Autor Tópico: DN: Classe média está a pedir comida por 'e-mail' às misericórdias  (Lida 633 vezes)

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Dunadan

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RITA CARVALHO
http://dn.sapo.pt/2008/07/20/sociedade/classe_media_esta_a_pedir_comida_ema.html

Crise. Começa a afectar pessoas que viajam para estrangeiro, mas passam fome

Dezenas de pedidos de ajuda têm chegado todas as semanas à UMP

Aos emails da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) chegam todas as semanas dezenas de pedidos de ajuda alimentar. Pessoas que evitam revelar o menos possível sobre si próprios e pedem ajuda para atravessar o período difícil que se vive e matar a fome.

Quem o diz é Manuel de Lemos, presidente da UMP, que alerta para este novo padrão de pobreza que foge ao típico retrato dos pobres conhecido em Portugal. "São pessoas com um perfil diferente, que não vivem na miséria, mas estão à beira de entrar na pobreza", explicou ao DN, acrescentando que este é um fenómeno que se veio a sentir desde o início do ano, quando se intensificaram os problemas económicos.

"Não estamos a falar de idosos, dos típicos desempregados, mas de pessoas com menos de 40 ou 45 anos que se calhar não deixam de pagar a netcabo nem desmarcam as férias na agência de viagens mas passam fome", conta Manuel de Lemos, que diz que ao seu próprio email já chegaram dezenas de pedidos de ajuda. Estas solicitações que chegam às instituições são acompanhadas pelos serviços sociais que depois encaminham os casos para as misericórdias locais.

Manuel de Lemos explica ainda que as misericórdias estão a sentir o impacto do aumento do preço dos alimentos e dos combustíveis, e da chamada crise, de duas formas. Por um lado, crescem os pedidos deste tipo e, por outro, o número de pessoas que tomam as suas refeições nas instituições. Idosos que vinham almoçar uma vez por semana e agora aparecem todos os dias, crianças e jovens. "Estas pessoas novas quando chegam para comer, põem-se a um canto, comem rápido e vão-se embora, pois sentem alguma vergonha. A situação é completamente diferente das outras que regularmente ali tomam as suas refeições", adianta Manuel de Lemos.

Recentemente, a responsável pela Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome veio alertar também para o surgimento de uma nova camada de pobres.

Isabel Jonett falou ao DN sobre estas famílias da classe média, algumas habituadas até a um certo nível de vida, e que que viram nos últimos meses à beira de uma situação de pobreza.

Em geral, explicou a responsável pela Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome, são pessoas que viveram durante algum tempo acima das suas possibilidades, se endividaram em grande escala e estão agora aflitas com a subida das taxas de juro, do preço dos combustíveis e do custo dos alimentos.



Diogo Carvalho

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em: 13 de Setembro de 2008, 11:58

Em geral, explicou a responsável pela Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome, são pessoas que viveram durante algum tempo acima das suas possibilidades, se endividaram em grande escala e estão agora aflitas com a subida das taxas de juro, do preço dos combustíveis e do custo dos alimentos.


Pessima gestao de banca, pretendem mostrar o que não têm, cada vez há mais assim, tenho colegas que vestem roupa carissima e vai-se a casa deles é uma desgraça :s :s



Diogo Carvalho

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em: 13 de Setembro de 2008, 12:02

"Não estamos a falar de idosos, dos típicos desempregados, mas de pessoas com menos de 40 ou 45 anos que se calhar não deixam de pagar a netcabo nem desmarcam as férias na agência de viagens mas passam fome", conta Manuel de Lemos, que diz que ao seu próprio email já chegaram dezenas de pedidos de ajuda. Estas solicitações que chegam às instituições são acompanhadas pelos serviços sociais que depois encaminham os casos para as misericórdias locais.


isto transcende-me, é ridiculo



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Re: DN: Classe média está a pedir comida por 'e-mail' às misericórdias
« Responder #2 em: 13 de Setembro de 2008, 12:02 »

Fred

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em: 13 de Setembro de 2008, 12:07
sao coisas dos tempos, claro que ter net e tvcabo e passar fome é muito mau, tem que se habituar a um nivel de vida mais baixo.

mas nao metas todas a familias em pessima gestao, no que toca aos juros para credito da habitaçao ninguem tem culpa, e ninguem esperava, e vem nova subida.

eu nao sou contra os emprestimos, sou é contra os emprestimos para ferias, para obras que sao para luxos, contra esses da tanga, nao sou contra emprestimo da casa, ou vamos voltar ao tempo de ir morar para casa dos sogros quando casamos?

quem casa quer casa, e o dinheiro na altura do emprestimo podia estar a chegar e sobrava, e agora pode nao chegar sem culpa nenhuma da gestao, em 2 anos num emprestimo de 100mil euros, subiu á volta de 150 euros mes, nao é brincadeira, e todos que tem que pagar casa sentem, e proximo semestre vai subir mais um pc, vai mais uns 20 euros.

a maioria dos novos necessitados é por este motivo, o credito á habitaçao ter disparado.



Andre Gomes

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em: 13 de Setembro de 2008, 12:11
Muitas das vezes estamos a falar de jovens de 20 e poucos anos com poucos anos de trabalho e por isso com pouca estabilidade quer financeira quer no emprego  :s




wollpidia

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em: 13 de Setembro de 2008, 12:16
Concordo pleneamente com o Fred. Quando comprei o meu apartamento em 2000 pagava 260€, há pouco tempo (cerca de 3 meses) quando mudei de banco já estava a pagar 495€. Aumentou quase o dobro  :shock: Isso é algo que não se prevê...já alertei para o facto de passarem a vida a falar no aumento dos combustiveis e deixarem este assunto camuflado, mas o facto é que o aumento das taxas de juro está a prejudicar mais as pessoas (a nivel pessoal) do que o aumento dos combustiveis. Se não tiveres dinheiro para o combustivel, arrumas o carro e usas os transportes públicos (isto para todos os que não têm empregos que exijam carro, claro...), mas a casa tens de pagar ou vais viver para a rua (se não tiveres mais para onde ir  :shock:).
Conheço familias com, no minimo, 2 carros e nao tencionam abdicar deles, nem das promissoras férias   :doido:
"Amo a liberdade! Por isso as coisas que amo deixo-as livres. Se voltarem foi porque as conquistei, se não voltarem foi porque nunca as tive."



Fred

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em: 13 de Setembro de 2008, 12:33
na minha aldeia quando vou la e sei as novidades parece o tempo a voltar para tras :doido:
a criasse o habito de novo de ir morar para a sogrinha, senao nem aos 40 se casam :shock: e nao deve haver pior coisa pelo menos no inicio, de casar e ver todos dias a familia da mulher/homem, e nao poder fazer as festas nocturnas que quiserem  :twisted:



malho

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em: 13 de Setembro de 2008, 12:44
Os carros... Pois os carros...
Não sei como funciona na vossa "aldeia" mas no Barreiro o pior dia para ir às compras é o dia 1 de cada mês. São filas em cima de filas às portas do super/hiper mercados. A mim dá-me a ideia que as pessoas andam a passar fome e só se alimentam no principio do mês.

Mas também há uma clara má gestão financeira. Porque será que também é no principio do mês que se vê mais carros na rua? E depois só quando o dinheiro começa a escassear é que se lembram de ir de transportes para o trabalho?

Então e o que dizer dos milhões que os portugueses gastam em telemoveis de ultima geração (inúteis diga-se, para mim desde que faça e receba chamadas é suficiente), plasmas, LCD, tvcabo e como é barato sportv também.

Essa dos pedidos é o cumulo. Faz lembrar os ciganos que vivem do rendimento social mas tem Mercedes à porta. Vivem em casas do estado mas ainda se queixam dos vizinhos. Não tem dinheiro para leite mas têm para comprar uma caçadeira....

Portugal Portugal....
Essa mania das grandezas que vem desde o tempo em que aquele rei declarou guerra à mãe e nunca há-de mundar!
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Re: DN: Classe média está a pedir comida por 'e-mail' às misericórdias
« Responder #7 em: 13 de Setembro de 2008, 12:44 »

Diogo Carvalho

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em: 13 de Setembro de 2008, 13:30

Então e o que dizer dos milhões que os portugueses gastam em telemoveis de ultima geração (inúteis diga-se, para mim desde que faça e receba chamadas é suficiente), plasmas, LCD, tvcabo e como é barato sportv também.


sem duvida, eu nao tenho sportv, tenho um telemovel que custa 70€ e todos os meus telemoveis duram 3 anos e o meu pai e a minha mae de certezinha absoluta que nao sao dos que ganham pior..

Fred, tambem nao sou contra o credito para casa, isso tem de ser, nao ha remedio, alias os meus pais sempre me ensinaram que so se compra com o dinheiro que se tem, aqui em casa so houve emprestimo de casa e ja esta pago felizmente, temos agora um outro emprestimo de um terreno, mas carros etc, tudo foi pago a pronto. O que critico é pessoas que pedem emprestimo para sofas, maquina de lavar roupa/loiça, carro, ferias etc etc etc e nao sao assim tao poucas, eu conheço varias.
« Última modificação: 13 de Setembro de 2008, 13:31 por shane24 »



Dunadan

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em: 13 de Setembro de 2008, 17:12
Essa mania das grandezas que vem desde o tempo em que aquele rei declarou guerra à mãe e nunca há-de mundar!

A mania das grandezas, quando ao dinheiro diz respeito, começou quando sagazmente o D. João II fez aquilo que os EUA fizeram depois da Segunda Grande Guerra, ou dito de outro modo, os Holandeses e depois os Ingleses fizeram a seguir a Portugal cair na esfera de Castela e Leão e Aragão, que foi dominar o principal comércio internacional.

Simplesmente, criou uma rota comercial mais barata e com mais capacidade de escoamento, liquidando no processo as repúblicas italianas e contribuindo para o declínio das várias "nações árabes" a longo prazo, que mais tarde, várias delas acabaram por ter uma segunda oportunidade com o petróleo.

Mas infelizmente por motivos que ainda não compreendi por completo, os Ingleses neste aspecto ensinaram os EUA como fazer e estes em alguns aspectos aperfeiçoaram a coisa, aquele nível de conhecimento e bem-estar social que existia  entre os Árabes no tempo das Cruzadas, em que os fanáticos religiosos "liderados" pelo Vaticano faziam o terror na Palestina, pode considerar-se que toda a grande "nação árabe" é um grande terceiro mundo, tirando talvez os EAU.

Ainda me lembro do Gil Vicente mandar bocas na corte de El-Rei D. Manuel II, o Venturoso, por causa de muitos ilustres comprarem escravos todos os meses e vestes caríssimas vindas das Flandres, para onde todo o ouro ganho da Índia se esvaía, só para ostentação, enquanto passavam fome todos os dias. Foi este mesmo rei que iniciou a FDP da Centralização Política e Governamental para o que um dia se veio a chamar de Terreiro do Paço, com uma carrada de novos forais que tiraram força aos concelhos, autênticos contra-poderes instituidos sabiamente pelo nosso Primeiro Rei, bem aconselhado por seu pai, para fazer frente politicamente e dar algum equilíbrio e margem de manobra à Casa Real sempre que lidavam com os Bispos e a Nobreza, latifundiários por natureza e donos de grande poder económico por consequência.

Depois importou-se a outra FDGP da Inquisição Espanhola e deram cabo do pouco capital económico e de conhecimento que ainda existiam em Portugal, os Judeus, que foram sabiamente acolhidos pelos Holandeses, permitindo a estes viveram uma Idade Dourada que lhes permitiu lançar os alicerces para uma próspera Nação Europeia. Por cá, ficaste no domínio obscuro da religião do Vaticano que controlando a larga maioria da população pobre e campónia, deixava as coisas o mais imóveis possíveis. Não admira pois que os primeiros republicanos tivessem uma febre reformista anti-clerical, mas também não sabiam ainda o que era Democracia...

No tempo da Outra Senhora, a geração que trabalhava de sol-a-sol tinha de poupar pois tudo era caro e o pouco que eventualmente não pagavam, era o que colhiam da horta, mas depois do 25 de Abril, os filhos dessa geração, aqueles que apanharam o mesmo na sua adolescência, acabaram por falta de tempo devido aos seus empregos por criar uma geração que não sabe o que é poupar e que nunca teve dificuldades na vida.

Televisões a cores, spectrums e timexes, 486 e pentiuns, consolas de jogos, agora os telemóveis e para os mais velhos, o carrito e as belas das férias lá fora. Apanharam um período muito longo de juros baixos e hipotecaram toda uma vida nos bancos.

Mas no meio deste chorrilho de palavras, só há uma coisa que me deixa mesmo fdd, é dizerem mal do D. Afonso Henriques, como se ele fosse o primeiro grande causador das tragédias que assolam o nosso Portugal, desconhecendo que o homem morreu podre de rico graças aos saques e conquistas feitas aos mouros, sem ser racista ou fanático, poupando sempre que possível as suas vidas como fez em Lisboa, mantendo a população local intacta e tornando-os cidadãos portugueses praticamente por inteiro. Os Romanos não teriam ficado mais orgulhosos, ou do seu filho, que impediu a chacina dos habitantes de Évora, quando com a ajuda dos cruzados, tomaram aquela cidade.

Se soubessem como viviam os espanhóis, que apanharam uma das mais terríveis guerras de sempre e que ainda hoje não podem dizer mal de Franco ou do poder central de Madrid, não diziam certos disparates. Há uma parva de uma mentalidade nos dias de hoje que se vivessemos em Espanha estaríamos bem melhor... :duh:

Não é Espanha que nos vai permitir viver melhor, somos nós, especialmente no dia em que começarmos a ser outra vez um Povo com Voz para dizer não às corporações e a todo um "establishment" que parasita todos os recursos vitais deste país, especialmente no que aos nossos impostos diz respeito. A nossa actual situação política e social infelizmente não difere da mesma vivida pelo Guerra Junqueiro há século e meio atrás:

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."


E quem se der ao trabalho de ler "As Farpas" do Ramalho Ortigão ainda encontrará mais semelhanças entre esse Portugal do passado e o que vivemos actualmente, com a óbvia diferença de que naquela altura não haviam nem televisão nem internet... ;)


Quando muitos dos nossos cidadãos fogem da Matemática na Escola, não sabem gerir as suas próprias finanças, vão ser os espanhóis que nos vão ensinar...? :roll:



malho

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em: 13 de Setembro de 2008, 18:21
Mais uma grande dissertação do Duna  :nervoso:


Mas no meio deste chorrilho de palavras, só há uma coisa que me deixa mesmo fdd, é dizerem mal do D. Afonso Henriques, como se ele fosse o primeiro grande causador das tragédias que assolam o nosso Portugal, desconhecendo que o homem morreu podre de rico graças aos saques e conquistas feitas aos mouros, sem ser racista ou fanático, poupando sempre que possível as suas vidas como fez em Lisboa, mantendo a população local intacta e tornando-os cidadãos portugueses praticamente por inteiro. Os Romanos não teriam ficado mais orgulhosos, ou do seu filho, que impediu a chacina dos habitantes de Évora, quando com a ajuda dos cruzados, tomaram aquela cidade.

Relaxa rapaz. Andas algo stressado. O fim do mundo não aconteceu podes descontrair.  :mrgreen: Eu não falei mal desse grande Senhor que foi D. Afonso Henriques.
Mas como sabes os reis não eram perfeitos e muitos gastos foram feitos mesmo nesse tempo. Ou por acaso pensas que combater os Espanhois a Norte e os Mouros a Sul saiu barato? A unica grandeza de El-rei D. Afonso foi a pressa para se separar de Espanha. Podia ter corrido primeiro com os Mouros com o auxilio de Castela e depois iniciar um Reino. Mas foi stressadinho.
Aliás a ostentação sempre foi normal na nossa corte. Mas isso acontece me quase todas as cortes europeias. A diferença é que os outros tiveram a preocupação de produzir, de criar riqueza. Portugueses importam tudo. Adiante...

Graças a Deus não sou Espanhol!! E cada vez que vou a Espanha só me apetece espancar uns quantos c*br*ns. No entanto é legitimo que dada a nossa cultura e mania das riquezas, vendo os espanhois com melhores salários, custo de vida mais baixo, etc, alguns portugueses comecem a pensar que se calhar estavamos melhor do lado de lá.
Já me importei mais com isso. Da forma que isto está a evoluir, quando os meus netos andarem na escola já não lhes ensinam as fronteiras Portugal / Espanha, ensinam só a cultura da União Europeia.
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em: 13 de Setembro de 2008, 18:24
Este novo problema da classe média passar fome é realmente preocupante.
Também o será para outras classes mas quando o problema chega à própria classe média dá para ter uma ideia de como a vida está difícil.

Por acaso, há bastante tempo deu uma reportagem sobre o banco alimentar que alertava precisamente para esta nova realidade.

Segundo dizia uma das responsáveis pelo banco, existe um número crescente de pessoas da classe média a pedir ajuda e muitas mais que, por vergonha, ainda não tiveram coragem de o fazer.

Em relação a essa classe média, que apesar de passar fome, não cancela a TvCabo ou as viagens, aí nem vou comentar.



malho

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em: 13 de Setembro de 2008, 18:34
Por acaso, há bastante tempo deu uma reportagem sobre o banco alimentar que alertava precisamente para esta nova realidade.

Já me alonguei mas vou comentar.
Eu não vi essa reportagem mas suponho que não tenham tocado na quantidade de gente que recebe apoio e não necessita.  :roll:
Falo com conhecimento de facto. Só para teres uma ideia. Numa "aldeia" vizinha da minha havia 120 familias que recebiam apoio. No ano passado houve uma mudança nos coordenadores e não ficaram 50. Será que as outras 70 familias agora passam fome?  :s
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em: 13 de Setembro de 2008, 18:39
Já me alonguei mas vou comentar.
Eu não vi essa reportagem mas suponho que não tenham tocado na quantidade de gente que recebe apoio e não necessita.  :roll:
Falo com conhecimento de facto. Só para teres uma ideia. Numa "aldeia" vizinha da minha havia 120 familias que recebiam apoio. No ano passado houve uma mudança nos coordenadores e não ficaram 50. Será que as outras 70 familias agora passam fome?  :s

Pois malho isso também é outro problema.

Por acaso tenho um familiar que está bem informado acerca dessas questões que me citou vários casos semelhantes ao que tu referiste.



Dunadan

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em: 13 de Setembro de 2008, 18:54
Mas como sabes os reis não eram perfeitos e muitos gastos foram feitos mesmo nesse tempo. Ou por acaso pensas que combater os Espanhois a Norte e os Mouros a Sul saiu barato? A unica grandeza de El-rei D. Afonso foi a pressa para se separar de Espanha. Podia ter corrido primeiro com os Mouros com o auxilio de Castela e depois iniciar um Reino. Mas foi stressadinho.

Aliás a ostentação sempre foi normal na nossa corte. Mas isso acontece me quase todas as cortes europeias. A diferença é que os outros tiveram a preocupação de produzir, de criar riqueza. Portugueses importam tudo. Adiante...

Graças a Deus não sou Espanhol!! E cada vez que vou a Espanha só me apetece espancar uns quantos c*br*ns. No entanto é legitimo que dada a nossa cultura e mania das riquezas, vendo os espanhois com melhores salários, custo de vida mais baixo, etc, alguns portugueses comecem a pensar que se calhar estavamos melhor do lado de lá.
Já me importei mais com isso. Da forma que isto está a evoluir, quando os meus netos andarem na escola já não lhes ensinam as fronteiras Portugal / Espanha, ensinam só a cultura da União Europeia.

O D. Afonso Henriques jamais conseguiria fazer o que fez se primeiro não "desse porrada" na Mãe e nos seus partidários. Ele foi um génio político, tendo-se coroado rei muito tempo antes do Napoleão Bonaparte imitá-lo, coroando-se imperador.

Tentou depois anexar a Galiza, que tentou anexar o Condado Portucalense, mas como viu a coisa empatada, virou-se para sul e explorou uma situação política favorável, visto que nessa altura, salvo erro, abaixo do Douro, Taifas eram Mato e como sabes, dividir para reinar ou conquistar sempre foi uma boa estratégia.

Com os tesouros que angariou, deu-se ao luxo de só quando estava velho e em fase de sucessão, pagar um "imposto" de reconhecimento ao Vaticano e mesmo assim, há quem diga que foi avarento e nem isso fez... :lolada: Preparou o filho para a segunda fase da implantação do reino, o povoamento dos novos territórios conquistados, numa manobra de consolidação que se tornou efectiva.

Tentou ainda expandir-se para Leste, por Badajoz, mas os seus efectivos não foram suficientes para impedirem que Castela e Leão viessem em socorro da cidade cercada, caso contrário, as fronteiras de Portugal seriam diferentes... ;)

A Ostentação começou com as Descobertas, em que o pessoal mais ilustre pensava que o dinheiro das rendas do Rei jamais acabava, e o D. João V, com a sua mania de imitar o Luis XIV, esbanjou boa parte dos rendimentos gerados pela exploração do Ouro do Brasil, que os historiadores revisionistas apelidam de saque da nação brasileira.

Como já disse, quando mandas a elite educada representada maioritariamente por Judeus para fora do país, pois os mais pobres ficaram por cá como Cristãos-Novos e mesmo assim, muito perseguidos, quando se instala a mentalidade do parasitismo político reforçado por um Centralismo e retiras influência aos concelhos, reforçando o latifundio, acabas por condenar toda uma Nação à pobreza.

Depois, quando o Marquês de Pombal tentou iniciar uma revolução económico-industrial, os Nobres e o Clero da altura, assim que D. José vai desta para melhor, dão cabo de imediato das reformas que estava a fazer. Até que chegas ao século XIX e apanhas um rei mais ou menos esclarecido mas que só reinou oito anos, um tal de D. Pedro V, salvo erro, que introduziu os comboios e os hospitais públicos, pois na altura a saúde estava a cargo das misericórdias, muitas delas ligadas à Igreja Católica. Pertencia a uma nova vaga de soberanos que apareceram tarde e más horas nas velhas dinastias europeias, com educação e visão para mudarem os respectivos estados de coisas, mas sem grande sorte ou sucesso...

Depois tens o Fontes Pereira de Melo que aposta nas obras públicas, seguido mais tarde pelo Duarte Pacheco e por um ilustre presidente da Lusoponte...

Olhas para a realidade social de Portugal no final do Século XIX e não encontras muitas diferenças com o Portugal de hoje. Continuamos pobres, mal-qualificados, não aproveitamos os recursos que temos e com uma corja de parasitas que sugam os dinheiros públicos de todas as maneiras e feitios.

Infelizmente os Capitães de Abril era politicamente demasiado ingénuos, caso contrário, teriam percebido que a Administração Pública ao mais alto nível teria de ser independente como acontece em Itália ou no Reino Unido.

A Espanha actualmente está à beira de uma grave crise económica, pois apesar do Aznar ter limpo o tecido económico com muito desemprego, tendo criado condições para as empresas singrarem numa economia globalizada, vão agora passar um mau bocado por conta da falta de liquidez nos mercados imobiliários.

Vais ver muitos operários a saírem de Espanha para irem para outras paragens. No Reino Unido, outra paragem para os nossos emigrantes, também está à beira da recessão e nem falemos da França ou da Alemanha. A economia portuguesa vai levar uma ripada valente e a alternativa ao Sócrates é uma velha que só sabe apertar o cinto, mas que não tem força para expurgar os sanguessugas.

Enquanto o Estado Português não parar de dar cabo constantemente de quem quer produzir riqueza, jamais vais conseguir ter uma classe média forte e próspera. E quando essa classe média não tem juízo, sendo autênticos amaricanos no que ao consumo diz respeito, então as coisas só podem piorar...

Actualmente os portugueses estão reféns dos bancos e vão continuar a ficar reféns dessa clique e dos seus comparsas, tipo construtores civis e escritórios de advogados/legisladores, para não falar da justiça, da saúde ou da educação. Ou tens cunhas muito boas, ou estás tramado para o resto da vida.

Enquanto conseguires pagar as contas da casa, da água e da luz, os bancos não te tocam, pois não vão matar as galinhas de ovos de ouro em que nos convertemos imbecilmente. Este grande aviário que se chama Portugal vai dar muito a ganhar aos administradores da nossa banca, dos mais bem pagos da europa. ;)

Por isso já sabes, canudo de Direito ou Economia ou Gestão, cinco anos pelo menos de militância activa nos núcleos universitários de juventude partidária, muita lambecuzice e tens a carreira como boy assegurada. :bom:

« Última modificação: 13 de Setembro de 2008, 18:56 por Dunadan »




 


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