontece é, por norma, muito conservador, excessivamente fiel às suas convicções, tendo alguma dificuldade em mudar a táctica da equipa pré-definida, mesmo que inequivocamente ela se manifeste errada.
 



PRINCIPAIS ATLETAS

- CR7 – CRISTIANO RONALDO
-Nascido a 5 Fevereiro de 1985, Santo António, Funchal
- Avançado
- Internacionalizações: 110
- Golos marcados: 49 (já é o melhor marcador da história da selecção portuguesa)
- Clube actual: Real Madrid


- Site Oficial: www.cristianoronaldo.com

Há muito para dizer de CR7, mas ao mesmo tempo e em contraponto, quase nada há que já não seja sabido, tal a dimensão global já atingida.
Cristiano Ronaldo, para além de jogador é uma marca internacional reconhecida, através do seu CR7 (basta para tal verificar o site pessoal do próprio para nos apercebermo-nos disso mesmo).
Mas o que aqui nos trás, não é a marca, mas sim o jogador, e este é o actual melhor jogador do mundo, devidamente reconhecido aquando da atribuição do prémio “FIFA Ballon d’or 2013”, ao que se junta o de 2008. Seria fastidioso estar a enumerar todos os prémios individuais da carreira. São tantos que já deram azo a que CR7 cria-se um museu próprio. Permitam-me no então destacar o galardão “Ordem do Infante D. Henrique” um galardão que não reconhece propriamente o mérito do jogador, mas sim do cidadão português e da dimensão e projecção que este permite a Portugal, que lhe foi atribuído pelo Presidente da República.
Sem dúvida alguma, que CR7 é o nome grande desta selecção. O melhor jogador do mundo, o único capaz de interromper e questionar, neste troféu, o domínio de Lionel Messi, provocando acaloradas discussões entre os fãs de um e outro. Ainda com muitos anos de actividade pela frente é já o melhor marcador da selecção, ameaçando colocar os números em algo absolutamente inalcançável, a 17 internacionalizações de se tornar no jogador que mais vezes representou a selecção das quinas (Luis Figo, lidera esta tabela com 127 internacionalizações)
Mas, em que forma física chega ele a este mundial?


- JOÃO MOUTINHO
- 8 de Setembro de 1986, Portimão
- MÉDIO
- Internacionalizações: 66
- Golos marcados: 0
- Clube actual: MÓNACO


Depois da sua formação se ter dividido entre o Portimonense e o Sporting, foi neste clube que iniciou a sua carreira como sénior. Desde logo, provou a sua enorme maturidade e fiabilidade e logo à 3ª época no plantel, com apenas 20 anos, tornou-se capitão da equipa. Curiosamente, o treinador era… Paulo Bento.
Em 2010, protagoniza uma das mais polémicas transferências do futebol português, ao romper com o sporting e transferindo-se para o porto.
Foi com a camisola dos dragões, que alcançou os principais troféus da sua carreira, sagrando-se tri-campeão nacional, tri-vencedor da supertaça (a que se juntam outras duas pelo Sporting), vencedor da Taça de Portugal (outras 2 pelo Sporting) e vencendo a Liga Europa na época 2010/11.

Confesso que tenho especial admiração por este jogador. Formiguinha, imensamente trabalhadora e grande responsável pelo imenso brilho das estrelas da selecção.
É o estratega da selecção. É ele quem pensa todo o jogo. É ele que faz as compensações dos desequilíbrios provocados pelo “excesso de velocidade” dos alas. É sempre ele que aparece nas 2ªs bolas e quem “mata” os contra – ataques adversários na sua fase inicial de construção.
Não é um jogador rápido e muito menos um goleador. Mas compensa estes 2 handicaps com uma colocação e distribuição de jogo fenomenais.
•   Dos poucos jogadores do mundo que aguenta um jogo de alto ritmo sempre na bitola máxima de rendimento e sem quebras.


PERSPECTIVAS

Não auguro nada de muito especial para esta edição do mundial. Apesar de se realizar no “país irmão”, de ir ter forte apoio por parte do público luso-brasileiro (não esquecer o forte contingente emigratório português neste país) a que se somará o natural apoio dos brasileiros à sua selecção “irmã” e de CR7 (rival do argentino Lionel Messi).
A obrigação mínima é da passagem da fase de grupos, onde deverá disputar o 1º lugar no jogo com a Alemanha. Depois tudo depende dos emparelhamentos daí resultantes.
Devo dizer, que após verificar a convocatória, baixou ainda mais as minhas perspectivas para a performance que Portugal possa desempenhar. É, na minha perspectiva de ver, lamentável, que se continue a apostar em treinadores que queiram ser ditadores dentro do grupo, que, como tal, são incapazes de lidar com diferentes personalidades e principalmente opiniões diferentes das dele, e que com isso convoquem jogadores do seu agrado ao invés dos melhores. Nem que estes “do seu agrado” estejam completamente fora de forma ou que mal tenham jogado (vejam o número de jogadores convocados que não têm 10 jogos completos durante toda a época), tenham experiência quase zero em termos de selecção (basta ver o número de jogadores convocados que não têm uma dezena de internacionalizações).
Como noção muito geral, se Portugal defrontar uma equipa que defenda muito baixo fechando os espaços e defendendo CR7 com 2 jogadores (1 directo outro na compensação) o jogo da selecção nacional portuguesa fica manietado e esta terá muitas dificuldades para se conseguir impor, visto não dispor de um único ponta de lança de categoria mundial. Pelo contrário, quanto mais aberta jogar a equipa adversária, mais propício fica o jogo para Portugal, visto que as rápidas transições defesa-ataque são o ex-libris do seu jogo. Com Moutinho a pensar e iniciar esta transição, solicitando a velocidade dos seus alas CR7 de um lado e Nani/Quaresma/Varela do outro, os “estragos” na defesa adversária são garantidos.
Quero com isto tudo reafirmar, que acho que a passagem do grupo é quase obrigatória. No entanto, Paulo Bento, com a sua convocatória, criou a si próprio um problema extra. Portugal tem um 11 que dá várias garantias (longe de ser óptimo, mas é bom), no entanto, não tem banco. Se precisar, de mexer no jogo, vai colocar quem? Se precisar de alterar sistema táctico, vai colocar quem? Se precisar de “anarquizar” o jogo, então aí, é que não tem mesmo ninguém.
Mas um grande ponto de interrogação assola esta selecção.
Em que forma estará Cristiano Ronaldo? É sabido, o penoso final de época que Cristiano está a protagonizar em termos de sucessivas lesões musculares. Ainda este fim-de-semana, se ressentiu de uma lesão muscular, no aquecimento para o derradeiro jogo do campeonato espanhol, frente ao Espanhol, tendo saído de imediato da convocatória. Especulando, dá a nítida ideia que o Real Madrid está a gerir a situação para que Cristino jogue a final da liga dos Campeões. E depois? Como ficará a selecção? E se ele não poder mesmo jogar?

Creio que um lugar, com ou sem Ronaldo, entre as 16 melhores selecções será um objectivo ao alcance da selecção das quinas. Com Ronaldo, podemos pensar um pouco mais além.

EQUIPAMENTOS

Jogadores

Principal                      Secundário

     


CALENDÁRIO E LOCAL DOS JOGOS

Na fase de grupos, Portugal irá efectuar 3 jogos:
1ª jornada - Dia 16/6 às 17:00 – Alemanha vs Portugal (Arena Fonte Nova – Salvador)
2ª jornada – Dia 22/6 às 23:00 – Portugal vs EUA (Arena Amazónia – Manaus)
3ª jornada – Dia 26/6 às 17:00 – Portugal vs Gana (Estádio Nacional – Brasília)
(Nota: as horas indicadas são as de Portugal Continental e Madeira, mais uma que nos Açores; em Junho e Julho serão menos 4 horas em 10 das 12 cidades-sede do Mundial. As excepções são Cuiabá e Manaus, onde serão menos 5 horas)


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« Última modificação: 22 de Maio de 2014, 01:49 por miguelyn »
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Bruno Coutinho

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em: 19 de Maio de 2014, 18:45
Uma vergonha a não convocação do Adrien... mas não há segredos, o Jorge Mendes não falha nas comissões quando os seus jogadores são convocados ao invés dos dos outros.....



Forum de Apostas

Re: [Offtopic - Mundial 2014] Portugal
« Responder #2 em: 19 de Maio de 2014, 18:45 »

miguelyn

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A Pré-convocatória é metade dela uma vergonha.
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A que horas é o anúncio? É as 20:15?



Ricardo Matos

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A que horas é o anúncio? É as 20:15?

Sim, confirmado :bom:
AKA Spinosa
AG Brasil: http://www.apostaganhabr.com/



Hugo91

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Estou muito, muito curioso para ver se o Cavaleiro vai estar nos 23 ou não



LCMP

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Estou muito, muito curioso para ver se o Cavaleiro vai estar nos 23 ou não

Se estiver nos 23, ambiciono ser chamado para o Europeu de 2016 :mrgreen:



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Re: [Offtopic - Mundial 2014] Portugal
« Responder #7 em: 19 de Maio de 2014, 19:23 »

Nuno Filipe

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em: 19 de Maio de 2014, 19:23
No outro tópico em que vários demos os palpites sobre os jogadores que iam saltar dos 30 eu pelos vistos era o unico a achar que o Cavaleiro vai... vamos a ver... mas espero bem estar enganado.



Hugo91

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em: 19 de Maio de 2014, 19:31
Estou muito, muito curioso para ver se o Cavaleiro vai estar nos 23 ou não

Se estiver nos 23, ambiciono ser chamado para o Europeu de 2016 :mrgreen:
Legitimamente :mrgreen:

Deixo aqui os meus 23 (com base nos 30 pré-convocados):

- Guarda-redes: Anthony Lopes (Lyon/Fra), Beto (Sevilha/Esp), Rui Patrício (Sporting).

- Defesas: André Almeida (Benfica), Bruno Alves (Fenerbahçe/Tur), Fábio Coentrão (Real Madrid/Esp), João Pereira (Valência/Esp), Neto (Zenit/Rus), Pepe (Real Madrid/Esp), Ricardo Costa (Valência/Esp).

- Médios: André Gomes (Benfica), João Moutinho (Mónaco/Fra), Miguel Veloso (Dínamo Kiev/Ucr), Raul Meireles (Fenerbahçe/Tur), Rúben Amorim (Benfica) e William Carvalho (Sporting).

- Avançados: Cristiano Ronaldo (Real Madrid/Esp), Éder (Sporting Braga), Hélder Postiga (Lazio/Ita), Hugo Almeida (Besiktas/Tur), Nani (Manchester United/Ing), Rafa (Sporting Braga), Ricardo Quaresma (FC Porto).



Nuno Filipe

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em: 19 de Maio de 2014, 19:44
O meu palpite vai para

Guarda-redes - Anthony Lopes (Lyon), Beto (Sevilha) e Rui Patrício (Sporting);

Defesas - Bruno Alves (Fenerbahçe), Fábio Coentrão (Real Madrid), João Pereira (Valência), Neto (Zenit), Pepe (Real Madrid), Ricardo Costa (Valência) e Rolando (Inter);

Médios -  João Moutinho (Mónaco), Miguel Veloso (D. Kiev), Raul Meireles (Fenerbahçe), Rúben Amorim (Benfica) e William Carvalho (Sporting); André Almeida (Benfica)

Avançados - Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Hélder Postiga (Lazio), Hugo Almeida (Besiktas), Ivan Cavaleiro (Benfica), Nani (Manchester United), Ricardo Quaresma (FC Porto), Varela (FC Porto)



Hugo91

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em: 19 de Maio de 2014, 19:47
A minha lista não foi palpite, foi o que eu escolheria com base nos 30 já anunciados



Nuno Filipe

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em: 19 de Maio de 2014, 19:50
Eu nao escolheria aqueles 30 por isso também nao iria escolher 23 daqueles, daí dizer o que penso que o Bento irá fazer.



Pedro Pauleta

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Quaresma de fora



miguelyn

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em: 19 de Maio de 2014, 20:28
Quaresma de fora

:lol:

e leva o lesionado Éder :mrgreen:
:roll:




 


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