Autor Tópico: A tragédia da Ponte das Barcas  (Lida 148 vezes)

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Dunadan

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em: 29 de Março de 2009, 22:36
Foi só a maior tragédia em Portugal após o Terramoto de Lisboa em 1755
http://sic.aeiou.pt/online/noticias/pais/A+tragedia+da+Ponte+das+Barcas.htm

Foge à memória dos de fora e de dentro. Da cidade. Alguns ouviram ecos de uma estória com séculos. Mas poucos conhecem realmente a história. Da ponte e das Invasões Francesas. Foi a maior tragédia do Porto. Faz agora 200 anos.


"Ó minha filha, aqui só vem fazer bruxaria!", grita, irada, a vizinha das Alminhas da Ponte. "Trazem caixas de velas e deitam-lhes sal! Ponte das Barcas?! Ninguém sabe o que é isso!".

O baixo-relevo em bronze de Teixeira Lopes encavalita-se numa das margens da Ribeira, paredes-meias com um café. As Alminhas da Ponte são agora o único sinal de uma população aflita, em fuga da carga das baionetas francesas.

Foi uma quarta-feira negra: 29 de Março de 1809. Dia de anos do Marechal Soult, que comemorava 40 anos. Sob o comando do marechal, as tropas de Napoleão entram na cidade. A população resistiu, mas o Porto não tinha como se defender. O povo foge em massa para o rio Douro, na tentativa de passar para a outra margem. Mas a ponte não resiste. A História diverge. Há quem diga que a ponte cedeu e afundou; há quem diga que dois alçapões estavam abertos e a população aflita precipitou-se para o rio sem se aperceber. Nesse dia, entre os que estavam nas margens e os que estavam na ponte, morreram perto de 10 mil portugueses.

A Ponte das Barcas ligava as duas margens do Douro. Foi projectada por Carlos Amarante e inaugurada no Verão de 1806. Era feita por vinte barcaças ligadas por cabos de aço. Abria em dois locais, para deixar passar os barcos que chegavam à cidade com mercadorias, como por exemplo a broa de Avintes, ou os barcos rabelos com as pipas de vinho do Porto. No início do século XIX, o transporte de pessoas e bens fazia-se sobretudo através de barco.

A tragédia faz este domingo duzentos anos. Cavaco Silva junta-se às comemorações do bicentenário da queda da ponte e das invasões francesas. Nas margens do Douro, ao lado da velhinha Ponte D. Luiz, vai ser inaugurada uma peça escultórica do arquitecto Souto Moura. Em memória dos portuenses que morreram. Para perpetuar uma ligação entre duas cidades que o rio teima em separar.


Video: http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Primeiro+Jornal/2009/3/ponte-das-barcas.htm



miguelyn

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em: 30 de Março de 2009, 01:22
Refira-se, que este ataque sem tréguas dos franceses à mui nobre e leal cidade invicta, deveu-se ao facto de aquando da 1ª invasão, ter sido as gentes desta cidade as principais responsáveis pela derrota do exército gaulês. :venia:
:roll:




 


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