Autor Tópico: Crónica - O Império Contra-Ataca - Rodrigo Cesar  (Lida 734 vezes)

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Offline Bruno Coutinho

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Crónica - O Império Contra-Ataca - Rodrigo Cesar
« em: 27 de Julho de 2011, 19:02 »
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Não posso dizer que fiquei totalmente surpreendido com a recente noticia que colocou todos os apostadores on line num estado de apreensão e medo no Brasil. Como já tive a oportunidade de dizer em outros artigos uma das mais marcantes características nacionais é de que o atraso tarda, mas não falha e num cenário de crescimento econômico com a chegada constante de cada vez mais casas de apostas e a progressão cada vez mais pronunciada da carteira de apostadores on line o atraso veio justamente da casa do povo brasileiro: o congresso nacional.



http://www.apostaganha.pt/2011/07/27/brasil-e-as-apostas-esportivas-o-imperio-contra-ataca/

Offline Dunadan

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Re: Crónica - O Império Contra-Ataca - Rodrigo Cesar
« Responder #1 em: 27 de Julho de 2011, 21:23 »
O património de Valdivino de Oliveira é de dez milhões de reais ou de dez milhões de milhões de reais? :P

O que esse indivíduo quer fazer com isto é um pouco de limpar a imagem, tentando mostrar trabalho em algo havendo a noção que o comum brasileiro continua com a mesma opinião que aquela que levou Dona Santinha a pressionar seu maridão para criar a legislação corrente.

Isto num país como o Brasil, em que há muitos atrasos de ordem social, atrasos que também se notam em Portugal e noutros países de influência católica, seja na América-do-Sul, seja no Sul da Europa ou em África já agora, acaba por ter bastante peso e remete-nos para o eterno debate da qualidade da democracia.

Se olharmos para a origem das palavras, Democracia quer dizer governo do povo. Povo este que na Grécia Antiga era composto pelo conjunto dos cidadãos e salvo erro, só estes tinham poder de decisão através do voto.

Na república romana o mesmo acontecia salvo erro, os cidadãos era quem votavam, mas aqui o Povo ou a Plebe era muito mais numerosa e o Senado opunha-se a que a Plebe tivesse poderes alargados, por uma questão de equilíbrios. Aquele que manipulasse a Plebe seria bem sucedido e Júlio César e seus seguidores souberam fazê-lo, mas já antes do grande general e estadista romano, outros candidatos romanos sabiam como tirar partido do baixo nível de exigência e preparação política da plebe.

Já agora, candidato está relacionado com candura, e candura está relacionado com a caracter impoluto do cidadão que concorre a sufrágio ou a eleição a cargo público. Os candidatos queriam-se e apresentavam-se limpos de qualquer mácula, algo que nos dias de hoje é cada vez mais raro.

E estes candidatos vinham das elites, sendo elites ou elite, aquela categoria de cidadãos que podem ser eleitos ou sufragados para cargos públicos.

Sendo o voto universal, qualquer cidadão nos tempos que correm tem o direito de votar ou de candidatar-se a qualquer cargo público.

Qualquer pessoa, sem um mínimo de preparação e instrução política pode candidatar-se a um cargo público, mas por outro, qualquer eleitor pode votar, mesmo não fazendo puto de ideia do que se passa.

Actualmente, da maneira como está convencionada a cidadania, está está mais perto do lumpen, que da elite, o que é uma característica de sociedades católicas, que abarcam um largo espectro de personalidades. Já nas sociedades protestantes, as extremidades foram "suprimidas" e não é de estranhar que nesses países, a qualidade da política seja aparentemente superior à nossa, pois a plebe e a elite estão muito mais próximas de si, que em países como Portugal ou o Brasil.

No livro Starship Troopers o autor defendia que o direito de cidadania (cujo maior direito e poder era o de voto) devia apenas ser conferido a quem tivesse dado provas de contribuir para o colectivo da sociedade. No exemplo da obra, isso basicamente implica prestar serviço militar por muitos e largos anos, enfrentando a dificuldade de uma longa e difícil recruta, pois só os melhores chegariam a ser soldados, ficando muitos pelo caminho... Este tipo de pensamento vai muito contra o espírito de caridade, misericórdia e solidariedade, para não falar de piedade, presente em sociedades católicas, onde todos, por mais despreparados que sejam, têm direito a votar por exemplo.

Ora quando a qualidade média do eleitor é tão rasteira e a elite tem um baixo nível de qualificação, a qualidade da democracia e das sociedades sofre com isso.

E se olharmos para a história, vemos que há um conjunto de ciclos, de altos e baixos, períodos de florescimento, em que as sociedades têm gerações de indivíduos com ambição, com preparação, que elevam, seguidas depois por gerações acomodadas ou "aburguesas", sem chama, sem exigência... Em Portugal, o fim do Municipalismo é um exemplo para muitos académicos, o período final do Liberalismo e os dias que correm são outros dois exemplos.

Basta olhar para a geração de políticos que estiveram nos primeiros dez anos de democracia da terceira república portuguesa, compará-los com aqueles que lhes sucederam no virar do milénio e observar agora a composição de ministérios ou do hemiciclo, para não falar dos mais altos quadros partidários... As "famosas" três gerações do regime.



Quanto ao resto, no aspecto económico, o Brasil está a saque e vamos a ver quanto tempo aguentará com tanta pressão na despesa... É que por mais florescente seja a economia, esta pode não aguentar o peso dos custos futuros da dívida, basta olhar para o corrente caso português...

Offline Carlos_Lucas

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Re: Crónica - O Império Contra-Ataca - Rodrigo Cesar
« Responder #2 em: 28 de Julho de 2011, 00:29 »
 :venia: :venia: :venia:

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Re: Crónica - O Império Contra-Ataca - Rodrigo Cesar
« Responder #2 em: 28 de Julho de 2011, 00:29 »

Offline Rangel

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Re: Crónica - O Império Contra-Ataca - Rodrigo Cesar
« Responder #3 em: 29 de Julho de 2011, 23:14 »
Fantastico!!!   :venia: :venia: :venia:

Offline JoaoMac

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Re: Crónica - O Império Contra-Ataca - Rodrigo Cesar
« Responder #4 em: 30 de Julho de 2011, 15:21 »
Excelente José!  :venia: :venia:

 


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