Autor Tópico: Exame de Português. Fácil ou difícil?  (Lida 592 vezes)

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miguelyn

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em: 18 de Julho de 2011, 23:25
Fica a qui um texto, absolutamente brilhante.

Vale bem a pena ler.

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Foram Tantos Os Absurdos Que Li Sobre O Tão Falado Exame De Português, Que Tinha Mesmo Que Deixar A Minha Opinião Pessoal...

Depois dos rios de tinta que já se escreveram sobre os resultados no exame de Português deste ano, só me resta dizer isto: queixar-se da dificuldade do exame, da selecção do poema que saiu ou das perguntas de gramática e interpretação é absolutamente ridículo! Todos os anos é sempre a mesma cantiga, e como eu já estou um bocadinho farta de ouvir sempre as mesmas justificações durante anos a fio, fica aqui a opinião de uma estrangeira, que recebeu a nacionalidade portuguesa há menos de 1 ano. Isto é, euzinha.

Para facilitar a coisa, faço-vos um breve resumo. Quando cheguei à Portugal, inscrevi-me na escola secundária sem saber dizer uma única palavra em Português. Passei a primeira semana a falar em Inglês, e as que se seguiram em espanhol. Às tantas convém salientar também que não tenho portugueses na família e que até o alfabeto da minha língua materna é totalmente diferente. O primeiro contacto que tive com a língua portuguesa foi quando entrei na minha primeira aula de Português na escola e comecei a dar Camões, quando ainda mal sabia dizer "bom dia". Como se isso não bastasse, tinha igualmente Alemão e Latim pelo que, fazendo as contas, estava a estudar três línguas totalmente desconhecidas ao mesmo tempo. Se foi difícil? Foi. Custou horrores, mas modéstias à parte, acho que me saí lindamente. Estudei exactamente as mesmas obras que hoje em dia os alunos continuam a estudar. Dei gramática, li poemas, estudei heterónimos como se não houvesse amanhã e passei horas a fazer análises literárias. Sozinha. Nunca tive explicações ou aulas fora da escola. Trabalhei muito e estudei com vontade e interesse genuínos. Fartei-me de fazer resumos de preparação para os exames e no final não saiu nem aquilo que eu mais gostava, nem aquilo que mais esperava. Tive que ler o poema que tinha à minha frente, mexer a massa cinzenta e desenrascar-me no momento. Resultado final? Tirei 17. Se podia ter sido melhor? Pois podia, claro que sim. E mesmo assim foi a segunda melhor nota na minha turma. Turma essa constituída por portugueses que estavam a ser avaliados na sua língua materna. E agora eu pergunto: não vos parece que há aqui qualquer coisa mesmo muito errada neste vosso discurso defensivo, tão bem elaborado? É que não bate certo, nem faz sentido. Resumindo, é absurdo.

 Por isso, da próxima vez que decidirem queixar-se da dificuldade do ensino em Portugal, lembrem-se destas minhas palavras, porque as queixinhas que as pessoas têm vindo a fazer nos últimos dias são  completamente absurdas! Se até uma estrangeira, que estudou apenas 3 anos numa escola portuguesa, tira um 17 ao analisar um poema de Fernando Pessoa, afinal estamos a falar de quê? De dificuldade ou de preguiça e falta de estudo? Eu apostava mais na segunda opção, por uma razão muito simples: o que reina em Portugal no que diz respeito à educação é claramente uma única coisa: o facilitismo! E digo-vos mais, os alunos portugueses não fazem a mais mínima ideia do real significado da palavra difícil, e é precisamente por terem tudo tão facilitado que nem sequer sabem falar correctamente a sua própria língua, o que na minha opinião é deveras triste.

 As verdades doem, mas são para serem ditas: 
 Aqui só não é bom aluno quem não quer.

Fonte: http://blackandwhitereality.blogspot.com/2011/07/foram-tantos-os-absurdos-que-li-sobre-o.html?spref=fb
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ric_

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em: 18 de Julho de 2011, 23:50
não acredito muito nesta história...




miguelyn

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em: 18 de Julho de 2011, 23:53
Eu por acaso, até acredito.

Mas o busílis da questão nem está aí. Está sim na resposta à pergunta que ela faz no último parágrafo. ;)
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Re: Exame de Português. Fácil ou difícil?
« Responder #2 em: 18 de Julho de 2011, 23:53 »

Dunadan

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em: 18 de Julho de 2011, 23:58
"quinta-feira, 14 de julho de 2011
Para que serviu o Plano da Matemática?




O famoso Plano da Matemática criado em 2006 e implementado a partir do ano lectivo 2006/2007 começa agora a mostrar resultados. Alunos que foram submetidos a 4 anos de plano, como é o caso dos nonos anos de 2009/2010, tiveram os seus desempenhos a cair a pique. O mesmo se passou com os alunos do actual 9º ano, que apesar de contarem já com 5 anos de plano, desceram os resultados face aos alunos do ano anterior. Nas Provas de Aferição de Matemática de 6º ano deste ano também houve um tombo, não obstante se tratarem de alunos com Plano desde o 2º ano de escolaridade. Resumidamente é este o proveito de cinco anos de Plano da Matemática.
Mas para que serviu então o Plano da Matemática? Para nada. Ou melhor, serviu para encher as escolas com mais burocracia. Um plano destes traz sempre consigo milhares de papeis: diagnósticos, estatísticas, estratégias, implementações, avaliações, reflexões, reformulações, actualizações, etc.
E por que não teve os efeitos anunciados? Pelos motivos do costume: é um plano de cariz estalinista, centralizado, minado pelo eduquês, pelo politicamente correcto e pela burocracia.
Para além destas características já de si perniciosas, o Plano não teve em conta outros dois importantes factores: o que se passa no 1º ciclo do ensino básico e a indisciplina. Nada se alterará no ensino em Portugal sem que se mexa nestes dois aspectos. Em relação ao 1º ciclo as orientações terão de ser para um ensino exigente da Língua Portuguesa e da Matemática - bases essenciais para os restantes ciclos de ensino. No que diz respeito à indisciplina, se não for combatida podem criar os planos que quiserem que estes não alterarão um átomo nas aulas e muito menos nos resultados. Como a indisciplina não faz parte das verdades oficiais que têm dominado o ensino em Portugal, é natural que qualquer Plano saído das luminárias do ME não a tenha em conta.
Este é aliás um dos grandes motivos pelos quais nada parece resultar na área da Educação. A nomenklatura eduquesalurdesrodriguista que está instalada nos confortáveis gabinetes da 5 de Outubro e que está a anos-luz das salas de aula, é que decide tudo o que se faz e não faz no ensino.  Por isso tudo o que conceberem não terá qualquer impacto no sistema.

Postado por David Levy às 13:14"



fabregas

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em: 19 de Julho de 2011, 03:02
É muito simples explicar esses números. Os exames nacionais de Matemática do 9ºano de 2007 e 2008 foram tremendamente fáceis. Muito alunos que tiraram nota 3 à rasquinha no final do ano fizeram o exame e tiraram nota 4.

E isto aconteceu porquê? Nessa altura a contestação à actuação da ministra da educação maria de lurdes estava ao rubro, e vai daí, como medida propagandista fizeram-se os exames fáceis para os alunos tirarem boas notas e todos darem os parabéns pelos excelentes resultados às medidas implementadas pela ministra.

Atenção que este plano de acção da matemática  trouxe muitas melhorias no ensino, mas seria IMPOSSÍVEL haver resultados a curto prazo. Os mais atentos facilmente se aperceberam que passar de médias negativas para 86% de positivas num ano não fez dos alunos uns génios.

Também discordo do autor do post quando diz o plano da matemática encheu as escolas com mais burocracia. Este plano deu melhores condições aos professores de matemática e ajudou os alunos (aqueles que estudam) a tirar melhores notas.
...não percas o teu tempo em banalidades quando podes estar a acertar no bingo.



The Figurehead

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em: 19 de Julho de 2011, 11:32
não é de agora, mas está cada vez pior. a minha namorada é bilingue, fala igualmente bem português e francês, isto porque nesceu e viveu em França até aos 19 anos. estudou em França até aos 18, tendo cumprido o ensino obrigatório, e quando veio para Portugal, esteve meio ano a preparar-se para os exames nacionais, sendo que um deles era de Português. sempre falou francês e português em casa (os pais são portugueses), e estudou Português, Inglês e Espanhol durante 3 anos (isto em França, claro).


acabou por tirar um 18 no exame final. nos outros exames também teve sempre notas boas, sempre acima de 15. ela tem dois irmãos, que estiveram na mesma situação e que também fizeram os exames, e tiveram sempre bons resultados.


entretanto, na Universidade ela acabou por se aperceber de que existiam grandes diferenças, sempre achou que os colegas eram pouco esforçados e só faziam as coisas à última da hora... entre outras coisas, ficou escandalizada com a quantidade de erros que os alunos davam, erros por vezes primários em relação ao Português. dizia-me sempre que as pessoas não sabem falar e muito menos escrever, e que era inadmissível ela reparar nisso, tendo apenas estudado 3 anos Português. sempre disse que estudou muitas vezes sozinha e por iniciativa própria a gramática e autores portugueses, e que lia uma ou duas páginas do dicionário por dia.


ainda hoje, no emprego, ela recebe inúmeros emails e cartas, e quase sempre nota erros e frases mal construídas, isto vindo mesmo de Licenciados e Doutorados.
 
é óbvio que eu, tal como muita gente, sei disto, mas são histórias destas, de pessoas que aprendem e se interessam pela língua portuguesa, que acabam por adquirir um conhecimento em 2 ou 3 anos que nós não conseguimos em 12, 17 ou 22, que são bastante elucidativas. e quem fala em Português, fala em tudo o resto.
« Última modificação: 19 de Julho de 2011, 11:40 por The Figurehead »



miguelyn

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em: 19 de Julho de 2011, 12:26
"quinta-feira, 14 de julho de 2011
(...)
A nomenklatura eduquesalurdesrodriguista que está instalada nos confortáveis gabinetes da 5 de Outubro e que está a anos-luz das salas de aula, é que decide tudo o que se faz e não faz no ensino.  Por isso tudo o que conceberem não terá qualquer impacto no sistema.

Postado por David Levy às 13:14"

Esta é a frase mais verdadeira deste artigo. Tudo empanca aqui.
:roll:



miguelyn

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em: 19 de Julho de 2011, 12:32
É muito simples explicar esses números. Os exames nacionais de Matemática do 9ºano de 2007 e 2008 foram tremendamente fáceis. Muito alunos que tiraram nota 3 à rasquinha no final do ano fizeram o exame e tiraram nota 4.

E isto aconteceu porquê? Nessa altura a contestação à actuação da ministra da educação maria de lurdes estava ao rubro, e vai daí, como medida propagandista fizeram-se os exames fáceis para os alunos tirarem boas notas e todos darem os parabéns pelos excelentes resultados às medidas implementadas pela ministra.

Atenção que este plano de acção da matemática  trouxe muitas melhorias no ensino, mas seria IMPOSSÍVEL haver resultados a curto prazo. Os mais atentos facilmente se aperceberam que passar de médias negativas para 86% de positivas num ano não fez dos alunos uns génios.

Também discordo do autor do post quando diz o plano da matemática encheu as escolas com mais burocracia. Este plano deu melhores condições aos professores de matemática e ajudou os alunos (aqueles que estudam) a tirar melhores notas.


É claro que o gráfico +e justificado pelo facilitismo, imenso facilitismo, que os exames de Matemática, tiveram em 2008 e 2009,  ninguém acredita numa melhoria assim, vinda do nada em apenas 2 anos ;)

Concordo que o Plano de Matemática trouxe muitas melhorias, mas também concordo que não alcançou os resultados que deveria. Um tempo de 4/5 anos (mais de um ciclo de aprendizagem) deveria ser suficiente para começar a demonstrar resultados sustentáveis. O que não acontece.

E sim, a burocracia aumentou, e o autor comprova-o. Claro que as condições melhoraram, mas a burocracia foi-lhe atrás.

Finalmente, os 2 motivos mencionados pelo autor (1º ciclo e indisciplina) são uma verdade absolutamente indesmentível.
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Re: Exame de Português. Fácil ou difícil?
« Responder #7 em: 19 de Julho de 2011, 12:32 »

The Figurehead

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em: 19 de Julho de 2011, 12:38
"quinta-feira, 14 de julho de 2011
(...)
A nomenklatura eduquesalurdesrodriguista que está instalada nos confortáveis gabinetes da 5 de Outubro e que está a anos-luz das salas de aula, é que decide tudo o que se faz e não faz no ensino.  Por isso tudo o que conceberem não terá qualquer impacto no sistema.

Postado por David Levy às 13:14"

Esta é a frase mais verdadeira deste artigo. Tudo empanca aqui.


é evidente.  :bom:




rmachado

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em: 19 de Julho de 2011, 14:04
não é de agora, mas está cada vez pior. a minha namorada é bilingue, fala igualmente bem português e francês, isto porque nesceu e viveu em França até aos 19 anos. estudou em França até aos 18, tendo cumprido o ensino obrigatório, e quando veio para Portugal, esteve meio ano a preparar-se para os exames nacionais, sendo que um deles era de Português. sempre falou francês e português em casa (os pais são portugueses), e estudou Português, Inglês e Espanhol durante 3 anos (isto em França, claro).


acabou por tirar um 18 no exame final. nos outros exames também teve sempre notas boas, sempre acima de 15. ela tem dois irmãos, que estiveram na mesma situação e que também fizeram os exames, e tiveram sempre bons resultados.


entretanto, na Universidade ela acabou por se aperceber de que existiam grandes diferenças, sempre achou que os colegas eram pouco esforçados e só faziam as coisas à última da hora... entre outras coisas, ficou escandalizada com a quantidade de erros que os alunos davam, erros por vezes primários em relação ao Português. dizia-me sempre que as pessoas não sabem falar e muito menos escrever, e que era inadmissível ela reparar nisso, tendo apenas estudado 3 anos Português. sempre disse que estudou muitas vezes sozinha e por iniciativa própria a gramática e autores portugueses, e que lia uma ou duas páginas do dicionário por dia.


ainda hoje, no emprego, ela recebe inúmeros emails e cartas, e quase sempre nota erros e frases mal construídas, isto vindo mesmo de Licenciados e Doutorados.
 
é óbvio que eu, tal como muita gente, sei disto, mas são histórias destas, de pessoas que aprendem e se interessam pela língua portuguesa, que acabam por adquirir um conhecimento em 2 ou 3 anos que nós não conseguimos em 12, 17 ou 22, que são bastante elucidativas. e quem fala em Português, fala em tudo o resto.

Curiosa descrição que tem a tua namorada...
Eu conheci alguém que foi para Erasmus no 5 ano do curso para Pau e a ideia com que ela ficou dos seus colegas franceses foi exatamente a que a tua namorada teve (tem) dos seus colegas portugueses.
A diferença é que isto foi em 1995 ou 1996... o que me leva a dizer que infelizmente o nosso ensino piorou...



The Figurehead

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em: 19 de Julho de 2011, 14:56
é curioso referires isso... depende um pouco de cada um, mas eu próprio tenho a percepção (e só posso falar por experiência própria, neste caso do nosso ensino) que há um saber díspar entre pessoas que terminaram o Secundário e/ou a Licenciatura e/ou o Doutoramento na mesma área (onde tiveram disciplinas praticamente idênticas) mas em Escolas/Universidades diferentes, e isso quer dizer muito. sem referir nomes, já reparei que alunos licenciados na Universidade "X" sabem muito menos ou muito mais do que outros da Universidade "Y", isto em todos os campos da sua área. e falo de Universidades/escolas conceituadas, quer públicas quer privadas.


é óbvio que isto já vem desde pequenino, desde o interesse que os país ou educadores incutem nas crianças para aprenderem, ou em interessarem-se em outras coisas menos banais, como por exemplo culturais. mas depois o Ensino é que vai moldando o jovem neste aspecto, e como é óbvio os professores que lidam com eles diariamente podem ser o maior exemplo... mas a partir duma certa idade, também deixas um pouco de ser influenciado e também tens de ver o que é que queres...


por exemplo, apesar de existirem algumas disciplinas que todos nós achamos desnecessárias no curso que estamos a tirar, eu era incapaz de copiar por outros e/ou usar cábulas... fiz isso uma ou duas vezes, e depois deixei-me disso, achava que me estava a enganar a mim mesmo. e para dizer a verdade, apesar de não ser muito habitual, eu não era o único a fazer isso, tinha 2 ou 3 colegas que faziam o mesmo... sempre achei preferível reprovar do que passar a uma disciplina (isto também a nível Universitário, ou melhor, especialmente nesta altura). mas muita gente não quer saber, diz que querem é passar de qualquer forma, mesmo a disciplinas nucleares.


para ser sincero, eu estou numa área de Letras, mas há alguns anos,durante a Licenciatura, achei que não sabia algumas coisas importantes (por não ter aprendido ou por não ter estado atento durante o meu percurso académico), e resolvi começar a estudar a Gramática. comprei umas 4 ou 5, das mais simples (secundário) até às mais complexas (própria para alunos de Letras), e andei um ano a estudar... e foi aí que me apercebi da quantidade de erros que se dão (mesmo por parte de pessoas com postos supostamente importantes) tanto a nível oral como escrito. agora noto bastante isso, tanto diariamente na convivência com o pessoal do trabalho, como, por exemplo, até na(s) legendagem(s) de filmes/séries na TV, entre muitas outras situações...


na verdade, senti um pouco de vergonha de não me ter apercebido antes desta situação, mas também notei, após leitura exaustiva, que muitas das coisas que agora sei, de facto não me foram ensinadas na Primária/Preparatória/Secundário...


e assim vai o nosso país.
« Última modificação: 19 de Julho de 2011, 15:00 por The Figurehead »



Dunadan

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em: 19 de Julho de 2011, 18:04
Para evitares isso, era preciso teres mais horas de Português e aprofundares esse estudo logo de início nos 12 anos de escolaridade. Mas tem de haver disciplina nas salas de aula, sem ela nada feito.



miguelyn

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em: 19 de Julho de 2011, 23:34
Mas a educação/ensino não pode ser exaustiva. Se assim, com assim, já temos programas hercúleos, imaginem se cada tema abordado fosse exaustivamente leccionado.

O que se aprende numa sala de aula, deveria, repito, deveria ser apenas e só a base geral. E cada um depois optaria por aprofundar o que achasse que mais lhe convinha num futuro. Claro que isto é utópico. Mas é uma ideia que todos os alunos deveriam ter incutida.
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