Autor Tópico: A melhor escola do mundo  (Lida 2798 vezes)

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malho

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em: 24 de Outubro de 2008, 17:18
MARAVILHOSO! FINALMENTE UMA COISA BEM FEITA!

O melhor disto tudo é que este e-mail foi-me enviado por um querido amigo que não é PROFESSOR!!


A SUPERESCOLA ou o retrato da escola portuguesa

Onde estão as melhores escolas do mundo?
Claro! Está certo! Em... Portugal
Ora vejamos com atenção o exemplo de uma vulgar turma do 7º ano de escolaridade, ou seja, ensino básico.
Ah, é verdade, ensino básico é para toda a gente, melhor dizendo, para os filhos de toda a gente!
DISCIPLINAS / ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES
1. Língua Portuguesa
2. História
3. Língua Estrangeira I - Inglês
4. Língua Estrangeira II - Francês
5. Matemática
6. Ciências Naturais
7. Físico-Químicas
8. Geografia
9. Educação Física
10. Educação Visual
11. Educação Tecnológica
12. Educação Moral R.C.
13. Estudo Acompanhado
14. Área Projecto
15. Formação Cívica
É ISSO - CONTARAM BEM - SÃO 15
Carga horária = 36 tempos lectivos
Não é o máximo ensinar isto tudo aos filhos de toda esta gente? De todo o Portugal?
Somos demais, mesmo bons!
MAS NÃO FICAMOS POR AQUI!!!!
A Escola ainda:
Integra alunos com diferentes tipologias e graus de deficiência, apesar dos professores não terem formação para isso;
Integra alunos com Necessidades Educativas de Carácter Prolongado de toda a espécie e feitio, apesar dos professores não terem formação para isso;
Não pode esquecer os outros alunos,'atestado-médico- excluídos' que também têm enormes dificuldades de aprendizagem;
Integra alunos oriundos de outros países que, por as mais das vezes não falam um cu de Português, ou melhor, nem sequer sabem o que quer dizer cu;

Tem o dever de criar outras opções para superar dificuldades dos alunos, como:

*     Currículos Alternativos

*     Percursos Escolares Próprios

*     Percursos Curriculares Alternativos

*     Cursos de Educação e Formação


MAS AINDA HÁ MAIS...
A escola ainda tem o dever de sensibilizar ou formar os alunos nos mais variados domínios:

*     Educação sexual
*     Prevenção rodoviária
*     Promoção da saúde, higiene, boas práticas alimentares, etc.
*     Preservação do meio ambiente
*     Prevenção da toxicodependê ncia
*     Etc, etc...

'peço desculpa por interromper, mas... em Portugal são todos órfãos?' (possível interpolação do ministro da educação da Finlândia)
Só se encontra mesmo um único defeito: Os professores.
Uma cambada de selvagens e incompetentes, que não merecem o que ganham, trabalham poucas horas (Comparem com os alunos! Vá! Vá! Comparem!!!) Têm muitas férias, faltam muito, passam a vida a faltar ao respeito e a agredir os pobres dos alunos, coitados! Vejam bem que os professores chegam ao cúmulo de exigir aos alunos que tragam todos os dias o material para as aulas, que façam trabalhos de casa, que estejam atentos e calados na sala de aula, etc... e depois ainda ficam aborrecidos por os alunos lhes faltarem ao respeito! Olha que há cada uma!
COM FRANQUEZA!!!


Vale a pena divulgar ao maior número de pessoas (de preferência não professores) para que uma visão mais realista se comece a sedimentar.É bom que as pessoas percebam que ter filhos acarreta muita responsabilidade - não só a de os alimentar, vestir, comprar telemóveis, mp3, pc, como também, e principalmente: EDUCÁ-LOS!!!!
On the road to profit... Lay is the way



Diogo Carvalho

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em: 25 de Outubro de 2008, 02:06
educação é a palavra chave que falta muito por este país fora :nervoso:



NunoLopes

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em: 25 de Outubro de 2008, 02:12
até me dói ver o que trabalham os meus pais... se ainda há alguem a falar mal dos professores ou a dizer bem da anormal da ministra, não tem um neurónio na cabeça, ou fala sem saber nada da realidade...



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Re: A melhor escola do mundo
« Responder #2 em: 25 de Outubro de 2008, 02:12 »

Dunadan

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em: 25 de Outubro de 2008, 03:07
Despejam os filhos na escola e demitem-se das suas responsabilidades. Nem todos os pais fazem isso... A geração que no final da década entrar na maioridade vai sofrer tanto... :cabecada:



Dunadan

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em: 07 de Novembro de 2008, 04:41
Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
a fantochada dos rankings

Normalmente, todos os anos, abro o jornal na página dos rankings das escolas,  confirmo que o colégio privado onde tenho os meus filhos é um dos à cabeça na classificação geral, respiro de alívio, dou por bem empregue a batelada que pago todos os meses e sigo para a notícia seguinte. Este ano foi diferente: a minha filha mais velha foi para o liceu e eu estava curiosa para saber onde aquele se situa, na lista das escolas públicas. Engraçado: não me interessou saber qual o lugar daquele no ranking geral, mas apenas no das escolas públicas – como se a miúda agora jogasse noutro campeonato e não fossem comparáveis, as públicas com as privadas. Preconceito meu? Talvez, talvez não tanto assim. Será justo, meter tudo num mesmo saco? Se não, porquê?
 A minha (ou melhor, a da minha filha) experiência no ensino público é ainda recente mas, por aquilo que tenho visto (até com filhos de amigos e familiares), concluo que é de facto diferente, a qualidade do ensino num e noutro lado - e isto mesmo que a escola secundária seja considerada boa, como é o caso da da minha filha  (com uma boa direcção, boas instalações e um corpo docente estável). Primeiro, o controlo, ou a falta dele. Na pública, os alunos podem fazer quase tudo. Os professores, também. Ou seja, podem faltar quando lhes apetece, começar as aulas mais tarde, contornar a matéria, passar tardes a ver filmes e a falar sobre o Matrix nas aulas de filosofia, e dizer basicamente o que lhes vem à veneta. Não há regras quanto à apresentação ou vestuário, não há aulas de estudo para compensar fragilidades, os funcionários não sabem o nome dos alunos, nem estes o nome daqueles. Os testes são mais fáceis e menos exigentes (a miúda pouco estuda e está com média de dezasseis). Os alunos, quando não gostam de não sei o quê,  reivindicam muito e fazem greve; fazer greve é enfiar papel molhado nas fechaduras das salas e esperar um dia inteiro pela vinda do serralheiro, enquanto o corpo docente no café da esquina. Há uma ideia generalizada de balda, de não responsabilização de alunos nem de professores;  só contam as faltas muito graves e ao resto fecha-se os olhos - é o Estado no seu melhor. E estamos a falar de um dos melhores liceus públicos de Portugal, segundo o dito ranking .
Mas, apesar de globalmente boa, esta secundária está nitidamente aquém do colégio de onde vem a minha filha (que para privado até nem é nada de especial, diga-se). Se atendermos à média geral das notas, vemos que as melhores públicas estão, no geral, uns bons pontos percentuais abaixo dos melhores privados. Assim, pelo que vejo,  não é nada equivalente, isto de andar no ensino público ou no privado, sendo que os rankings se limitam a confirmar o que toda a gente já sabe: que as melhores escolas são privadas e que o ensino público, no geral e salvo honrosas excepções, stinks.
 Donde se conclui que, se há alunos no público que tiveram boas notas (leia-se: equiparadas às dos bons alunos nas privadas) é porque,  ou se esforçaram mais por isso, ou porque tiveram a sorte de dar de caras com professores carolas, daqueles que investem nos miúdos apesar de não ganharem um cêntimo a mais. Por isso, quando vejo lá no meio dos privados do costume aquela dúzia de liceus públicos infiltrados, penso que estes devem ser muito bons. Só podem. E que o Estado devia estar atento, ver o que é que estão a fazer a mais (ou a menos), saber das diferenças e depois copiá-los para os outros (o modelo de gestão, a carolice ou lá o que for).
Outra razão para não ser justo um mesmo ranking englobar públicas e privados, por conduzir a uma perversão dos resultados (ou, pelo menos, das conclusões que se retiram dos resultados): por exemplo, o Colégio Mira Rio, este ano um dos primeiros. Trata-se de um selecto colégio de freiras, com poucas dúzias de alunas, só raparigas. Se olharmos para a lista por disciplinas, reparamos que foi a concurso (digamos assim) com conjuntos de dois e três exames, contra colégios privados e públicos que concorreram com cem exames ou mais. Agora digam-me,  o que é melhor e mais meritório: uma escola com duas alunas a Matemática que tiveram um tutor particular o ano inteiro (porque é disso que se trata) e que conseguem média de dezoito?  Uma outra escola  com cinquenta alunos  que tiveram média de quinze? Ou um liceu com cem alunos  que conseguiram média de doze? Será melhor a freira que põe a sua única aluna a ter dezoito ou o professor de um liceu público que põe três turmas de trinta alunos a ter doze? É claro que a maior parte dos pais, em podendo, escolhiam a freira; em não podendo,  escolhem o liceu e rezam para que  um ou dois professores carolas se cruze nos caminho dos filhos, caso estes não sejam uns geniozinhos aplicados.
 
Ou seja, os rankings servem apenas para um ou dois propósitos que, apesar de legítimos, não deixam de ser redutores: para os privilegiados escolherem o colégio dos rebentos e para o Estado se confrontar com a sua própria inépcia educativa e, como de costume, nada fazer (até porque quando quer não o deixam: veja-se a novela da avaliação dos professores).


escrito na areia por Vieira do Mar
http://controversamaresia.blogs.sapo.pt/141807.html



gomes270

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em: 07 de Novembro de 2008, 07:47
Pois sim, o problema é que tenho conhecimento de algumas pessoas que vieram de privados e que tinham os testes cotados para 22 em vez dos 20 normais de modo a fazer subir a média final.



miguelyn

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em: 07 de Novembro de 2008, 12:49
MARAVILHOSO! FINALMENTE UMA COISA BEM FEITA!

O melhor disto tudo é que este e-mail foi-me enviado por um querido amigo que não é PROFESSOR!!


A SUPERESCOLA ou o retrato da escola portuguesa

Onde estão as melhores escolas do mundo?
Claro! Está certo! Em... Portugal
Ora vejamos com atenção o exemplo de uma vulgar turma do 7º ano de escolaridade, ou seja, ensino básico.
Ah, é verdade, ensino básico é para toda a gente, melhor dizendo, para os filhos de toda a gente!
DISCIPLINAS / ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES
1. Língua Portuguesa
2. História
3. Língua Estrangeira I - Inglês
4. Língua Estrangeira II - Francês
5. Matemática
6. Ciências Naturais
7. Físico-Químicas
8. Geografia
9. Educação Física
10. Educação Visual
11. Educação Tecnológica
12. Educação Moral R.C.
13. Estudo Acompanhado
14. Área Projecto
15. Formação Cívica
É ISSO - CONTARAM BEM - SÃO 15
Carga horária = 36 tempos lectivos
Não é o máximo ensinar isto tudo aos filhos de toda esta gente? De todo o Portugal?
Somos demais, mesmo bons!
MAS NÃO FICAMOS POR AQUI!!!!
A Escola ainda:
Integra alunos com diferentes tipologias e graus de deficiência, apesar dos professores não terem formação para isso;
Integra alunos com Necessidades Educativas de Carácter Prolongado de toda a espécie e feitio, apesar dos professores não terem formação para isso;
Não pode esquecer os outros alunos,'atestado-médico- excluídos' que também têm enormes dificuldades de aprendizagem;
Integra alunos oriundos de outros países que, por as mais das vezes não falam um cu de Português, ou melhor, nem sequer sabem o que quer dizer cu;

Tem o dever de criar outras opções para superar dificuldades dos alunos, como:

*     Currículos Alternativos

*     Percursos Escolares Próprios

*     Percursos Curriculares Alternativos

*     Cursos de Educação e Formação


MAS AINDA HÁ MAIS...
A escola ainda tem o dever de sensibilizar ou formar os alunos nos mais variados domínios:

*     Educação sexual
*     Prevenção rodoviária
*     Promoção da saúde, higiene, boas práticas alimentares, etc.
*     Preservação do meio ambiente
*     Prevenção da toxicodependê ncia
*     Etc, etc...

'peço desculpa por interromper, mas... em Portugal são todos órfãos?' (possível interpolação do ministro da educação da Finlândia)
Só se encontra mesmo um único defeito: Os professores.
Uma cambada de selvagens e incompetentes, que não merecem o que ganham, trabalham poucas horas (Comparem com os alunos! Vá! Vá! Comparem!!!) Têm muitas férias, faltam muito, passam a vida a faltar ao respeito e a agredir os pobres dos alunos, coitados! Vejam bem que os professores chegam ao cúmulo de exigir aos alunos que tragam todos os dias o material para as aulas, que façam trabalhos de casa, que estejam atentos e calados na sala de aula, etc... e depois ainda ficam aborrecidos por os alunos lhes faltarem ao respeito! Olha que há cada uma!
COM FRANQUEZA!!!


Vale a pena divulgar ao maior número de pessoas (de preferência não professores) para que uma visão mais realista se comece a sedimentar.É bom que as pessoas percebam que ter filhos acarreta muita responsabilidade - não só a de os alimentar, vestir, comprar telemóveis, mp3, pc, como também, e principalmente: EDUCÁ-LOS!!!!
Só agora li isto, sai uma :venia: a quem o escreveu :venia:

E diga-se, que encontra-se já desactualizado :cabecada:
:roll:



miguelyn

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em: 07 de Novembro de 2008, 12:52
Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
a fantochada dos rankings

Normalmente, todos os anos, abro o jornal na página dos rankings das escolas,  confirmo que o colégio privado onde tenho os meus filhos é um dos à cabeça na classificação geral, respiro de alívio, dou por bem empregue a batelada que pago todos os meses e sigo para a notícia seguinte. Este ano foi diferente: a minha filha mais velha foi para o liceu e eu estava curiosa para saber onde aquele se situa, na lista das escolas públicas. Engraçado: não me interessou saber qual o lugar daquele no ranking geral, mas apenas no das escolas públicas – como se a miúda agora jogasse noutro campeonato e não fossem comparáveis, as públicas com as privadas. Preconceito meu? Talvez, talvez não tanto assim. Será justo, meter tudo num mesmo saco? Se não, porquê?
 A minha (ou melhor, a da minha filha) experiência no ensino público é ainda recente mas, por aquilo que tenho visto (até com filhos de amigos e familiares), concluo que é de facto diferente, a qualidade do ensino num e noutro lado - e isto mesmo que a escola secundária seja considerada boa, como é o caso da da minha filha  (com uma boa direcção, boas instalações e um corpo docente estável). Primeiro, o controlo, ou a falta dele. Na pública, os alunos podem fazer quase tudo. Os professores, também. Ou seja, podem faltar quando lhes apetece, começar as aulas mais tarde, contornar a matéria, passar tardes a ver filmes e a falar sobre o Matrix nas aulas de filosofia, e dizer basicamente o que lhes vem à veneta. Não há regras quanto à apresentação ou vestuário, não há aulas de estudo para compensar fragilidades, os funcionários não sabem o nome dos alunos, nem estes o nome daqueles. Os testes são mais fáceis e menos exigentes (a miúda pouco estuda e está com média de dezasseis). Os alunos, quando não gostam de não sei o quê,  reivindicam muito e fazem greve; fazer greve é enfiar papel molhado nas fechaduras das salas e esperar um dia inteiro pela vinda do serralheiro, enquanto o corpo docente no café da esquina. Há uma ideia generalizada de balda, de não responsabilização de alunos nem de professores;  só contam as faltas muito graves e ao resto fecha-se os olhos - é o Estado no seu melhor. E estamos a falar de um dos melhores liceus públicos de Portugal, segundo o dito ranking .
Mas, apesar de globalmente boa, esta secundária está nitidamente aquém do colégio de onde vem a minha filha (que para privado até nem é nada de especial, diga-se). Se atendermos à média geral das notas, vemos que as melhores públicas estão, no geral, uns bons pontos percentuais abaixo dos melhores privados. Assim, pelo que vejo,  não é nada equivalente, isto de andar no ensino público ou no privado, sendo que os rankings se limitam a confirmar o que toda a gente já sabe: que as melhores escolas são privadas e que o ensino público, no geral e salvo honrosas excepções, stinks.
 Donde se conclui que, se há alunos no público que tiveram boas notas (leia-se: equiparadas às dos bons alunos nas privadas) é porque,  ou se esforçaram mais por isso, ou porque tiveram a sorte de dar de caras com professores carolas, daqueles que investem nos miúdos apesar de não ganharem um cêntimo a mais. Por isso, quando vejo lá no meio dos privados do costume aquela dúzia de liceus públicos infiltrados, penso que estes devem ser muito bons. Só podem. E que o Estado devia estar atento, ver o que é que estão a fazer a mais (ou a menos), saber das diferenças e depois copiá-los para os outros (o modelo de gestão, a carolice ou lá o que for).
Outra razão para não ser justo um mesmo ranking englobar públicas e privados, por conduzir a uma perversão dos resultados (ou, pelo menos, das conclusões que se retiram dos resultados): por exemplo, o Colégio Mira Rio, este ano um dos primeiros. Trata-se de um selecto colégio de freiras, com poucas dúzias de alunas, só raparigas. Se olharmos para a lista por disciplinas, reparamos que foi a concurso (digamos assim) com conjuntos de dois e três exames, contra colégios privados e públicos que concorreram com cem exames ou mais. Agora digam-me,  o que é melhor e mais meritório: uma escola com duas alunas a Matemática que tiveram um tutor particular o ano inteiro (porque é disso que se trata) e que conseguem média de dezoito?  Uma outra escola  com cinquenta alunos  que tiveram média de quinze? Ou um liceu com cem alunos  que conseguiram média de doze? Será melhor a freira que põe a sua única aluna a ter dezoito ou o professor de um liceu público que põe três turmas de trinta alunos a ter doze? É claro que a maior parte dos pais, em podendo, escolhiam a freira; em não podendo,  escolhem o liceu e rezam para que  um ou dois professores carolas se cruze nos caminho dos filhos, caso estes não sejam uns geniozinhos aplicados.
 
Ou seja, os rankings servem apenas para um ou dois propósitos que, apesar de legítimos, não deixam de ser redutores: para os privilegiados escolherem o colégio dos rebentos e para o Estado se confrontar com a sua própria inépcia educativa e, como de costume, nada fazer (até porque quando quer não o deixam: veja-se a novela da avaliação dos professores).


escrito na areia por Vieira do Mar
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Nota-se que quem escreveu este texto, apenas viveu no mundo dos privados. Tem uma filha à um ano no liceu e só consegue fazer a comparação pela negativa. A este só lhe faço uma pergunta: Será que os professores do privado não serão os mesmos do público?

Quanto ao parágrafo final, nomeadamente à frase final entre parêntesis, só revela um absoluto e total desconhecimento sobre o que fala
:roll:



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Re: A melhor escola do mundo
« Responder #7 em: 07 de Novembro de 2008, 12:52 »

Diogo Carvalho

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em: 07 de Novembro de 2008, 13:12
se essa gaja falasse apenas do que soubesse.. o MATRIX FAZ PARTE DO PROGRAMA DE FILOSOFIA DO 10º ANO



Diogo Carvalho

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em: 07 de Novembro de 2008, 13:17
ja sei essa historia de tras para a frente, pagar é que é bom.. pois os professores dos privados sao melhores do que os publicos? LOL para voces todos, sao obrigados a trabalhar mais que os outros porque os patroes assim exigem porque se os meninos nao tiverem 20 para entrar em medicina os pais nao pagam.. alguem acha que o pessoal que vai para os privados quer o bom ensino? nao me façam rir.. se dessem os 20's todos à balda nos publicos eles bem que preferiam nao ter de pagar..



mamix

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em: 07 de Novembro de 2008, 13:36
Dos textos mais absurdos que por aqui já vi :incredulo:

Revela um desconhecimento brutal do que se passa nas escolas.. (ou entao uma pala a frente dos olhos)

Nem comento mais, porque nem sei onde pegar :doido:



rapior

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em: 07 de Novembro de 2008, 13:51
Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
a fantochada dos rankings

......


A educação está cada vez mais a ficar como o futebol: todos são treinadores de bancada e não se inibem de falarem sem saber do assunto. Este artigo é belo exemplo disso.

"O insucesso é apenas uma oportunidade para começar de novo com mais inteligência."



miguelyn

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em: 07 de Novembro de 2008, 14:59
Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
a fantochada dos rankings

......


A educação está cada vez mais a ficar como o futebol: todos são treinadores de bancada e não se inibem de falarem sem saber do assunto. Este artigo é belo exemplo disso.



O curioso é que a parte inicial do texto, remete-nos para uma contextualização deveras interessante. É certamente um dos contextos que mais gostava de ouvir (a transição particular*público e/ou vice-versa). Nota-se no entanto, que o texto é escrito por impulso (vai escrevendo à medida que os pensamentos ocorrem) e acaba por tornar um texto inicialmente interessante, num churrilho de equívocos e avaliações momentâneas e não reflectidas. :roll:
:roll:



Gaucho

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em: 07 de Novembro de 2008, 18:23
Tenho até vergonha de falar no ensino das escolas brasileiras  :cabecada:



TiagoP

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em: 07 de Novembro de 2008, 20:07
Chegaram agora uns alunos brasileiros na escola onde dou aulas, e pelo menos ao nível da Educação Física, a minha área, no Brasil trabalha-se muito mal.  :incredulo:




 


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