Autor Tópico: O Socras está indignado!!!  (Lida 246 vezes)

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suecos

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em: 25 de Setembro de 2008, 15:43
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Publicado por jcd em 25 Setembro, 2008

O primeiro-ministro ficou muito indignado quando soube que existia um mecanismo chamado ’short-selling’, isto é, a possibilidade de alguém vender na bolsa aquilo que ainda não é seu. Mas se o primeiro-ministro se quer indignar com práticas correntes, não é preciso ir à bolsa. Pode indignar-se com o mercado imobiliário, por exemplo. Vejam bem que é possível comprar uma casa que ainda não foi construída. Só que não lhe chamamos short-selling. Chamamos-lhe contrato-promessa. Tanto no mercado de capitais como no mercado imobiliário, esperamos que os vendedores honrem o compromisso e tanto num mercado como noutro, se os vendedores forem à falência, os compradores terão que correr atrás do prejuízo. Outro exemplo de short-selling é a FNAC que tem por hábitos vender jogos que ainda não estão no mercado. Aqui está um exemplo.

Claro que o senhor primeiro-ministro deveria saber que corre muito mais riscos quando assina um contrato-promessa de compra e venda de uma casa que ainda está apenas no papel do que quando compra ou vende títulos a descoberto nos mercados de capitais. Mas isso são coisas muito complicadas de explicar e compreendê-las até pode tirar votos. Imagine-se o que seria dizer em público que os produtos derivados fazem falta. Que escândalo, o PM a defender a ‘economia de casino’.

Também ainda não percebi se o primeiro-ministro se indigna com os mercados de futuros. Provavelmente, se lhe explicarem para que servem tão bem como lhe explicaram o short-selling, dá dois gritos e exige medidas.

Mas o principal actor nesta história de exigir o que ainda não existe é o governo. Por exemplo, o Pagamento Especial por Conta. As empresas estão obrigadas a pagar impostos por conta de lucros que ainda não obtiveram e até podem nunca vir a obter. Sócrates devia indignar-se com isto. Devia mesmo proibir tal prática. No IVA também. O IVA é pago pela factura, muitas vezes antes de se saber se o cliente paga. Quando o cliente é o estado, o fornecedor, primeiro vende o produto, depois entrega ao estado o IVA que ainda não recebeu. Semanas, meses ou anos depois, o estado paga-lhe o produto e devolve-lhe o IVA. Podemos dizer que durante este tempo, o fornecedor ficou short no IVA e o estado ficou long no abarbatanço do dinheiro do fornecedor. Sócrates devia estar piurso com isto. Alguém que lhe explique.


http://blasfemias.net/2008/09/25/short/
Em Portugal, quem rouba um tostão é um ladrão, quem rouba um milhão é um barão...



malho

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Opá gajos com curso tirados ao Domingo estás à espera do quê?  :s

Para ele saber o que é a bolsa houve alguém que lhe fez um desenho  :twisted:
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mamix

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Epa... se está short vai all-in! :mrgreen:



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Re: O Socras está indignado!!!
« Responder #2 em: 25 de Setembro de 2008, 15:53 »

miguelyn

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Dunadan

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Mas o principal actor nesta história de exigir o que ainda não existe é o governo. Por exemplo, o Pagamento Especial por Conta. As empresas estão obrigadas a pagar impostos por conta de lucros que ainda não obtiveram e até podem nunca vir a obter. Sócrates devia indignar-se com isto. Devia mesmo proibir tal prática. No IVA também. O IVA é pago pela factura, muitas vezes antes de se saber se o cliente paga. Quando o cliente é o estado, o fornecedor, primeiro vende o produto, depois entrega ao estado o IVA que ainda não recebeu. Semanas, meses ou anos depois, o estado paga-lhe o produto e devolve-lhe o IVA. Podemos dizer que durante este tempo, o fornecedor ficou short no IVA e o estado ficou long no abarbatanço do dinheiro do fornecedor. Sócrates devia estar piurso com isto. Alguém que lhe explique.


http://blasfemias.net/2008/09/25/short/

E esse PEC pelo pouco que sei, nem é pago por todos... É só para "alguns"... :roll:



Diogo Carvalho

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Dunadan

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Se o Sócrates estava indignado, agora com o BPN deixou de estar...


Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008
cuidado, Portugal!

À primeira vista, a já famosa cena da acção de formação sobre o Magalhães dá vontade de rir. Uma data de professores-palhaço, a alinharem em duvidosos números de circo. Números esses, por aquilo que me contam, não muito diferentes de certos eventos de outdoor e de team building nas grandes empresas. Ainda à primeira vista, os infelizes apanhados no vídeo fazem o que fazem pois só assim se poderiam candidatar ao sorteio de um Magalhães. A uma segunda vista, aquilo lembra o ensaio de uma  propaganda fascista ou comunista; e a uma terceira vista é muito mais do que isso: é  um sintoma  do totalitarismo do Estado que, insidiosamente, está a tomar conta da sociedade portuguesa  (que dorme, anestesiada). Um sintoma do medo que grassa actualmente  pela função pública e que leva as pessoas a fazerem certas coisas estúpidas que lhes são pedidas.  Um medo revelado pela multiplicação de ordens de serviço, de memorandos internos e de sugestões de actuação, destinados aos funcionários, à arraia miúda que,  assustada com a crise, com os despedimentos, a prestação da casa, não questiona duas vezes. Um outro sintoma é a intoxicação televisiva da imagem de Sócrates. Como um  verdadeiro Grande Líder, o primeiro-ministro não dá descanso ao seu povo: ele inaugura isto, ele distribui aquilo, ele visita aqueloutro… A qualquer hora do dia que se atente no que está a dar em algum dos canais (quando não em todos),  dá seguramente Sócrates, a propagandear-se e ao seu governo de forma descarada, sem qualquer pingo de vergonha ou de recato. Como qualquer Grande Líder que se preze, é na unilateralidade da mensagem, ou seja, no discurso em cima do púlpito, que se sente mais à vontade, recusando sempre que pode a concertação e o diálogo.   Aplaudido por uma massa política amestrada que ou tem medo ou é bem paga, ou ambas as coisas, não tem vozes contra - nem no PS, nem na oposição -,  e as poucas interpelações incómodas que lhe são feitas, rechaça-as  de forma mal-educada, disparando frases como “Agora não  porque estão à minha espera para jantar”. Com um enorme à-vontade, portanto, manda o país à ***** em directo.  A imposição da imagem  do PM  visa propagar o culto da sua pessoa; pessoa, esta, cada  vez mais destacada do partido socialista e, até, dos restantes  membros do governo, meros obreiros do mestre.  Aos poucos, Sócrates tem vindo a despojar o país de massa crítica, insinuando-se como o paizinho da nação, o chefe modernaço-apoiante-das-novas-tecnologias,  treinando-se diariamente para uma nova maioria absoluta (que vai obter, pois não há alternativa: o PSD não existe). Para nosso azar, conta com um Presidente da República mansinho, mansinho, que se basta com um vetozito político de vez em quando e em passear com a sua Maria.

Cuidado, Portugal. Já houve ditaduras que começaram com menos, e algumas começaram assim: eleitas democraticamente.


escrito na areia por Vieira do Mar
http://controversamaresia.blogs.sapo.pt/139608.html
« Última modificação: 08 de Novembro de 2008, 01:24 por Dunadan »




 


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