Autor Tópico: Empresas chulam desempregados para carimbar declarações de prova no IEFP  (Lida 1777 vezes)

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Dunadan

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Reportagem
Vale do Cávado: pagar para provar que se procura emprego
por Liliana Valente, Publicado em 11 de Fevereiro de 2010

Empresas pedem dinheiro e obrigam desempregados a trabalhar de graça para carimbar declarações de prova junto do centro de emprego


Chamam-lhe "chapa cinco" e é uma prática de algumas empresas da região do vale do Cávado conhecida pelos desempregados da zona. Não se trata de pagar para trabalhar, mas de pagar para provar que se está à procura de emprego. É pedido aos desempregados da região cinco euros por carimbo. O esquema das empresas vai mais longe e várias desempregadas relataram ao i que foram "convidadas" a trabalhar à experiência, de graça, sem que lhes fosse garantido qualquer contrato de trabalho e sem que essas horas (ou dias) viessem a ser pagas.

Foi o que aconteceu a Maria da Conceição Lopes, uma desempregada que trabalhou no sector têxtil durante 31 anos. Conceição, como gosta de ser chamada, foi convocada pelo Centro de Emprego (CE) de Barcelos para comparecer numa empresa. E conta o episódio: "Quando lá cheguei a dona da empresa mandou-me ir no dia a seguir para começar às oito da manhã. Fui às nove e ela pôs-me a trabalhar à experiência. Chegou a hora de almoço e eu fui perguntar-lhe se era para ficar e ela disse-me se eu queria trabalhar três dias à experiência, mas que não tinha trabalho para mim." "Então se não tinha porque é que queria que eu ficasse lá a trabalhar!?", questiona. A resposta chega logo a seguir: "Hoje são todos mais mentirosos. Aproveitam-se de haver muitos desempregados que têm de mostrar que estão à procura de trabalho." A necessidade de comprovar junto do CE a procura activa de emprego leva as pessoas "a sujeitarem-se", explica.

A substituição por outro trabalhador aumenta a pressão junto dos funcionários do sector. A meio caminho entre Barcelos e Esposende, com o olhar a correr em radar a zona, Odete aceita encontrar--se com o i, mas explica que "o medo de denunciar os abusos" é grande entre quem tem emprego. Também Odete já teve de trabalhar de graça para ver a declaração assinada: "Um dia fui a uma empresa. Éramos umas dez, algumas ficaram a trabalhar à experiência. No dia a seguir foram mais e no outro... Ficam com o trabalho feito e não pagam."

À explicação de Odete junta-se a indignação de Isabel. "Porque é que o CE manda pessoas para estas empresas?", pergunta a jovem desempregada que foi convocada pelo CE para uma empresa em risco de fechar e que deve salários aos trabalhadores.

A pergunta de Isabel encontra resposta na denúncia de Odete: "A ideia é massacrar, massacrar até que o trabalhador ceda e se despeça e perca os direitos. Assim a empresa pode ir buscar outro trabalhador ao CE."

O esquema é simples: seja por iniciativa do desempregado ou porque é convocado pelo CE, o desempregado quando chega à empresa é "convidado" a trabalhar à experiência para que possa comprovar junto do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) que respondeu à convocatória ou que está activamente à procura de trabalho.

Empresas-fantasma O Centro de Emprego de Barcelos reencaminhou desempregados para uma empresa-fantasma. O i teve acesso a cartas enviadas pelo IEFP a várias mulheres desem- pregadas de Barcelos e Esposende, remetendo-as para uma empresa sedeada numa habitação social, sem que lá exista qualquer empresa.

As sete mulheres - trabalhadoras do sector têxtil - receberam uma notificação do Centro de Emprego de Barcelos para se apresentarem na empresa Anabela Pereira Martins, em Novembro passado. A morada indicada pela carta é a de uma casa social na localidade Palmeiras de Faro, perto de Esposende (ver fotografia). Do lado de fora, as cortinas, as persianas a meio e as fechaduras partidas dão nota de que ali não funciona nenhuma empresa. As mulheres foram posteriormente encaminhadas para uma outra empresa do sector têxtil, em Esposende, onde os salários não são pagos a tempo e horas.

A situação é recorrente no sector têxtil na região, explica ao i o presidente do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes. Manuel Sousa acusa o centro de emprego de não fazer qualquer rastreio às empresas que procuram desempregados. "O centro de emprego não controla e envia muitas vezes as pessoas para empresas que na realidade não existem. Ou porque nunca existiram ou porque faliram e recrutam para novas empresas do mesmo dono", revela.

Grande parte dos pedidos de funcionários feitos ao CE são de pequenas empresas familiares, que funcionam muitas vezes nas casas dos donos.

Odete, uma das trabalhadoras, explica que há funcionárias "que são colocadas em empresas que não têm condições, muitas vezes a penar até à meia-noite". A mesma trabalhadora conta que "há quem trabalhe para empresários em nome individual, numa espécie de garagem". E deixa a descrição: "Aquilo nem tem número de porta!"

Os empresários em nome individual do sector do têxtil são quem mais recruta trabalhadores despedidos de grandes fábricas que faliram com o agudizar da crise. A questão das trabalhadoras fica no ar: "Porque é que só as grandes empresas é que estão a abrir falência?" A resposta chega pela voz de Maria Conceição. "As grandes empresas do têxtil pagavam horas extraordinárias, horas nocturnas, faziam os descontos certos para a Segurança Social." E as pequenas? Odete explica: "Nós neste momento estamos a ser explorados. Trabalhamos nove, 10, 11 horas que não são pagas, são para gozar um dia se o patrão quiser. Como nunca quer, acabamos por dar horas de graça."

As horas extraordinárias são o menor dos problema. "O grande problema é o medo, a pressão", explica Odete. "Somos obrigados a aguentar."

O sector do têxtil na zona do vale do Ave e Cávado empurrou milhares de pessoas para os centros de emprego. Só no concelho de Barcelos estavam desempregadas em Dezembro 5426 pessoas, quase 3 mil mulheres.

O elevado nível de desemprego no vale do Cávado chamou a atenção dos partidos políticos. O Bloco de Esquerda (BE) já questionou o Ministério do Trabalho sobre o envio de pessoas para empresas-fantasma no concelho de Barcelos. O deputado Pedro Soares explica que "a situação no vale do Ave e Cávado ultrapassa os limites admissíveis da dignidade humana. Há empresas que estão a aproveitar-se da fragilidade das pessoas de- sempregadas". Por isso o BE pondera a apresentação de um pedido de um plano estratégico para combater o desemprego na região. Também o PCP já teve conhecimento da situação das trabalhadoras.

A directora do Centro de Emprego de Barcelos, Madalena Quintão, questionada pessoalmente, remeteu a resposta para a direcção do IEFP do Norte e recusou- -se a comentar as denúncias relatadas. O i apresentou a questão ao IEFP, que até à hora de fecho desta edição não comentou.



Como dizia o outro no Call Girl, "mais valia ser ***** pá!"...  :evil:  :vermelho:



Zé_Adério

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O desemprego está a tomar proporcões tão preocupantes que a maior parte das pessoas não faz ideia.
Toda a gente sabe que a "taxa de desemprego" está alta, mas a maioria está longe da realidade para onde caminhamos... :|
[Diário Trading] - Grão a Grão  ---> http://forum.apostaganha.pt/index.php?topic=61536.msg2459679#



k3nzo

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e o contrário?  vocês fazem ideia do numero de pessoas que recebo para apenas lhe carimbar o documento? qunatas já me disseram de lata que não queriam ficar, porque em casa ganhavam o mesmo senão mais, porque até tinham um trabalhinho por fora e tal? ou rendimento minimo? ou que até ficavam desde que não fizessem descontos?




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Re: Empresas chulam desempregados para carimbar declarações de prova no IEFP
« Responder #2 em: 11 de Março de 2010, 23:47 »

Dunadan

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e o contrário?  vocês fazem ideia do numero de pessoas que recebo para apenas lhe carimbar o documento? qunatas já me disseram de lata que não queriam ficar, porque em casa ganhavam o mesmo senão mais, porque até tinham um trabalhinho por fora e tal? ou rendimento minimo? ou que até ficavam desde que não fizessem descontos?


E o que é que tu dizes ao Centro de Emprego em cada um desses casos? ;)



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e o contrário?  vocês fazem ideia do numero de pessoas que recebo para apenas lhe carimbar o documento? qunatas já me disseram de lata que não queriam ficar, porque em casa ganhavam o mesmo senão mais, porque até tinham um trabalhinho por fora e tal? ou rendimento minimo? ou que até ficavam desde que não fizessem descontos?


E o que é que tu dizes ao Centro de Emprego em cada um desses casos? ;)

reporto, e digo aos tipos que vou reportar!

alguns já amocharam, outros estão-se borrifando!




Dunadan

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Dependendo da diligência dos funcionários do centro de emprego, há quem recomece a trabalhar e há quem não lhe aconteça nada, certo?



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Dependendo da diligência dos funcionários do centro de emprego, há quem recomece a trabalhar e há quem não lhe aconteça nada, certo?

isso já me ultrapassa, mas julgo que sim! em teoria em que se recuse a trabalhar, ou tenha esquemas paralelos perde o direito a qualquer apoio.




rmachado

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Infelizmente devemos ter de tudo...

Isto só se resolve se as "penas" forem de não arriscar.

Falta de fiscalização é o que temos.

"Bastava" uma coisa do género, "se for apanhado tem de devolver o subsidio*5 ou algo assim, e não terá mais acesso a ele..." talvez as pessoas já não arriscassem tanto.

O Crime compensa... e enquanto for assim... estamos mal.



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Re: Empresas chulam desempregados para carimbar declarações de prova no IEFP
« Responder #7 em: 12 de Março de 2010, 11:22 »

XavierCosta

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e o contrário?  vocês fazem ideia do numero de pessoas que recebo para apenas lhe carimbar o documento? qunatas já me disseram de lata que não queriam ficar, porque em casa ganhavam o mesmo senão mais, porque até tinham um trabalhinho por fora e tal? ou rendimento minimo? ou que até ficavam desde que não fizessem descontos?

Ora EXACTAMENTE!!!!
I am the master of my faith...I am the captain of my soul



Mr_Devil

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Eu já perdi a conta aqueles que me pedem para carimbar. Quando primeiro perguntam se não estou a pensar em admitir alguém e se mostram interessados em trabalhar, aí carimbo. Caso só peçam para carimbar digo logo que me recuso a fazê-lo...
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portugeezer

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Acho isso de carimbarem para se provar que andam a procura de trabalho a maior palhaçada. Os que querem carimbar carimbam os que nao querem nao o fazem. Julgam que teem o direito de julgar quem anda e quem nao anda a procura de trabalho. lol Voces deviam de receber um subsidio como fiscais da seguranca social. Espero que nunca fiquem desempregados e se venham a encontrar na situacao desse pessoal desempregado.  Essa cena de preencher uma caderneta tb existe na Inglaterra mas nao e preciso carimbo basta por a morada da firma com o numero de telefone. Se algum desempregado for apanhado a cometer fraude contra  a seguranca social tem de pagar tudo o que recebeu ate a data e perde o beneficio.  Esse trabalho de fiscalizacao pertence a seguranca social.




Dunadan

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Infelizmente devemos ter de tudo...

Isto só se resolve se as "penas" forem de não arriscar.

Falta de fiscalização é o que temos.

"Bastava" uma coisa do género, "se for apanhado tem de devolver o subsidio*5 ou algo assim, e não terá mais acesso a ele..." talvez as pessoas já não arriscassem tanto.

O Crime compensa... e enquanto for assim... estamos mal.


E ainda para mais quando o exemplo não vem de cima... ;)



Dunadan

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A propósito:



PEC
Há 12 mil empregos que ninguém quer. Regras do subsídio vão apertar
por Bruno Faria Lopes, Publicado em 16 de Março de 2010
Instituto do Emprego recebeu milhares de queixas. Novas regras já em 2010


A taxa de desemprego está em níveis recorde, mas ao Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) têm chegado milhares de queixas de empresas que não conseguem recrutar trabalhadores - segundo apurou o i foram estas denúncias, sobretudo de empresas com salários mais baixos (como o têxtil ou calçado), que despertaram a atenção do governo socialista para a necessidade de apertar as regras do subsídio de desemprego. As alterações, que implicam cortes na prestação e condições mais duras ao acesso, avançam já em 2010, confirmou ontem a ministra do Trabalho.

As queixas das empresas abarcam entre de dez a doze mil ofertas de trabalho por preencher. O problema identificado pelo IEFP vai no sentido das conclusões de estudos realizados por economistas do Banco de Portugal, que apontam para o efeito negativo que a generosidade do subsídio de desemprego tem na procura de trabalho, sobretudo para salários baixos. O valor médio do subsídio de desemprego - cerca de 520 euros - concorre directamente com os salários mais baixos, próximos do valor do salário mínimo, que tem vindo a subir (para 475 euros este ano). O i apurou que o governo não avançou mais cedo porque vários dos casos identificados envolvem beneficiários com filhos a cargo, com situações económicas muito precárias.

"Num momento em que os números do desemprego continuam a ser elevados e quando existem necessidades de mão-de-obra em vários sectores da nossa economia, não podemos continuar com este paradoxo de existirem muitas pessoas desempregadas e ao mesmo tempo postos de trabalho que não são preenchidos", afirmou ontem a ministra do Trabalho. Helena André explicou que "todas as medidas que permitam apoiar os desempregados a voltar ao mercado de trabalho são, para o Governo, um objectivo prioritário", sublinhando que os apoios intensificados durante a crise económica podem ter efeitos indesejados. "Depois da análise que fizemos entendemos que algumas destas medidas têm um efeito perverso, caso este efeito se confirme, teremos que fazer tudo para que ele deixe de existir", assinalou.

As novas regras cumprem também o objectivo de cortar na despesa em prestações sociais - em 2010 o governo estima gastar 2,2 mil milhões de euros com apoios sociais aos desempregados.

A revisão das regras vai incidir em primeiro lugar na relação entre o subsídio de desemprego e o salário anterior - segundo apurou o i, o governo pretende usar o mesmo mecanismo empregue na bolsa de mobilidade na função pública, diminuindo o subsídio de desemprego (65% do salário anterior) ao longo do período em que é recebido. Por outro lado, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu ontem em entrevista ao Jornal de Negócios que o valor mínimo do subsídio de desemprego pode ficar abaixo do salário mínimo nacional. Por outro lado, Teixeira dos Santos quer "incentivar" a aceitação de ofertas de trabalho. Hoje um beneficiário pode recusar uma oferta nos primeiros seis meses desde que o salário bruto seja inferior a 25% do valor do subsídio - o governo quer baixar o limiar para 10%.

Esta informação sobre as alterações chegou no mesmo dia em que o Eurostat, o braço estatístico da União Europeia, divulgou números relativamente positivos para Portugal - no último trimestre de 2009 a taxa de criação de emprego (em cadeia) foi nula, travando o ritmo de destruição de postos de trabalho no trimestre anterior, o dobro face à média Europeia. Comparando com os últimos três meses de 2008 a tendência continua, no entanto, negativa (-2,8%).

É essa tendência - reflectida nos números do desemprego, 10,1% - que torna aos olhos dos sindicatos o endurecimento das regras do subsídio como "mais uma declaração de guerra". "É inadmissível que num altura em que o desemprego sobe o governo esteja a eleger as pessoas desempregadas como não tendo escrúpulos", afirmou ao i Arménio Carlos, dirigente da GCTP que esteve na reunião de concertação. O governo não apresentou números nem detalhes, tendo discutido a hipótese de um documento comum sobre o PEC. "Para nós este PEC não é inevitável como o vendem", contrapõe Arménio Carlos.

Bruxelas gosta José Manuel Durão Barroso foi ontem à Faculdade de Direito falar sobre o Tratado de Lisboa, mas acabou por dar também a sua opinião sobre o PEC do governo de José Sócrates. À saída da Universidade de Lisboa, o presidente da Comissão disse já conhecer as bases do PEC português, "um documento credível", que considerou "ambicioso, mas exequível".



ruifreitas

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Basta irem ao parque da vila onde resido para verem, tal como eu vejo, mais de 100 desempregados, daqueles que não querem mesmo trabalhar. Já cheguei a ouvir conversas do género: "Ai e tal, eu trabalhar? Estás tolo. Ganho 350€ em casa, mais as biscatadas, isso vai para os 650€. Ganho mais no desemprego do que a trabalhar.". Ou então: "Vou trabalhar agora três mesitos, depois meto mais três meses de baixa...".

Neste aspecto, sou Paulo Portas all the way. Rendimento mínimo de inserção? Corte-se! Corte-se! O ócio mata.
« Última modificação: 17 de Março de 2010, 18:46 por ruifreitas »
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ruifreitas

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http://economico.sapo.pt/noticias/verbas-para-o-rendimento-social-de-insercao-descem-27-ate-2013_84242.html

 :venia:

Sou apologista de um Estado não tão Providência. Em vez de perguntarmos sempre o que é que o Estado pode fazer por nós, devemos, também, fazer a pergunta inversa. O que posso eu fazer pelo Estado? Pelo meu País? Concordo com o Pedro Passos Coelho, o Estado quanto mais minimalista for, melhor. Também faço vénia às privatizações. Políticas de esquerda, por assim dizer, sou grande defensor da intervenção estatal na Economia Portuguesa. De resto, não. Mas este PEC, tal como já disse algures, é uma farsa. E das grandes!
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