Autor Tópico: Sir Alex Ferguson: Managing Manchester United  (Lida 140 vezes)

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The Figurehead

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em: 24 de Dezembro de 2012, 00:15
vi uma pequena reportagem no outro dia na Sky que achei interessante.


http://www.3news.co.nz/The-secrets-of-Sir-Alex-Ferguson/tabid/415/articleID/281243/Default.aspx?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+co%2FHCaY+%283News-+Latest+News%29 (com víedo)



não considero o AF um génio da táctica, nem alguém que mude o jogo a qualquer momento a partir do banco. mas ele é o manager perfeito, muito forte ao nível mental, com carisma. é um verdadeiro líder que impõe respeito.


vi muito futebol desde os finais dos anos 80 até hoje, e - mesmo sendo sempre discutível, como é qualquer opinião pessoal - atrevo-me a dizer que as sucessivas equipas construídas por ele ao longo destes anos, foram das poucas que jogaram verdadeiramente futebol total.


em especial o MU dos anos 90, cujo meio-campo com Keane, Scholes, Giggs e Beckham, e com o ataque entregue a Cole e York (com os sempre presentes Sheringham e Solskjaer) e com o monstro Schmeichel na baliza. dito isto, não me esqueço nunca do eixo de ataque Hughes-Cantona das épocas anteriores, também ele de grande qualidade.


mas foram muitas as equipas construídas por Ferguson, que se foi adaptando ao jogadores que tinha, variando entre o 4-4-2 de tempos mais passados, para o 4-3-3 mais contemporâneo, já com CR e Rooney e Van Nistelrooy.


quando falo em futebol total, falo em futebol virado para o ataque, praticado por jogadores com elevado nível técnico, a grande ritmo, de pressão sobre o adversário, objectivo, entusiasta. futebol que engloba passe longo, curto, drible, remate de longe, cruzamentos, golos de cabeça... ou seja, todos os aspectos do jogo. nunca vi uma equipa fazer isso tão bem até hoje e durante tantos anos.


mas tudo isto não teria interesse nenhum se ele não fosse um treinador de sucesso. é-o. ganhou títulos atrás de títulos, e continua a ganhar.


uma coisa em que sempre o admirei, foi, e é, na forma como ainda se entusiasma com o jogo, como festeja os golos e as vitórias. parece um puto no recreio, ou um jogador novato ou alguém que ainda está a começar. por vezes isso será mau - digo eu - pois acho que pode acabar por viver demais o jogo e impedi-lo de tomar decisões mais acertadas... mas certamente que deve ser fantástico para os jogadores (restantes colaboradores e até mesmo para os fãs) ver o seu treinador tão empenhado e participativo, isto apesar já dos seus 71 anos.


fantástico! que continue assim.  :cool:


mau mesmo só essa coisa elitista do "Sir". aquela cena very british da treta que não interessa nem ao menino Jesus, mas o que é que se vai fazer... adiante.  :mrgreen:




http://www.guardian.co.uk/football/2012/dec/19/alex-ferguson-secrets-harvard-academics


http://www.dailymail.co.uk/sport/football/article-2250339/Sir-Alex-Ferguson-Manchester-United-boss-reveals-secrets-success.html


http://www.telegraph.co.uk/sport/football/teams/manchester-united/9754827/Manchester-United-manager-Sir-Alex-Ferguson-reveals-secrets-of-his-success-in-Harvard-University-study.html


"Players these days have lived more sheltered lives, so they are much more fragile now than 25 years ago," said Ferguson, who began life in management with East Stirlingshire in 1974.


"I was very aggressive all those years ago. I am passionate and want to win all the time. But today I'm more mellowed – age does that to you. And I can better handle those more fragile players now."

He added: "There is no room for criticism on the training field. For a player – and for any human being – there is nothing better than hearing 'well done'. Those are the two best words ever invented in sports. You don't need to use superlatives."

However, Ferguson also discussed the need for controlled discipline and respect, alluding to his famous "hairdryer treatment" technique.

"You can't always come in shouting and screaming. That doesn't work. No one likes to get criticised. But in the football dressing room, it's necessary that you point out your players' mistakes. I do it right after the game. I don't wait until Monday, I do it, and it's finished. I'm on to the next match. There is no point in criticising a player forever.

"You can't ever lose control – not when you are dealing with 30 top professionals who are all millionaires. If they misbehave, we fine them, but we keep it indoors. And if anyone steps out of my control, that's them dead."

He emphasised, though, the importance of taking a tailored approach to different individuals.

"One of my players has been sent off several times. He will do something if he gets the chance – even in training. Can I take it out of him? No. Would I want to take it out of him? No. If you take the aggression out of him, he is not himself. So you have to accept that there is a certain flaw that is counterbalanced by all the great things he can do."

He also discussed the best ways to deal with big egos, saying: "When I work with the biggest talents, I tell them that hard work is a talent, too. They need to work harder than anyone else. And if they can no longer bring the discipline that we ask for here at United, they are out.

"I am only interested in players who really want to play for United, and who, like me, are 'bad losers'… [But] you have to get the game out of your system quickly or it becomes an obsession. Win, lose, or draw. We show our face, and keep our dignity. We are Manchester United."

He also discussed his approach to the matchday routine, and the need for players to trust his decisions.

"We never reveal the team to the players until the day of the game. For a three o'clock game, we tell them at one o'clock and before that I speak to the players I've left out. I do it privately. It's not easy, but I do them all myself. It is important. I have been dropped from a cup final in Scotland as a player at 10 past two, so I know what it feels like.

"I'm not ever sure what they are thinking, but I tend to say 'Look, I might be making a mistake here,' – I always say that – 'but I think this is the best team for today'.

"I try to give them a bit of confidence, telling them that it is only tactical, and that there are bigger games coming up. But I believe you must make quick decisions and move on. Why should I go to my bed with a doubt?"

Ferguson also gave an insight in to how he conducts team talks and uses psychology to change games at half-time.

"I like to tell different stories, and use my imagination. But generally, it is about our expectations, their belief in themselves, and their trust in each other.

"I remember going to see Andrea Bocelli, the opera singer. I had never been to a classical concert in my life. But I am watching this and thinking about the co-ordination and the teamwork, one starts and one stops, just fantastic."

Ferguson told the Harvard Gazette why he had decided to be so open with the academics, saying: "When you're approached by an institution like Harvard, you know you are dealing with top quality.

"I had to consider that I was opening myself up to something I've never done before. But at this stage of my life, I felt that if I'm helping young people progress through their own routes to management, then ultimately that was an important and compelling factor for me.

"The whole atmosphere was professional. It was clear that they had done their homework. That was the important thing. They had properly read the case study and supplemented that with their own opinions and research. That gave me a certain assurance that I had made the right decision to go ahead with the case.

"The process was excellent, enjoyable, and comfortable. I never felt intimidated in any way, and I never felt reluctant to be anything other than completely open."

Elberse said it had been "a dream" to have the chance to "understand the drivers of [Ferguson's] success", saying: "To have him there, and for students to be able to see him in action, see how he addresses a group, and see snippets of his personality, there's no replacement for that live experience."



Pedro Pauleta

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em: 24 de Dezembro de 2012, 00:31
Só ainda não tive oportunidade de ver o vídeo, mas está guardado nos favoritos, é sem dúvida do meu interesse ver com a atenção. Pela forma como escreveste, percebo perfeitamente pelo qual tipo de futebol és apaixonado, eu também sou, por vezes, hoje em dia, irrita-me a forma como os jogos são levados, a forma defensiva como as equipas se apresentam.

Aliás, a equipa que falas com A. Cole e York foi a equipa que me fez gostar de futebol. Eu "era" do Benfica, toda a minha família o era, logo eu também era, mas nem via futebol, na verdade não gostava, apenas gostava de jogar. Um dia decidi começar a ver futebol, e simpatizei mais com o Sporting, no ano em que foi campeão com o Acosta, normal. Mas, a Liga Portuguesa nunca me atraiu, e um dia descobri nuns canais que o meu avô tinha de cabo, uma equipa que jogava nas horas! Era lindo, lembro-me como se fosse ontem, estavam a perder 0 - 1, minutos finais, e vão ganhar 2 - 1, e levantam uma grande Taça. Eu que nem percebia nada de futebol, estava deliciado. Um pouco confuso, porque a equipa que jogava de vermelho (na minha cabeça Benfica) tinha o Guarda-Redes do Sporting na baliza. O meu avô chega e eu digo "Avô, o Benfica ganhou grande Taça e tem um jogador loiro que joga muito bem", o meu avô sorridente responde-me "Isso é o Manchester United, e o jogador que falas é o Beckham. No outro dia, escusado será dizer que estava lá sentado outra vez, no mesmo canal, à espera de algum jogo. Foi então, quem sem sequer saber que competição estava a ver (Final da Liga dos Campeões) vi um jogo que me abriu a paixão por completo, Valência - Real Madrid, o Real conquista a Champions e o Raul enche o campo.

É difícil hoje em dia para mim encontrar esse tipo de futebol, as coisas evoluíram muito. Mas, sem querer fugir muito mais ao tópico, tenho a dizer que o Sir Alex pode não ser um dos treinadores que mais me lembro pela táctica, mas pelos aspectos que referiste. Ele tem uma grande capacidade de liderança, tem uma estabilidade gigante no clube, que ele próprio foi criando, e claro quando ninguém se atreve a questionar a sua autoridade, ele pode trabalhar aproximadamente e os resultados estão à vista.

Faz falta treinadores assim.  :venia: :venia: :venia:



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