Autor Tópico: Autobiografia - Freddy Mercury  (Lida 267 vezes)

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dyegojorge

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em: 06 de Setembro de 2006, 16:17
CAP. VI - "ESTOU SÓ MAS NINGUÉM PODE DIZÊ-LO”

- "Se eu quisesse crianças ia simplesmente ao Harrods e comprava uma. Eles têm lá tudo. Compre duas ganhe uma ama!”

- "Quando tenho um relacionamento nunca é sem entusiasmo. Não acredito em meias medidas e meios compromissos. Simplesmente não consigo suster-me quando me comprometo sobre o que quer se seja. Dou tudo o que tenho porque essa é a minha maneira de ser."

- "Tento resistir quando me sinto atraído por alguém, mas não consigo controlar o amo. Cria um motim. Apaixono-me depressa demais e acabo por ser sempre magoado. Talvez eu atraia o género de pessoas errado para mim? Tenho cicatrizes por todo o lado. Mas não me posso ajudar porque basicamente sou um sofredor."

- "Em termos de amor, nunca assumimos o controlo e eu odeio esse sentimento. Já chorei a potes. Posso ser duro no exterior, mas sou muito mole. Tenho este ar duro, um escudo macho que projecto no palco, mas também há um lado muito mais macio, que derrete como manteiga. Sou um verdadeiro romântico, como Rodolfo Valentino, mas alguns artigos fazem-me soar mesmo muito frio.

Tenho um lado macio e um lado duro, sem muita coisa pelo meio. Se a pessoa certa me encontra posso ser muito vulnerável, um verdadeiro bebé, o que acontece invariavelmente quando sou pisado, mas às vezes sou duro, e quando sou forte ninguém consegue chegar ao pé de mim. Agora e uma vez mais as garras saem – e estão afiadas!"

- "Sou uma pessoa muito dominante nas relações. Sou também uma pessoa muito possessiva. Eu posso atravessar grandes períodos tentando ser leal só para provar esse ponto, mas no momento em que sinto que alguém me traiu passo para o outro lado. Traição, eu sou cruel!"

- "Sou um homem de extremos e isso pode ser muito destrutivo. Posso ser exageradamente emocional e isso também pode ser muito destrutivo em mim. Pareço comer pessoas quando elas se aproximam demasiado e destrui-las, não interessa o quanto tento fazer com que as coisas corram bem. Deve haver um elemento destrutivo em mim porque tento com toda a força construir relacionamentos mas por algum motivo afasto as pessoas. Põem sempre a culpa do fim do amor em mim porque sou bem sucedido. Com quem quer que esteja parece que entram numa batalha para tentar estar à minha altura e compensar-me em demasia."

- "Eu mimo terrivelmente os meus amores. Gosto de os fazer felizes e tenho tanto prazer em dar-lhes maravilhosos e caros presentes e no fim eles acabam sempre por mandar-me tudo à cara. Quando caiu desamparado no chão parece simplesmente que é a minha derrocada."

- "Às vezes acordo envolto em suores freios, com medo por estar só. É por isso que costumo sair à procura de alguém que me ame, nem que seja apenas por uma noite. As minhas relações de uma noite são apenas eu a fazer o meu papel. O que gosto mesmo é de muito amor. Eu apaixono-me e depois acabo por magoar-me e ficar assustado. Parece que não consigo vencer."

- "Parece que quantas mais desgraças tenho, melhores vão ser as canções que escrevo. Uma vez encontrei alguém, encontrei uma relação duradoura, e lá se foi toda a pesquisa para canções maravilhosas! Sou uma espécie que vive de desgostos passados. Bem, tendo dito tudo isto, não sei... Não sei o que está guardado para mim. Quero um desafio. Sempre o quis dessa maneira. Penso que o meu sistema está condicionado a isso. No momento em que me sinto bem de mais, torno-me aborrecido. Estrago-me."

- "Sim, sou gay. Fiz tudo isso. Sou tão gay como um narciso, queridos. Mas não consegui apaixonar-me por um homem da mesma maneira que por uma rapariga. Não saio para ter muita companhia gay, mas neste negócio é muito difícil encontrar amigos leais e mantê-los. Entre os meus amigos há muitos gays e muitas raparigas – e muitos velhos também! Movo-me num mundo teatral e as pessoas podem deixar cair as suas próprias conotações. Tive uma namorada com a qual vivi durante cinco anos – a Mary. Também tive namorados. Destruiria todo o mistério se alguma vez explicasse tudo sobre mim. Contar agora e entrar em grandes detalhes sobre todas essas coisas, para ser sincero, é algo que está um pouco abaixo de mim. Tenho provavelmente um gosto sexual mais aberto do que a maior parte das pessoas, mas isso é o mais longe que vou em termos de explicações."

- "Sou um ser humano. Gosto do facto de as pessoas reconhecerem que sou um ser humano. Estou catalogado, porque as pessoas apontam imediatamente para aquela imagem que transmito em palco. Ninguém ama o meu verdadeiro eu. No fundo, estão todos apaixonados pela minha fama e estatuto de celebridade. Tenho de lutar virtualmente contra isso. A maior parte do tempo resulta contra mim. Quero uma relação, mas sinto que tenho de lutar contra isso o tempo todo. É como se tivesse criado um monstro. Tenho de encontrar alguém que aceite isso, em termos de relação, mas é muito difícil. Tentamos segregar os dois lados e não é fácil – eu gosto dos dois lados de uma moeda. Houve romances na minha vida que correram mal e é muito complicado encontrar alguém genuíno. Não conseguimos saber se querem a pessoa verdadeira ou o Freddie Mercury estrela da pop... E ele é alguém bastante diferente!"

- "Posso ser um bom amante, mas penso que após todos estes anos não sou um bom parceiro para ninguém. Tive muitos amantes, claro. Tive mais amantes que a Liz Taylor! Homens e mulheres. Tentei relações em cada um dos lados, mas os meus casos parecem nunca durar. Todos eles correram mal. Obviamente não sou um bom catalisador. O amor é uma roleta russa para mim."

- "Encontrar essa pessoa maravilhosa é muito duro e às vezes procuro-a demasiado. Estava a fugir de mim mesmo. Quero dizer, quanto mais estava triste com uma relação, mais havia uma acumulação de stress e todas essas coisas. ‘Oh dear’ Soa como se isto pudesse ser uma verdadeira história sentimentalista, mas não o digo dessa maneira. Sinto que estou a caminhar em círculos como cicatrizes por todo o lado e só penso que não posso ficar com outra."

- "Eu magoo-me, mas tento não fazer disso um espectáculo. Não sou pessoa de aguentar rancores. No momento de uma traição é como se nos espetassem uma faca nas costas e naturalmente a minha reacção inicial é: “Vou apanhar aquele sacana!” Mas isso desvanece. Eu deixo-me ir nesse género de coisa. Deixo correr. Não resulta. Estive em baixo muitas vezes, mas serrei os dentes, mordi a língua e disse: “Que se lixem!”"

- "Em muitos casos acabamos por ficar amigos, depois de algum tempo, o que é espantoso para mim. Há tanta gente que me lixou, basicamente, eu penso: “Nunca mais.” E alguns dos meus amigos mais chegados dizem: “Como é que podes passar por cima disso?” Vêem, sou um simplório... Sou um tipo agradável."

- "Estou possuído pelo amor. Não está toda a gente? A maior parte das minhas canções são baladas de amor e coisas relacionadas com a tristeza e tortura e dor. Creio que escrevo muitas canções tristes porque sou uma pessoa muito trágica. Mas há sempre um elemento de humor no fim."

- "Uma vez escrevi uma canção chamada ‘My Love is Dangerous’ (1985). Sinto que o meu amor é assim – perigoso. Ainda não me analisei, mas após todos estes anos sinto apenas que não sou um bom parceiro para ninguém e penso que o meu amor é isso. O meu amor é perigoso. De qualquer forma, quem quer que o seu amor seja seguro? Imaginam-se a escrever uma canção intitulada ‘O Meu Amor é Seguro’? Nunca venderia."

- "Costumo gerar muita fricção, por isso não sou a pessoa mais fácil com quem se possa ter uma relação. Sou a melhor pessoa que vocês podem conhecer, meus queridos, mas sou muito difícil para viver com alguém. Não penso que alguém consiga ficar comigo e penso que às vezes tento-o em demasia. De certa maneira sou ganancioso, quero tudo à minha maneira, mas não é o que toda a gente quer? Sou uma pessoa amorosa, sabem, e sou muito dado. Exijo muito, mas dou muito em troca."

- "Também descobri que de certa forma, ao longo dos anos, me tornei amargo. Não confio em ninguém porque fui deitado abaixo muitas vezes. E quanto mais vezes somos deitados abaixo, mais empedernidos ficamos. Sinto que é muito difícil abrir-me às pessoas porque não acredito nos malandros. Vocês não podem ganhar na minha situação e as coisas são assim mesmo."

- "Quando se tem sucesso torna-se muito difícil. Descobrimos os verdadeiros sacanas. Eu recebo-os como vêm. De facto, é por isso que criei um exterior muito forte. Quero dizer, a maior parte do tempo quando as pessoas falam comigo penso imediatamente: “O que é que querem? Ele está atrás disto ou daquilo?” Por isso é muito complicado as pessoas conhecerem-me de verdade. Tenho de entrar numa espécie de processo de filtragem. Tenho de arrancar o pior deles. Provavelmente às vezes faço-o com a pessoa errada, mas é algo que tenho mesmo de fazer. Não recebemos sempre as pessoas de braços abertos – temos de as testar.

O sucesso trouxe-me milhões de libras e a adulação mundial, mas não aquilo de que todos necessitamos – uma relação amorosa. Podemos ser amados por tantos milhares de pessoas e ainda assim sermos a pessoa mais solitária. E a frustração disso faz-me ainda pior, porque é difícil entenderem que podemos estar sozinhos."

- "A maior parte das pessoas pergunta como pode o Freddie Mercury estar sozinho? Ele tem dinheiro, tem carros e motoristas, ele tem tudo. Pode parecer que temos tudo e no entanto não termos nada. Talvez um dia eu seja apanhado por mim mesmo e isso seja a minha queda. De facto, às vezes esse tipo de solidão é o mais difícil de lidar porque mesmo com todas essas coisas, toda a gente à nossa volta, continuamos a sentirmo-nos sós. Vêem, a solidão não é apenas fecharmo-nos num quarto, podemos estar numa área com uma multidão e ainda assim sermos a pessoas mais solitária, e isso é o sentimento mais doloroso."

- "Isto soa a ‘Pobre coitado, tão sozinho, o Freddie’. Vou ser inundado de propostas!"

- "É difícil para uma pessoa na minha posição. A coisa mais ligeira pode virar tudo do avesso. Às vezes podemos ser muito fortes e construir coisas, contra toda a gente, e é preciso apenas uma coisa pequenina para nos empurrar para trás. Mas podemos batalhar por isso. Eu tentei, mas correu sempre mal. É tão angustiante e eu não quero mais disso. Não quero mesmo. Penso que o amor vem sempre em primeiro lugar, mas o amor pode mandar-nos ao chão. Temos de ser tão fortes. O amor pode arruinar tudo o que construímos, se deixarmos. Suponho que temos de ser uns sacanas com caras de maus."

- "A maior parte das pessoas que os media criaram para serem tão fortes não são nada disso debaixo da pele. Às vezes a pessoa mais forte pode ter um colapso. É como se enchêssemos um balão e um furo o fizesse disparar descontrolado, whooosh! Temos de ter muito cuidado."

- "Vivo a vida ao limite. A minha actividade sexual é enorme. Dormi com homens, mulheres, gatos – vocês disseram-no. Vou para a cama com qualquer coisa! A minha cama é tão grande que podem confortavelmente dormir lá seis pessoas. Prefiro o sexo sem envolvimento e houve tempos em que era extremamente promíscuo. Costumava ser uma velha escória que se levantava todas as manhãs, coçava a cabeça e imaginava quem queria f... nesse dia. Eu só vivia para o sexo. Sou uma pessoa muito sexual, mas sou muito mais exigente agora do que costumava ser. Quero ter o meu bolo e comê-lo também. Quero a minha segurança, mas também quero a minha liberdade."

- "De momento estou a viver totalmente sozinho, acreditem ou não, e estou a adorar. Vi-me livre de três pessoas que trabalhavam comigo e isso foi fantástico. Estava tão apavorado em fazer isso porque julgava que os ia magoar, mas depois pensei: “Não, simplesmente fá-lo.” Aí têm. Eles foram-se. Antes, pensava que não era capaz de viver sozinho, tinha de haver gente à volta, mas agora sei que posso fazê-lo e é óptimo."

- "Não tenho ninguém no meu apartamento. Tenho uma mulher da limpeza que entra – de vez em quando parte o ornamento do tesouro... se ela estivesse por aí no tempo de Luís XIV, não havia nenhuma antiguidade hoje – e a Mary aparece depois e olha por mim. Parece pobreza, não é? Mas eu adoro. Adoro o espaço. Finalmente criei uma espécie de espaço para mim. É este sentimento de estar livre – não que alguma vez tivesse estado preso."

- "Se ouvirem a minha canção ‘Living On My Own’, isso é muito do que eu sou. É viver por minha conta, mas tendo diversão. Há uma parte no meio em que canto de forma sincopada e estou só a dizer que quando pensam em alguém como eu, no meu estilo de vida, tenho de andar pelo mundo inteiro e viver em hotéis e isso pode ser uma vida muito solitária. Mas foi a minha escolha. Essa canção não lida com pessoas que estão a viver a sua vida em terrenos movediços, ou situações do género, é a minha maneira de viver por mim mesmo. Quero dizer, podemos ter um monte de gente atrás de nós, mas no fim vão-se todos embora e estamos no quarto de hotel por nossa conta. Não me estou a queixar. É uma maneira diferente de viver por mim. Pessoas com o meu sucesso podem ser solitárias e também viver por sua conta e risco. Só estou a dizer que estou nessa onda e estou a tentar um tempo fabuloso! Isso faz sentido, querido?"

- "De qualquer forma, não podemos ser bem sucedidos e acordarmos uma manhã e dizermos: “Não, hoje não quero ser uma superestrela. Quero andar pelas ruas por minha conta.” É impossível. Quando somos uma celebridade torna-se difícil chegarmos ao pé de alguém e dizermos: “Olhe, eu sou normal por baixo da pele.”"

- "Estou muito contente neste momento, em termos de felicidade, e em termos de amor. É algo que eu tinha de atingir e que é completamente novo para mim. Pensamos sempre que isso é uma meta, e eu quero lutar por ela. Subitamente sinto que é onde me encontro e o objectivo é fazer o melhor disso."

- "Todos temos o nosso ideal em relação ao amor e eu sempre pensei que seria desta ou daquela forma. Eu tentei e tentei, e falhei. Não consigo dar-lhe uma característica. Aprendi a chegar com pinças até ele. É uma forma de felicidade que tenho de gramar ou deixar. Penso que estou muito satisfeito agora. E ao contrário de andar infeliz e continuar a corroer-me ou rasgar-me, que não vai funcionar, vou para casa e fecho a porta e sigo em frente."

- "Adorava ter encontrado uma relação realmente maravilhosa com alguém, uma duradoura entre duas pessoas em comunhão, mas sinto que agora não vou conseguir isso na minha vida e não acredito que ela possa actualmente procurar isso. Parece que nunca resulta bem. Isto é o que eu penso que a minha vida vai ser e tenho de chegar a algumas conclusões em relação ao assunto. Se dissermos a nós mesmos que podemos deixar-nos de lamúrias e pensarmos: “Que se lixe! Não vai acontecer dessa maneira por isso não fiques tão emaranhado sobre isso.”"

- "Adoro ser livre. Quero ser livre como um pássaro. Penso que estou demasiado habituado a viver assim. Para ser sincero, sinto que estou a viver um momento tão maravilhoso nesta altura, quero continuar assim. Mas... nunca se sabe! Como o Elton – julgo que somos da mesma idade, chegámos aos 40 – as pessoas mudam, e de repente queremos assentar e ter filhos, como ele fez. Penso que só chegou lá mais depressa do que esperava. Pensei que ele devia ter esperado, mas nunca se sabe, pode acontecer.

Não consigo ver-me casado. Ninguém iria casar comigo, queridos... o dote era muito alto. E se eu quisesse crianças ia simplesmente ao Harrods e comprava uma. Eles têm lá tudo. Compre duas e ganhe uma ama!"

- "Ninguém quer partilhar a vida comigo. É como as velhas histórias de Hollywood onde aquelas maravilhosas actrizes continuam uma relação porque as carreiras vêm em primeiro lugar. Isso acontece comigo. Não consigo parar a roda por um segundo e devotar-me a um caso amoroso, porque toda a espécie de problemas ligados aos negócios iriam cair-me em cima. A roda tem de continuar a girar e isso torna-se muito duro para toda a gente que quer viver comigo e ser feliz. É apenas o rigor do sucesso, suponho."

- "Eu não sacrificaria a minha carreira se um parceiro assim o quisesse. É a minha carreira que me faz seguir em frente. O que iria fazer? Trabalhar a terra, engordar e ficar lindamente apaixonado? Não, eu quero continuar a ser tão bem sucedido como até agora, escrever lindas canções e estar apaixonado – não que isso tenha resultado até agora. A minha privada será sempre errática. Continuarei tentando."

- "(Em 1984 Freddie conheceu Jim Hutton. Mantiveram-se juntos como casal até à morte do cantor em Novembro de 1991.)

Queria uma espécie de tranquilidade genuína depois da tempestade. Toda a gente espera que eu tenha relações tempestuosas. Estava virtualmente a viver a minha própria cena dos media, como ela é quando somos apanhados, e pensava que essa era a maneira como eu deveria realmente ser. Pensei sempre que devia ser o orador, o homem do leme. Eu estava a trabalhar tanto, actuando para toda a gente, mesmo fora do palco, e depois pensei: “Não, tu não tens de fazer isso. Deixa-os dizer que és chato.” E é maravilhoso. Assim as pessoas podem dizer: “Oh meu Deus, tu és chato. Não estás a dizer nada”, mas eu adoro isso agora. Digo, se sou chato, que se entretenham a vocês mesmos ao encontrarem alguma coisa para fazer. Vêem, eles queriam que eu os entretivesse. A certa altura, se alguém dizia que eu era chato ficava furioso, quase tinha um ataque... mas agora adoro."

- "E apenas pensei: “Olha, descarta-te de tudo e começa de novo. Tenta pensar em ti como alguém diferente.” Não podes fazê-lo por partes."

- "Estou muito feliz com a minha relação neste momento e honestamente não podia pedir nada melhor. É uma espécie de... consolo. Sim, esta é uma boa palavra. Não lhe vamos chamar menopausa! Esse é o género de consolo que tenho agora. Não tenho de tentar com força. Não tenho nada a provar a mim mesmo agora. Tenho uma relação em que nos percebemos. Soa tão aborrecido, mas é maravilhoso."

- "Finalmente encontrei aquele nicho que procurei toda a vida e nenhum sacana no universo vai conseguir perturbá-lo."

O AMANTE DO PÚBLICO

“Não gosto dos meus dentes assim salientes. Mas à parte disso sou perfeito”, dizia Freddie Mercury. E era, no palco. O eterno vocalista dos Queen foi o pilar do maior fenómeno musical das décadas de 70, 80 e início de 90, impondo-se através dos seus múltiplos recursos artísticos e conquistando o público como poucos. Imbatível nas actuações ao vivo, arrebatava os fãs da primeira à ultima fila com irreverência e espírito provocador. Adorava ver as multidões em delírio e entregava-se a elas como um amante apaixonado.

Por fidelidade, Freddie Mercury escondeu até à véspera da sua morte que era portador do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e nunca permitiu que a degradação provocada pela doença beliscasse a imagem atlética que o fãs tinham dele. Morreu a 24 de Novembro de 1991, devido a uma broncopneumonia resultante da sida. Desapareceu o homem, ficou o mito.

Filho do religioso casal Bomi e Jer Bulsara, Freddie chamava-se na verdade Farookh. Nascido a 5 de Novembro de 1946, em Zanzibar (actual Tanzânia), Freddie – como era já tratado na escola – começou a tocar piano aos oito anos, num colégio interno da Índia. Aos onze conquistou os seus primeiros sucessos: foi campeão de ténis de mesa e ganhou o prémio de aluno com maiores capacidades artísticas.

Em 1964, um ano após a independência da Tanzânia, a família Bulsara foge para a Grã-Bretanha para se proteger dos sangrentos confrontos derivados da revolução. Ao contrário da irmã, Kashmira Cooke, Freddie adora a mudança, fascinado com o fervilhar de Londres. Rejeitado na universidade por falta de habilitações literárias, ingressou no Earling College of Art, aos 22 anos.

Forma-se em artes gráficas em 1969 e, pelo meio, carrega caixas num armazém de Feltham e trabalha no aeroporto de Heathrow. O dom para o piano tinha-lhe proporcionado a primeira oportunidade no grupo musical escolar The Hectics, mas Freddie ansiava agora pelo microfone. Estreia-se nos Ibex, passa pelos Sour Milk Tea e pelos Wreckage. Sempre insatisfeito, e apesar de um enorme talento, relega para segundo plano a arte de desenhar, valendo-se dos seus traços apenas para ganhar dinheiro, como na loja de artesanato e roupas usadas que abre em sociedade com o futuro companheiro de banda Roger Taylor.

No ano seguinte, em 1970, Brian May apresenta a Freddie a amiga com quem costuma sair: Mary Austin. A cumplicidade entre os dois nasce na primeira troca de olhares e acabam a viver juntos. Pouco depois, Freddie convence os cépticos Taylor e May (ex-Smile) a darem-lhe uma oportunidade como vocalista. John Decon junta-se ao trio e formam os Queen. O nome é escolhido por Freddie, a partir deste momento também Mercury, já antes alcunhado por alguns amigos como Old Queen (Bicha Velha).

O primeiro êxito, ‘Killer Queen’, sai em 1973, mas só dois anos depois o grupo arranca para duas décadas douradas com o arrojado ‘Bohemian Rapsody’, um misto de rock’n’roll e ópera, radicalmente inovador para a época. O single retirado do álbum ‘A Night at The Opera’ passa nove semanas na liderança do ‘top’ britânico e abre caminho aos seguintes, levando os Queen a igualarem o feito dos Beatles, de terem quatro álbuns entre os 20 mais vendidos de Inglaterra. Mercury reage com genuidade: “Sempre soube que era uma estrela e agora o resto do mundo parece concordar comigo” (Revista Circus, 1977).

A fama desperta a tendência homossexual de Freddie Mercury, que após seis anos de vida em comum se separa de Mary Austin. A libertação pessoal, porém, não chega. Freddie continua insatisfeito e determinado a chegar mais longe. Em 1980, muda de visual: corta o cabelo, abandona as unhas pintadas e os fatos de licra, adoptando um estilo mais masculino, em que sobressaem o cabedal e o bigode. Os fãs resistem à mudança e, nos primeiros tempos, enviam-lhe centenas de frascos de verniz e lâminas de barbear pelo correio. Mas nem isso trava o caminho da glória.

No aniversário da primeira década de existência, os Queen editam Greatest Hits I, que fica nos ‘tops’ durante 165 semanas. Dois anos mais tarde, em 1982, os quatro músicos entram para o Livro do Guinness como os executivos mais bem pagos de então e, em 1985, põem o mundo a seus pés com uma estrondosa actuação no Live Aid, para 1,4 milhões de pessoas em todo o planeta.

O êxito faz Freddie Mercury perder o controlo do seu ego, mas nem assim os elevados índices de frustração se atenuam. O consumo de cocaína aumenta e os rapazes a quem Mercury compra favores sexuais tornam-se mais descartáveis do que nunca. A festa do seu 39.º aniversário, em Munique, fica para a história como uma das mais dispendiosas de sempre. Um hino à promiscuidade, para o qual foram contratados transexuais, bailarinas e anões. É nesta altura que é infectado com o vírus da sida.

Apesar de todos os exageros, Freddie Mercury tem já a seu lado o cabeleireiro Jim Hutton, o namorado que o acompanhará até ao final da vida e que apresentava como “marido”. Hutton e a ex-namorada Mary Austin são os únicos a quem o vocalista dos Queen confidencia o seu estado de saúde. Freddie Mercury mantém-se imperturbável nos primeiros anos e continua a encantar tudo e todos. Em meados da década de 80, os Queen atingem o auge, que culmina com um concerto mítico no histórico, e já desaparecido, Estádio de Wembley, em 1986. Com milhões de fãs ignorando a sua doença, Freddie Mercury arrasa e faz a sua última grande actuação ao vivo. A BBC confronta-o com o estatuto de mito e tem resposta: “Sou apenas uma prostituta musical, querido.”

Sem nunca deixar cair a máscara, acumula uma carreira a solo aos Queen. Os álbuns ‘The Miracle’ (1989) e ‘Innuendo’ (1991) são já cantados com dificuldade. Mas ninguém nota, nem os companheiros de estúdio. Só mais tarde se decifra o verdadeiro sentido da nostalgia da despedida de temas como ‘These Are The Days of Our Lives’ e, principalmente, ‘Show Must Go On’.

Entre 1989 e 1991, Freddie Mercury quase não sai de casa e, além do namorado e das raras visitas, os seus cinco gatos – uma das grandes paixões – são a única companhia. Nos últimos meses de vida, a especulação aumenta em redor de tão cumpridora clausura. Freddie não cede e só na noite de 23 de Novembro de 1991 anuncia, em comunicado, que tem sida. Morre na alvorada do dia seguinte, na sua mansão de 28 assoalhadas, em Kensington, arredores de Londres.

Mary Austin herda 164 milhões de euros e a casa, os pais e irmã ficam com 8,5 milhões cada, enquanto o namorado, o assistente pessoal Peter Freestone, e o cozinheiro Joe Fannelli arrecadam todos 823 mil euros. O motorista Terry Giddins fica com 165 mil.

Mas a herança maior, essa, Freddie Mercury guardou-a para o público: a sua música. Eterna.

Fonte: CorreioManha


Um dos maiores icons da musica mundial, mas uma pessoa com uma personalidade muito própria!



mara

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« Última modificação: 09 de Outubro de 2009, 20:26 por BrunoAlex »
Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.



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Re: Autobiografia - Freddy Mercury
« Responder #2 em: 09 de Outubro de 2009, 20:28 »

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E para finalizar, este gajo é mesmo unico  :venia: :venia: :venia: :venia: :venia:

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« Última modificação: 09 de Outubro de 2009, 20:33 por BrunoAlex »
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o maior vocal da história! :yoo: :yoo: :yoo: :yoo: :yoo:


Queen é sensacional! Gosto até do disco dele com a Monserrat Caballe.
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tem uma história bizarra quando ele veio tocar no Rock and Rio de 1982.....depois do show dele....ele deu uma festinha de arromba com muitoooooooooooooooooooossssss rapazes no quarto de hotel dele e depois teve de ir correndo para o hospital...


dizem que fazer lavagem estomacal devido a quantidade de sêmen que ele, digamos, tomou, naquela festa.

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em: 09 de Outubro de 2009, 20:47
tem uma história bizarra quando ele veio tocar no Rock and Rio de 1982.....depois do show dele....ele deu uma festinha de arromba com muitoooooooooooooooooooossssss rapazes no quarto de hotel dele e depois teve de ir correndo para o hospital...


dizem que fazer lavagem estomacal devido a quantidade de sêmen que ele, digamos, tomou, naquela festa.


Ya ele era muito maluco mesmo...estava muito á frente no tempo ....para ele tudo valia, mas era mesmo grande...Alias Michael Jackson queria gravar um cd com ele, e freddy convidou para ir ter com ele a Inglaterra e tudo estava a ir mais ou menos bem quando um dia Michael estav em casa de Freddy e via ao WC e estranhamente ve Freddy na banheira a snifar coca e injectar-se, claro Michael fugiu a 7 pés e nunca mais voltou, mas anos mais tarde tanto Freddy como Michael meteram nos seus CD´s titulos que ambos tinham trocados  :venia: :venia: :venia: :venia: :venia: :venia:



agora fica este: do srº drº Brian May, lendário guitarrista do QUEEN, em agosto de 2006 ganhou seu doutorado em astronomia pelo London's Imperial College, 36 anos depois de iniciar a sua tese e abandonar a mesma para seguir a carreira musical. Um doutorado "honoris causa" (por mérito, como uma homenagem), sem necessidade de defesa de tese, havia sido concedido anos antes ao músico.

Dessa vez May (que na foto segura o registro de seu trabalho, um ensaio de 48 mil palavras) defendeu o seu doutorado como um acadêmico comum, em uma arguição de três horas.

"Podem me chamar de doutor May. Me sinto confortável em usar o título porque trabalhei por ele. Me sentirei orgulhoso de ser entitulado doutor de agora em diante." declarou o guitarrista ao site da BBC News.

Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.




 


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