Autor Tópico: [Ciclismo] Tour de France - 3 a 25 de Julho de 2010  (Lida 5279 vezes)

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diogo_duarte

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em: 30 de Junho de 2010, 23:36

Este ano disputa-se a 97ª edição da mais importante prova velocipédica por etapas do mundo: o Tour de França também conhecida pela La Grand Boucle.


História

A primeira edição ocorreu em 1903 tendo como mentor Géo Lefreve, jornalista do L‘Auto Magazine que sugeriu ao seu patrão, Henri Desgrange, a criação de uma prova para rivalizar com outras corridas importantes na época.
Assim a 1 de Julho de 1903, 60 ciclistas apresentaram-se em Montgeron para percorrerem seis etapas num total de 2428 km. As etapas eram planas mas bastantes longas (por exemplo a última etapa Paris-Lyon tinha uma extensão de 467 km) pelo que havia uma a três dias de descanso entre as etapas. A 19 de Julho apenas 21 acabariam por terminar a prova cabendo a vitória a Maurice Green, que ganhou com uma margem de 2h 49 min. No total arrecadou em prémio 6075 francos.
Apesar do sucesso da primeira edição em 1904 a prova viveu momentos complicados com batotas e actos de sabotagem por parte do público o que colocou em risco a continuidade da prova. Felizmente continuou e ao longo da sua história podemos ainda referir alguns factos marcantes:
  • 1905: introdução da primeira montanha com passagem pelo Ballon D’Alsace;
  • 1910: introdução das primeiras etapas de alta montanha (Tourmalet, Ausbique) e do actualmente designado carro vassoura. No ano seguinte seria a introdução dos Alpes com a ascensão ao Galibier;
  • 1919: primeira prova após a Segunda Guerra Mundial. A prova decorreu em estradas na sua grande maioria bombardeadas, o que levou a que fosse a edição mais lenta da história. Deu-se a introdução pela primeira vez da camisola amarela para distinguir o líder;
  • 1930: os corredores correram representando selecções nacionais. Apareceu pela primeira vez a caravana publicitária;
  • 1934: introdução do contra-relógio individual;
  • 1935: introdução do contra relógio por equipas que apenas regressou novamente ao tour somente em 1999;
  • 1939: introdução da crono-escalada;
  • 1947: renascimento do Tour após sete anos de ausência. Primeira etapa com ínicio fora do território francês;
  • 1952: pela primeira vez é utilizada a televisão. Primeiras chegadas em altitude com a chegada ao mítico Alpe d’Huez;
  • 1969: regresso das equipas com sponsors;
  • 1975: introdução das camisola de melhor trepador e de melhor jovem , bem como a chegada aos Campos Elíseos;

[youtube=325,250]VPowpIRVOuY[/youtube]

Palmarés

O recorde de vitórias pertence a Lance Armstrong com as suas sete vitórias consecutivas entre 1999 e 2005. Com cinco vitórias temos Jacques Anquetil; Eddy Merckx; Bernand Hinault e Miguel Indurain. Destes realce para Eddy Merckx conhecido como o “Cannibal” que detém o recorde de dias com a camisola amarela (111) bem como de vitórias em etapas (34). É também o único corredor a ter ganho na mesma edição as três classificações (geral, pontos, montanha).  
Além destes à um outro ciclista que não deve ser esquecido: Raymond Poulidor que apesar de nunca ter conseguido envergar a camisola amarela detém o recorde de presenças no pódio (oito vezes) a última das quais com 40 anos.


Edição 2009

A edição do ano passado ficou marcada sobretudo pelo clima que se viveu no seio da equipa Astana, com uma clivagem entre Contador e Armstrong, que cortaram relações, e dividiram a equipa em dois grupos. Apesar deste clima ambos mostraram o seu profissionalismo terminado em primeiro e terceiro respectivamente.

A prova começou no Principado do Mónaco com um contra-relógio individual, no qual Contador começou logo por marcar terreno, tendo sido batido apenas pelo fabuloso Spartacus, Fabian Cancellara. Nas duas etapas seguintes foi a vez de um outro prodígio do ciclismo actual dar nas vistas, com Cavendish a somar as duas primeiras das seis vitórias ao sprint que viria a alcançar durante toda a competição. A terceira etapa foi também a que “entornou o caldo” entre Contador e Armstrong, pois a Columbia quebrou o pelotão e depois Armstrong decidiu pôr Popovych e Zubeldia a puxar na frente, o que irritou profundamente Contador, que acabou por perder quarenta e tal segundos nessa etapa. Na quarta etapa era grande a ex-expectativa de como iria a Astana comportar-se no contra-relógio colectivo, sendo que no fim acabou por sair vencedora, todavia ficou o sabor amargo de ver Armstrong não envergar a camisola amarela por míseros 27 centésimos de segundo. Os grandes derrotados desta etapa acabaram por ser Cadel Evans e Denis Menchov que perderam mais de dois minutos.
Até à entrada nos Pirinéus disputaram-se mais duas etapas que ficaram marcadas sobretudo pela desistência de Robert Gesink devido a queda.
Seguiu-se a primeira chegada em alto, a Arcalis, na qual Contador aproveitou para ganhar alguns segundos à concorrência, sendo no final acusado por Armstrong de não ter seguido o plano delineado pela equipa. Até ao primeiro dia descanso nada de relevante se passou, pois apesar de andarem pelos Pirinéus, as montanhas apareciam bastante longe da meta.

Após o dia de descanso Cavendish somou mais duas vitórias. As decisões relativamente à classificação geral começaram apenas na 15ª etapa, com a segunda chegada em alto deste Tour. Na chegada a Verbier, Contador puxou dos galões e venceu com 40 segundos de vantagem sobre Andy Schleck e cerca de um minuto sobre Nibali, o irmão mais velho dos Schleck, Sastre e Wiggins, que surpreendeu nesta etapa, e que assim subiu ao último lugar do pódio. Armstrong perdeu mais de minuto e meio e assim viu praticamente esfumar-se as hipóteses de uma nova vitória, porém garantia ainda o segundo lugar. Seguiu-se o segundo dia de descanso sendo que para a última semana era grande a expectativa sobretudo sobre a capacidade de Armstrong de segurar um lugar no pódio e sobre as possibilidades de Wiggins, conhecido sobretudo pelas suas qualidades como contra-relogista mas que no inicio do Tour tinha afirmado ser um candidato ao pódio, algo que quase ninguém levou a sério.

Na etapa 17, com a chegada a Le-Grand-Bonard assistiu-se ao grande ataque da Saxo-Bank à camisola amarela com os irmãos Schleck a atacarem constantemente na última subida, conseguindo ganhar mais de dois minutos a toda a concorrência, com excepção de Contador, que seguiu na roda dos irmãos sem grandes dificuldades. Na etapa seguinte Contador demonstrou não ter rival á altura demonstrando também a sua superioridade vencendo o contra-relógio. Até ao final a luta resumia-se ao último lugar do pódio que estava na posse de Armstrong mas com menos de um minuto de vantagem sobre Wiggins, Frank Schleck e Kloden. Tudo se iria decidir na chegada ao Monte Ventoux, na qual Frank Schleck tentou tudo mas as forças já não eram muitas e Armstrong, com a ajuda de Contador, conseguiu manter o último lugar do pódio.

Na última etapa Cavendish somou nova vitória, terminando assim a Tour com uma impressionante marca de seis vitórias, todavia insuficientes para garantir a camisola verde, que acabou na posse de Thor Hushovd. Na classificação da montanha Pellizotti foi o vencedor e na juventude Andy Schleck.

[youtube=325,250]<object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1dhPZruTxqQ&hl=pt_BR&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/1dhPZruTxqQ&hl=pt_BR&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object>[/youtube]

Top 10


No Top 10 destaque ainda para a presença de Wiggins na quarta posição, que surpreendeu todo o mundo velocipédico, para a presença de dois jovens da Liquigás (Nibali e Kreuziger) e para um francês, Le Mével, algo que já não se verificava desde 2006.



Edição 2010

Percurso

[youtube=325,250]<object width="540" height="285"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/N4nJwtkS6g0&hl=pt_BR&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/N4nJwtkS6g0&hl=pt_BR&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object>[/youtube]Tal como em 2009 esta edição da Volta a França terá apenas três chegadas em alto e pouca quilometragem ao nível dos contra-relógios. O seu ínicio será em solo holandês e também passará pela Bélgica, teremos algumas zonas de pavé que poderão causar dificuldades a alguns ciclistas, mas em geral a primeira semana deverá ser bastante calma.
Na segunda semana de competição teremos algumas etapas acidentadas e a aparição dos Alpes com uma chegada a Morzine, segue-se um dia de descanso e no dia seguinte, mais montanha  com a passagem pelo Col de la Madeleine, uma das subidas míticas desta prova.
A última semana de prova será decisiva, como não poderia deixar de ser, três etapas com subidas de categoria especial e chegada ao alto na primeira, segue-se o segundo dia de descanso, para no dia seguinte a chegada coincidir com mais uma mítica subida desta prova, o Tourmalet. Ainda há que destacar o longo contra-relógio(52 km) na véspera da última etapa e que servirá para fazer os últimos ajustes de posições.


Equipas

Ag2r poderá ter alguns bons dias na montanha com homens como Roche, Gadret ou Nocentini. Também deverá ser uma equipa combativa nas fugas e na luta por algumas etapas.

Equipa: Nicolas Roche, Christophe Riblon, John Gadret, David Le Lay, Rinaldo Nocentini, Martin Elmiger, Maxime Bouet, Dimitri Champion, Lloyd Mondory.

A Astana tentará levar Contador à terceira vitória no Tour. Já não tem o super conjunto do ano anterior, mas homens como Vinokourov, Tiralongo e os espanhóis Navarro e Noval são garantia de que o seu líder deverá ter auxílio nas montanhas.

Equipa: Alberto Contador,Alexandre Vinokourov, David De la Fuente, Andriy Grivko, Jesus Hernandez, Maxim Iglinskiy, Daniel Navarro, Benjamin Noval, Paolo Tiranlongo.

A BBox Bouygues está a ter uma boa temporada e deverá tentar repetir as vitórias do ano anterior com Voeckler e Fédrigo. Conta com outros atletas interessantes como Rolland ou Vogondy.

Equipa: Thomas Voeckler, Pierrick Fédrigo, Pierre Rolland, Cyril Gautier, Yukiya Arashiro, Nicolas Vogondy, Matthieu Sprick, Anthony Charteau, Sébastien Turgot.

Os americanos da BMC levam todas as suas grandes apostas para a temporada e assim Cadel Evans poderá ter melhores perspectivas do que no Giro, mas ainda assim a sua equipa parece-me mais destinada a tentar vitórias em etapas do que a brilhar na montanha.

Equipa: Alessandro Ballan, Brent Bookwalter, Marcus Burghardt, Cadel Evans, Mathias Frank, George Hincapie, Karsten Kroon, Steve Morabito, Mauro Santambrogio.

A Caisse d'Epargne não poderá contar com Alejandro Valverde que é o seu principal líder, assim Leon Sanchez poderá ter uma oportunidade, destaque também para o veterano francês Moreau e para o jovem português Rui Costa.

Equipa: Imanol Erviti, Ivan Gutierrez, Vasil Kiryienka, Christophe Moreau, Mathieu Perget, Ruben Plaza, Jose Joaquin Rojas, Luis Leon Sanchez, Rui Costa.

Carlos Sastre para a geral e Hushovd para os sprints serão as grandes apostas da Cervelo, uma equipa que conta com Hunt, Lancaster e Klier para formar um bom "comboio" para o norueguês e assim alcançar bons resultados neste Tour.

Equipa: Xavier Florencio, Volodimir Gustov, Daniel Lloyd, Jeremy Hunt, Thor Hushovd, Andreas Klier, Ignatas Konovalovas, Brett Lancaster, Carlos Sastre.

Os franceses da Cofidis apresentam-se para este Tour sem David Moncoutié, a sua grande estrela, no entanto terão uma equipa bastante combativa e que irá participar em várias fugas. Existe alguma expectativa em torno de Rein Taarämae, que irá fazer a sua estreia na prova.

Equipa: Damien Monier, Rémi Pauriol, Samuel Dumoulin, Stéphane Augé, Julien El Farès, Christophe Kern, Sébastien Minard, Amaël Moinard, Rein Taarämae.

A Columbia deverá arrecadar algumas vitórias em etapas com o "rei do sprints" Mark Cavendish. Homens como Tony Martin e Michael Rogers podem aspirar a um bom lugar na classificação geral apesar de levarem mais vantagem no contra-relógio do que nas montanhas onde poderão contar com o auxílio de Siutsou.

Equipa: Mark Cavendish,  Michael Rogers, Bernhard Eisel, Bert Grabsch, Adam Hansen, Tony Martin, Maxime Monfort, Mark Renshaw,  Kanstantsin Siutsou.

Como é hábito, os bascos da Euskatel apresentam-se como uma equipa feita de trepadores. Samuel Sanchez deverá conseguir um lugar no top10 e Egoi Martinez deverá ser um dos ciclistas que irão disputar a camisola da montanha.

Equipa: Samuel Sanchez, Egoi Martínez, Iván Velasco, Juanjo Oroz, Alan Pérez, Rubén Pérez, Gorka Verdugo, Amets Txurruka, Iñaki Isasi.

Footon-Servetto é talvez uma das fracas formações da prova, e todos os seus  ciclistas jovens irão estrear-se na prova, o português Manuel Cardoso deverá tentar intrometer-se na luta pelos sprints e o italiano Capecchi poderá ter algum protagonismo na montanha.

Equipa: Alberto Benitez, Arkaitz Duran, Iban Mayoz, Rafael Valls, Markus Eibegger, Manuel Cardoso, Fabio Felline, Eros Capecchi, Aitor Perez.

Os franceses da Françaises des Jeux contam com Le Mével e Casar para a díficil missão de tentar alcançar um lugar no top10, homens como Vaugrenard e Di Gregorio deverão tentar uma vitória.

Equipa: Christophe Le Mével, Sandy Casar, Jérémy Roy, Benoît Vaugrenard, Rémy Di Gregorio, Matthieu Ladagnous, Anthony Geslin, Wesley Sulzberger.

A Garmin tem um dos melhores sprinters da prova, o americano Tyler Farrar. Como é hábito também contam bons contra-relogistas como Millar, Zabriskie, além de Vande Velde que terminou no top10 nas duas últimas edições desta prova.

Equipa: Julian Dean, Tyler Farrar, Ryder Hesjedal, Robbie Hunter, Martijn Maaskant, David Millar, Johan Van Summeren, Christian Vande Velde, David Zabriskie.

Joaquin Rodriguez foi a grande aposta da Katusha e como não poderia deixa de ser estará na competição, talvez lute por um lugar no top5 com boas performances na montanha. Os russos Ivanov e Kolobnev poderão tentar brilhar em etapas sinuosas.

Equipa: Pavel Brutt, Sergei Ivanov, Joaquim Rodriguez, Vladimir Karpets, Robbie McEwen, Alexander Kolobnev, Stijn Vandenbergh, Eduard Vorganov, Alexandr Pliuschin.

Os italianos da Lampre apresentam-se com o Damiano Cunego, o seu chefe de fila, a sua qualidade na montanha é reconhecida, mas também a sua debilidade nos contra-relógios além da sua falta de regularidade ao longo das três semanas. Pettachi e Hondo podem fazer uma boa dupla nos sprints.

Equipa: Grega Bole, Damiano Cunego, Mauro Da Dalto, Francesco Gavazzi, Danilo Hondo, Mirco Lorenzetto, Adriano Malori, Alessandro Petacchi, Simon Spilak.

Ivan Basso venceu o Giro deste ano e será novamente uma das apostas da Liquigas para uma grande volta. Roman Kreuziger também já deu provas do seu valor e será o segundo homem de uma equipa que ainda conta com outro trepador de grande qualidade, o polaco Sylvester Szmyd.

Equipa: Ivan Basso, Roman Kreuziger, Sylvester Szmyd, Francesco Bellotti, Kristjan Koren, Aliaksandr Kuchynski, Daniel Oss, Manuel Quinziato, Brian Vandborg.

Os alemães da Milram tenterão vencer ao sprint com Ciolek e Gerdemann pode ter alguns dias interessantes, mas a sua regularidade deixa um pouco a desejar e assim um bom lugar no final da prova parece díficil.

Equipa: Gerald Ciolek, Linus Gerdemann, Niki Terpstra, Thomas Rohregger, Christian Knees, Johannes Fröhlinger, Roger Kluge, Luke Roberts, Fabian Wegmann.

Os belgas da Omega-Pharma Lotto terão em Daniel Moreno e Van den Broeck uma boa dupla para as montanhas e que poderá tentar um lugar no top10. O australiano Matthew Lloyd venceu a classificação da montanha do Giro mostrando que poderá ter uma palavra dizer para esta camisola no Tour.

Equipa: Mario Aerts, Francis De Greef, Mickaël Delage, Sebastian Lang, Matthew Lloyd. Daniel Moreno Fernandel, Jürgen Roelandts, Jürgen Van den Broeck, Charles Wegelius.

A Quick-Step não poderá contar com a sua grande estrela, Tom Boonen, que estará de fora devido a lesão. As suas hipóteses no sprints ficam muito reduzidas, mas contam com alguns homens experientes como Barredo, Chavanel e Pineau, além do jovem Seeldrayers que se irá estrear na prova.

Equipa: Carlos Barredo, , Sylvain Chavanel, Dries Devenyns, Kevin De Weert, Jerome Pineau, Kevin Seeldrayers, Jurgen Van de Walle, Maarten Wynants, Francesco Reda.

Os holandeses da Rabobank apresentam-se com os seus dois homens mais fortes, o russo Menchov e o holandês Gesink. O espanhol Oscar Freire deverá intrometer-se na luta pelos sprints e o seu compatriota Garate garante qualidade no auxílio aos líderes na montanha.

Equipa: Denis Menchov, Robert Gesink, Oscar Freire, Lars Boom, Grischa Niermann, Koos Moerenhout, Maarten Tjallingii, Bram Tankink, Juan Manuel Garate.

Depois da desconfortável parceria com Contador na época passada, Lance Armstrong criou a Radioshack e levou uma grande parte da Astana para esta equipa tornando-a na equipa mais forte do pelotão deste Tour. Basta olhar para homens como Leipheimer ou Klöden que poderiam ser chefes-de-fila em quase qualquer equipa do ProTour e serão gregários do americano nesta prova.

Equipa: Lance Armstrong, Andreas Klöden, Levi Leipheimer, Chris Horner, Janez Brajkovic, Sergio Paulinho, Yaroslav Popovych, Gregory Rast, Dmitriy Muravyev.

A Saxo Bank volta a apresentar-se com os irmãos Schelck, mas o poderio da equipa de Bjarn Riis não se resume a estes dois ciclistas. Cancellara será um grande candidato a vencer os contra-relógios e homens com a experiência de Voigt ou O'Grady nunca deixam a equipa ficar mal.

Equipa: Fabian Cancellara, Andy Schleck, Fränk Schleck, Jens Voigt, Stuart O'Grady, Matti Breschel, Chris Anker Sørensen, Jakob Fuglsang, Nicki Sørensen.

Existem uma grande expectativa em torno da Sky que conta com Wiggins que foi a surpresa do ano passado ao terminar na quarta posição. O espanhol Flecha, o norueguês Boasson Hagen e o sueco Löfkvist são outros dos destaques deste conjunto.

Equipa: Michael Barry, Steve Cummings, Juan Antonio Flecha, Simon Gerrans, Edvald Boasson Hagen, Thomas Löfkvist, Serge Pauwels, Geraint Thomas, Bradley Wiggins.


Portugueses em Prova

Na participação portuguesa destacam-se os seguintes ciclistas:
  • Joaquim Agostinho: subiu duas vezes ao pódio final (3º) e conseguiu 5 vitórias em etapas, com destaque para a vitória em 1979 no Alpe d’Huez. Tem o seu nome numa das curvas desta mítica subida;
  • Acácio da Silva: envergou a camisola amarela e venceu três etapas;
  • Paulo Ferreira: uma vitória em etapa;
  • José Azevedo: quinto em 2002 e sexto em 2006 esteve ao lado de Armstrong nas últimas vitórias deste.

Nesta edição a defesa das cores nacionais estará entregue aos seguintes três corredores:

Sérgio Paulinho – em 2004 sagrou-se campeão nacional de contra-relógio, foi sexto na Volta a Portugal, vencendo duas etapas e surpreendeu o mundo velocipédico ao conquistar a medalha de prata nos Jogos Olímpicos. Estas prestações levaram-no a ingressar na Liberty Seguros, uma das equipas mais fortes do pelotão internacional. A primeira época não foi fácil com uma aposta errada nas clássicas. Em 2006 participou pela primeira vez numa grande volta, a Vuelta tendo vencido uma etapa e trabalhado bastante para Vinoukorov e Kashechkin que foram respectivamente primeiro e terceiro nessa prova.
A partir daí pôs de lado as suas ambições pessoais e tornou-se num dos melhores equipiers do ciclismo mundial. Esteve ao lado de Contador nas vitórias no Tour (2007 e 2009) e na Vuelta (2008). No final da época passada, devido à indefinição em torno do futuro de Contador e da própria Astana, transferiu-se para a RadioShcak, sendo um dos homens que Armstrong fazia questão de ter ao seu lado no Tour.
Espera-se como nos anos anteriores um forte trabalho em prol dos seus líderes.


Rui Costa  – com apenas 23 anos vai participar pela segunda vez no Tour. Em 2008 esteve em grande destaque nas provas da Taça das Nações e conseguiu um oitavo lugar no mundial de contra-relógios Sub-23 e um quinto lugar na prova em linha. Estes resultados valeram uma transferência para a forte Caisse de Espagne. Na sua primeira época no pelotão internacional venceu os 4 Dias de Dunquerque e terminou a Volta à Suiça na 13ª posição. Com o castigo a Valverde foi convocado à última da hora para participar no Tour, acabando por desistir devido a queda.
No íncio desta época não estava previsto a sua participação no Tour porém as exibições até ao momento, e a nova ausência de Valverde, acabaram por garantir-lhe novamente um lugar na equipa. Esta época venceu o Troféu Deia, foi segundo nos 4 Dias de Dunquerque, venceu uma etapa na Volta à Suiça e sagrou-se campeão nacional de contra-relógio.
É um corredor com uma excelente leitura de corrida, e penso que sem azares poderá disputar a vitória numa etapa deste Tour.



Manuel Cardoso  – é o melhor sprinter português da actualidade. Com a extinção da Liberty Seguros ingressou na Footon-Servetto, uma das equipas mais fracas do Pro-Tour mas que lhe possibilita competir nas principais competições velocipédicas e ser o líder das equipas nos sprints.  No início de época tornou-se no primeiro português a ganhar uma etapa numa prova do ProTour, ao vencer um etapa no Tour Down Under, batendo homens como Sagan e Evans.
Em sprinters planos e em pelotão compacto muito dificilmente conseguirá vencer, e com a ausência de chegadas em ligeira subida a única hipótese será através de fugas.


Odds para o vencedor


Odds bet365

O principal candidato à vitória é novamente Alberto Contador. Esta época já venceu o Paris-Nice e a Volta a Castilla e Leon. O seu maior adversário poderão ser os polens, que devido ao seus problemas respiratórios já lhe causaram alguns dissabores esta época. Um dos seus principais rivais deverá ser Armstrong que depois do regresso na época passada vai muito provavelmente competir pela última vez no Tour. Na Volta à Suiça terminou no segundo lugar dando indicações de estar muito perto da sua melhor forma. Tem uma das equipas mais fortes do pelotão com homens como Leipheimer e Kloden, que inclusive podem também ter uma palavra a dizer na luta pela vitória.

A Saxo Bank é a outra grande equipa que rivaliza com a RadioShack, apresentando os irmãos Schelck como principais armas. Andy foi segundo no ano passado está a ter uma época discreta mas afirma estar em melhor forma do que no ano passado. O irmão mais velho por sua vez tem estado bastante forte vindo de um terceiro lugar na Volta ao Luxemburgo e duma vitória na Volta à Suiça, onde demonstrou ter evoluido ao nível do contra-relógio.

Num segundo lote de favoritos podemos incluir Bradley Wiggins, que surpreendeu no ano passado, mas que nesta edição terá menos quilómetros de contra-relógio; na Rabobank Menchov apostou tudo no Tour, porém esteve com uma bronquite que condicionou a sua preparação, pelo que Gesink, após o azar do ano passado, deverá ser um dos mais activos na montanha, porém as suas capacidades na luta contra ao relógio ainda não deverão ser suficientes para lutar pela vitória; Basso após dois lugares no pódio e cinco anos de ausência regressa motivado pelo vitória no Giro, mas talvez algo desgastado, pelo que a Liquigas conta ainda com Kreuziger, que todavia costuma ter um dia mau. Destaque ainda para dois espanhóis: Samuel Sanchez, campeão olímpico e vice-campeão na última Vuelta, que caso consiga estar bem nas primeiras semanas poderá ser um grande perigo na última semana, pois por norma termina bastante forte as grandes voltas e Joaquin Rodriguez excelente trepador,  e com uma época fantástica até ao momento e que vai pela primeira vez participar no Tour como chefe de fila.

Existem ainda outros nomes sonantes como Cadel Evans, Sastre, Luis Leon Sanchez, Michael Rogers, Vandevelde, Jurgen Van Den Broeck mas que por um motivo ou outro não acredito que se intrometam na luta sequer pelo pódio e que possam apenas lutar por um Top 10.



Autoria :arrow: diogo_duarte, rapior



Picks

Imprego - Samuel Sanchez para vencer pelo menos uma etapa @ 2.15 bet365 :perdida:
Imprego - Edvald Boasson Hagen para vencer pelo menos uma etapa @ 2.25 sportingbet :perdida:
Imprego - Top10 Levy Leipheimer @ 2.50 bet365 :perdida: (13º)
Imprego - H2H Joaquin Rodriguez vs Christophe Le Mevel - Joaquin Rodriguez @ 1.57 bet365 :ganha: (8º Vs 42º)
Imprego - H2H Euskatel vs Caisse d'Epargne - Caisse d'Epargne @ 1.83 bet365 :ganha: (8º Vs 2º)

rapior - H2H Ivan Basso vs Robert Gesink - Robert Gesink @ 2.12 unibet :ganha: (32º Vs 6º)
rapior - Vencedor – Classificação por Pontos (Camisola Verde) - Alessandro Petacchi (LAM) @ 1.85 Bwin :ganha:

diogo_duarte - H2H Footon Servetto vs BBox Bouygues Telecom - BBox Bouygues Telecom @ 1.83 bet365 :ganha: (20º Vs 10º)
diogo_duarte - Quick-Step para vencer uma etapa @ 2.75 william hill :ganha:

sniperthebest - Nº  de corredores a cortar a meta: menos de 161,5 corredores @ 2.50 Betfair :perdida: (170)
sniperthebest - Vencedor Classificação Geral dos Pontos: Thor Hushovd @ 3.40 Betfair :perdida:
sniperthebest - Samuel Sanchez vs Denis Menchov: Samuel Sanchez @ 2.75 Bet365 :perdida: (4º Vs 3º)
sniperthebest - Presença top 6: R.Gesink @ 1.64 Betfair :ganha: (6º)
« Última modificação: 25 de Julho de 2010, 21:21 por Carlos_Lucas »



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Não sei é que autor coloco no portal :s foram os 2 certo?



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Re: [Ciclismo] Tour de France - 3 a 25 de Julho de 2010
« Responder #2 em: 30 de Junho de 2010, 23:48 »

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Não sei é que autor coloco no portal :s foram os 2 certo?
certíssimo  :bom:



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h2h Kloden vs Leipheimer  :arrow: Leipheimer a 1.90 na Bet365
h2h Joaquin Rodriguez vs Christophe Le Mevel :arrow: Rodriguez a 1.57 na Bet365
h2h Sandy Casar vs Jurgen Van Den Broeck :arrow: Broeck a 1.66 na Bet365

Gosto destes h2h assim a 1ª vista :cool:



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Re: [Ciclismo] Tour de France - 3 a 25 de Julho de 2010
« Responder #7 em: 01 de Julho de 2010, 00:17 »

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em: 01 de Julho de 2010, 00:26
h2H Euskaltel vs Caissee D'Epargne :arrow: Caissee D'Epargne a 1.83 na Bet365
h2H Ag2r vs Caissee D'Epargne :arrow: Caissee D'Epargne a 2.00 na Bet365
h2H Liquigas vs Rabobank:arrow: Liquigas a 2.50 na Bet365

E gosto destes h2h das equipas :cool:
 



miguelyn

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em: 01 de Julho de 2010, 00:27
diogo_duarte, rapior :venia: :venia:
:roll:



lmprego

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em: 01 de Julho de 2010, 00:33
TERMINAR NOS 10 PRIMEIROS LUGARES:

Levy Leipheimer a 2.50 na Bet365

 :cool:



Bruno Coutinho

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em: 01 de Julho de 2010, 00:40
NÚMERO DE ETAPAS GANHAS

Samuel Sanchez mais 0,5 a 2.15 na Bet365
Oscar Freire mais 0,5 a 2.70 na Sportingbet
Edvald Boasson Hagen mais 0,5 a 2.25 na Sportingbet

 :cool:
« Última modificação: 01 de Julho de 2010, 00:53 por lmprego »



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em: 01 de Julho de 2010, 00:52
Lance Armstrong ficará no pódio final ? Sim a 3.00 na Sportingbet

 :cool:






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em: 01 de Julho de 2010, 00:55
Eu amanha faço umas picks sobre as minhas possíveis apostas :bom:




 


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