Autor Tópico: E eu também quero brincar aos bancos!!! (Escândalo - Caso de Polícia - BPN)  (Lida 3252 vezes)

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suecos

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Isto em portugal deve ser um paraíso para os bancos, quem não se lembra das embrulhadas que houveram no BCP?

Agora esta do BPN é hilariante, mandam cunhar milhões de moedas alusivas ao EURO2004, não conseguiram impigi-las, então não há problema, o Banco de portugal compra-nos isto, ele há cada um.......

5 milhões de moedas????????
para colecção????????

Está tudo doido

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BPN: FPF facturou quase 25 milhões com a operação
Constâncio safa moedas do Euro’2004
O Banco Português de Negócios (BPN), patrocinador oficial do Euro’2004, tem cinco milhões de moedas evocativas nas mãos que não conseguiu vender e quer que o Banco de Portugal (BdP) as compre. Avaliado em 40 milhões de euros, este "activo extravagante", como disse Miguel Cadilhe em conferência de imprensa realizada anteontem, vai ser entregue ao BdP até ao início de 2009.

 Todavia, fontes do Ministério das Finanças e da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) garantiram ao CM que as moedas comemorativas, como é o caso do Euro’2004, não podem ser devolvidas. A emissão destas moedas proporcionou à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) uma receita de quase 25 milhões de euros, paga pela Direcção-Geral do Tesouro .

Miguel Cadilhe, presidente do BPN, diz: 'Temos [BPN] um acordo com o BdP para a venda deste activo, que está avaliado em 40 milhões de euros.' Só que, segundo fonte do Ministério das Finanças conhecedora do processo, 'as moedas do Euro’2004 não podem ser devolvidas, porque os bancos assumiram o compromisso de não as devolver'. E fonte da INCM diz também que 'as moedas evocativas não podem ser devolvidas'. O BdP não comenta este assunto.

Ao todo, em 2003 e 2004, foram emitidas duas séries de moedas de colecção do Euro’2004. Só a emissão de moedas de prata, com acabamento normal, valia 58,8 milhões de euros. Dado que o Decreto-lei 275/2003 diz que a FPF tem direito 'a 50% do diferencial entre o valor facial e os correspondentes custos de produção, relativamente às moedas colocadas junto do público', a FPF arrecadou uma receita de quase 25 milhões de euros. O CM tentou saber junto da FPF e do Ministério das Finanças o valor da verba paga à FPF pela DGT pela emissão das moedas alusivas ao Euro’2004, mas até ao fecho desta edição não foi possível.

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009&contentid=FF3B4DA6-F750-4CCB-A6F2-346B76EA03B8


Há uns tempos o Continente também se lembrou de fazer uma cunhagem de moedas de 2,5 euros

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Uma moeda de 2,5 euros distribuída como troco em hipermercados

Um total de 487.500 moedas de 2,5 euros alusivas à participação de Portugal nos Jogos Pequim'2008 vão ser distribuídas, como troco, nas caixas dos hipermercados Continente, revertendo a receita a favor da Missão Olímpica portuguesa.

Além destas moedas de cuproníquel, as primeiras no valor de 2,5 euros em toda a Europa, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda vai comercializar, a 45 euros cada, 12.500 moedas idênticas, mas em prata, destinadas ao coleccionismo, que serão apresentadas num estojo e dotadas de certificado de garantia numerado.

Hoje apresentadas em Lisboa na presença de vários atletas que vão competir em Pequim'2008 e dos ex-campeões olímpicos da maratona Carlos Lopes e Rosa Mota, as moedas são da autoria do escultor José Teixeira.

As de cuproníquel vão ser lançadas em circulação nos dias 08 de cada mês, entre Maio e Agosto, nas caixas dos hipermercados Continente - quando pagava as suas compras na loja de Telheiras, Paula Bernardino foi a primeira a receber troco nesta moeda e garantiu que vai guardar as quatro com que ficou.

"Nos tempos que correm, o Desporto português e esta Missão Olímpica são moeda forte. São moeda que vale no contexto europeu e mundial", disse o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, reafirmando que o desporto nacional vive "o melhor momento de sempre".

O governante exortou mesmo os atletas a levaram uma destas moedas de 2,5 euros para Pequim: "Que para os atletas seja a moeda da sorte. Cada um de vós deve levar uma, para que ela vos inspire no vosso trabalho".

No dia em que faltam precisamente três meses para a abertura dos Jogos Olímpicos, o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, sublinhou que Portugal já tem 60 atletas qualificados e espera pelo apuramento de mais cerca de uma dezena, um número "excepcional".

"O trabalho é que dá sorte. Nós vamos ter sorte porque trabalhámos para isso", disse Vicente Moura, que agradeceu ao Governo o facto de ter autorizado a emissão da moeda comemorativa.

http://infordesporto.sapo.pt/Especiais/JogosOlimpicos_2008/Noticias/noticiajogosolimpicos_2008_olipequim08moedas_080508_492577.asp

ouviram o Belmiro a queixar-se que não tinha conseguido despachar as moedas? Eu não
« Última modificação: 07 de Novembro de 2008, 04:58 por Dunadan »
Em Portugal, quem rouba um tostão é um ladrão, quem rouba um milhão é um barão...



Dunadan

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em: 12 de Setembro de 2008, 22:25
É o capitalismo chinês à boa portuguesa. O Embuste teve de fazer o mesmo com o Mac e o Mae para não deixar o mercado desiquilibrado, mas como nos EUA já não é a primeira vez que fazem trafulhices com bancos nos últimos 110 anos... :assobio:



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em: 19 de Setembro de 2008, 03:44
O BPN parece que está em apuros. O CM disse que ia vender uns quantos quadros do Miró.

Para não falar das participações por gestão danosa por parte de quadros superiores do banco. ;)



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Re: eu também quero brincar aos bancos!!!
« Responder #2 em: 19 de Setembro de 2008, 03:44 »

Diogo Carvalho

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Ridiculo :incredulo: :incredulo: :incredulo:



miguelyn

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em: 20 de Setembro de 2008, 22:48
Não deixa de ser interessante e no mínimo irónico, que o capitalismo puro e duro, tenha de recorrer a métodos socialistas, para controlar as falências ao nacionalizar e/ou injectar capitais nas empresas/mercados :lol:
:roll:



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em: 20 de Setembro de 2008, 23:03
Só é pena é que os responsáveis por essa situação não vejam a totalidade dos seus bens e prémios confiscados como forma de minimizar as perdas, para não falar das "costumeiras" penas de prisão...



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em: 29 de Outubro de 2008, 17:36
A banca nacionalizou o Governo

A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada



Quando, no passado domingo, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio. Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa. E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise. Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior. Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério.
A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.
Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado. Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo. Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo. Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade. Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos. Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.

Ricardo Araujo (gf)



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em: 30 de Outubro de 2008, 09:46
"Da Opus Dei à maçonaria: a incrível história do BCP", por Miguel Sousa Tavares
Sábado, 29 de Dez de 2007

Em países onde o capitalismo, as leis da concorrência e a seriedade do negócio bancário são levados a sério, a inacreditável história do BCP já teria levado a prisões e a um escândalo público de todo o tamanho. Em Portugal, como tudo vai acabar sem responsáveis e sem responsabilidades, convém recordar os principais momentos deste "case study", para que ao menos a falta de vergonha não passe impune.

1 Até ao 25 de Abril, o negócio bancário em Portugal obedecia a regras simples: cada grande família, intimamente ligada ao regime, tinha o seu banco. Os bancos tinham um só dono ou uma só família como dono e sustentavam os demais negócios do respectivo grupo. Com o 25 de Abril e a nacionalização sumária de toda a banca, entrámos num período 'revolucionário' em que "a banca ao serviço do povo" se traduzia, aos olhos do povo, por uns camaradas mal vestidos e mal encarados que nos atendiam aos balcões como se nos estivessem a fazer um grande favor. Jardim Gonçalves veio revolucionar isso, com a criação do BCP e, mais tarde, da Nova Rede, onde as pessoas passaram a ser tratadas como clientes e recebidas por profissionais do ofício. Mas, mais: ele conseguiu criar um banco através de um MBO informal que, na prática, assentava na ideia de valorizar a competência sobre o capital. O BCP reuniu uma série de accionistas fundadores, mas quem de facto mandava eram os administradores - que não tinham capital, mas tinham "know-how". Todos os fundadores aceitaram o contrato proposto pelo "engenheiro" - à excepção de Américo Amorim, que tratou de sair, com grandes lucros, assim que achou que os gestores não respeitavam o estatuto a que se achava com direito (e dinheiro).

2 Com essa imagem, aliás merecida, de profissionalismo e competência, o BCP foi crescendo, crescendo, até se tornar o maior banco privado português, apenas atrás do único banco público, a Caixa Geral de Depósitos. E, de cada vez que crescia, era necessário um aumento de capital. E, em cada aumento de capital, era necessário evitar que algum accionista individual ganhasse tanta dimensão que pudesse passar a interferir na gestão do banco. Para tal, o BCP começou a fazer coisas pouco recomendáveis: aos pequenos depositantes, que lhe tinham confiado as suas poupanças para gestão, o BCP tratava de lhes comprar, sem os consultar, acções do próprio banco nos aumentos de capital, deixando-os depois desamparados perante as perdas em bolsa; aos grandes depositantes e amigos dos gestores, abria-lhes créditos de milhões em "off-shores" para comprarem acções do banco, cobrindo-lhes, em caso de necessidade, os prejuízos do investimento. Desta forma exemplar, o banco financiou o seu crescimento com o pêlo do próprio cão - aliás, com o dinheiro dos depositantes - e subtraiu ao Estado uma fortuna em lucros não declarados para impostos. Ano após ano, também o próprio BCP declarava lucros astronómicos, pelos quais pagava menos de impostos do que os porteiros do banco pagavam de IRS em percentagem. E, enquanto isso, aqueles que lhe tinham confiado as suas pequenas ou médias poupanças viam-nas sistematicamente estagnadas ou até diminuídas e, de seis em seis meses, recebiam uma carta-circular do engenheiro a explicar que os mercados estavam muito mal.

3 Depois, e seguindo a velha profecia marxista, o BCP quis crescer ainda mais e engolir o BPI. Não conseguiu, mas, no processo, o engenheiro trucidou o sucessor que ele próprio havia escolhido, mostrando que a tímida "renovação" anunciada não passava de uma farsa. E descobriu-se ainda uma outra coisa extraordinária e que se diria impossível: que o BCP e o BPI tinham participações cruzadas, ao ponto de hoje o BPI deter 8% do capital do BCP e, como maior accionista individual, ter-se tornado determinante no processo de escolha da nova administração... do concorrente! Como se fosse a coisa mais natural do mundo, o presidente do BPI dá uma conferência de imprensa a explicar quem deve integrar a nova administração do banco que o quis opar e com o qual é suposto concorrer no mercado, todos os dias...

4 Instalada entretanto a guerra interna, entra em cena o notável comendador Berardo - o homem que mais riqueza acumula e menos produz no país - protegido de Sócrates, que lhe deu um museu do Estado para ele armazenar a sua colecção de arte privada. Mas, verdade se diga, as brasas espalhadas por Berardo tiveram o mérito de revelar segredos ocultos e inconfessáveis daquela casa. E assim ficámos a saber que o filho do engenheiro fora financiado em milhões para um negócio de vão de escada, e perdoado em milhões quando o negócio inevitavelmente foi por água abaixo. E que havia também amigos do engenheiro e da administração, gente que se prestara ao esquema das "off-shores", que igualmente viam os seus créditos malparados serem perdoados e esquecidos por acto de favor pessoal.

5 E foi quando, lá do fundo do sono dos justos onde dormia tranquilo, acorda inesperadamente o governador do Banco de Portugal e resolve dizer que já bastava: aquela gente não podia continuar a dirigir o banco, sob pena de acontecer alguma coisa de mais grave - como, por exemplo, a própria falência, a prazo.

6 Reúnem-se, então, as seguintes personalidades de eleição: o comendador Berardo, o presidente de uma empresa pública com participação no BCP e ele próprio ex-ministro de um governo PSD e da confiança pessoal de Sócrates, mais, ao que consta, alguém em representação do doutor "honoris causa" Stanley Ho - a quem tantos socialistas tanto devem e vice-versa. E, entre todos, congeminam um "take over" sobre a administração do BCP, com o "agréement" do dr. Fernando Ulrich, do BPI. E olhando para o panorama perturbante a que se tinha chegado, a juntar ao súbito despertar do dr. Vítor Constâncio, acharam todos avisado entregar o BCP ao PS. Para que não restassem dúvidas das suas boas intenções, até concordaram em que a vice-presidência fosse entregue ao sr. Armando Vara (que também usa 'dr.') - esse expoente político e bancário que o país inteiro conhece e respeita.

7 E eis como um banco, que era tão independente que fazia tremer os governos, desagua nos braços cândidos de um partido político - e logo o do Governo. E eis como um banco, que era tão cristão, tão "opus dei", tão boas famílias, acaba na esfera dessa curiosa seita do avental, a que chamam maçonaria.

8 E, revelada a trama em todo o seu esplendor, que faz o líder da oposição? Pede em troca, para o seu partido, a Caixa Geral de Depósitos, o banco público. Pede e vai receber, porque há 'matérias de regime' que mesmo um governo com maioria absoluta no parlamento não se atreve a pôr em causa. Um governo inteligente, em Portugal, sabe que nunca pode abocanhar o bolo todo. Sob pena de os escândalos começarem a rolar na praça pública, não pode haver durante muito tempo um pequeno exército de desempregados da Grande Família do Bloco Central.

Se alguém me tivesse contado esta história, eu não teria acreditado. Mas vemos, ouvimos e lemos. E foi tal e qual.

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/203290



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Re: eu também quero brincar aos bancos!!!
« Responder #7 em: 30 de Outubro de 2008, 09:46 »

suecos

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em: 30 de Outubro de 2008, 09:59
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http://dn.sapo.pt/2008/10/29/economia/cadilhe_denuncia_quadros_alegados_cr.html

Cadilhe denuncia quadros por alegados crimes no BPN

Banca. Miguel Cadilhe mandou realizar auditorias à Sociedade Lusa de Negócios após ter assumido, em Junho, a presidência daquela 'holding' detentora do BPN. Os vários crimes financeiros detectados foram ontem denunciados ao Ministério Público com queixas contra três quadros superiores

Responsáveis do grupo reuniram com magistrados

A Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a holding que detém o Banco Português de Negócios (BPN), e que é presidida pelo antigo ministro das Finanças Miguel Cadilhe, chamou ontem o Ministério Público (MP) à sede daquele banco e denunciou os vários crimes financeiros que alegadamente estão a ser praticados no seio do grupo. Ao que o DN apurou, pelo menos três quadros superiores foram desmascarados como estando por trás de alegadas situações criminosas.

O Ministério Público (MP) esteve representado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), dirigido pela procuradora-geral adjunta (PGA), Cândida Almeida, que já está a investigar o BPN no âmbito da "Operação Furacão", estando também presente uma equipa da Polícia Judiciária (PJ) que está destacada naquele organismo da Procuradoria-Geral da República (PGR). Hoje, a magistrada vai reunir--se com o procurador-geral da República, Manuel Pinto Monteiro, devendo este assunto ser abordado.

A reunião realizou-se no seguimento das auditorias externas a todo o grupo mandadas realizar em Junho por Miguel Cadilhe, antigo ministro das Finanças, logo após este ter tomado posse como presidente da holding SLN. Os relatórios finais elaborados pela empresa de consultoria Deloite dão conta de vários crimes financeiros praticados no seio do grupo, nomeadamente no BPN. Segundo uma fonte do DN, foram focadas na reunião várias situações concretas, identificando-se pessoas com elas relacionadas. Ao que o DN apurou, a SLN apresentou queixa contra três quadros que exerciam funções superiores.

Com as queixas já formalizadas, e de posse dos relatórios das auditorias, o DCIAP tem, assim, o trabalho facilitado e vai, agora, aprofundar as investigações já iniciadas quer no âmbito da "Operação Furacão" quer no âmbito de outras queixas que entretanto foram surgindo envolvendo o BPN.

Em Maio, quadros superiores do BPN, sob anonimato, já tinham denunciado ao Banco de Portugal, à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários e ao Ministério Público várias situações alegadamente indiciárias da prática de vários crimes financeiros. Todas aquelas instâncias já se encontravam no terreno a investigar. Também o Instituto de Seguros de Portugal tem estado atento aos investimentos da Real Seguros, a seguradora do grupo SLN.

Entre os vários alegados ilícitos, segundo apurou o DN, há níveis elevados de crédito malparado não reconhecido, transferência de perdas do BPN para offshores e accionistas que adquiriram títulos da holding com financiamento do BPN, via offshores. Desde a saída da anterior administração liderada por José Oliveira Costa, em Fevereiro, que as autoridades de supervisão abriram processos de investigação relativos à utilização abusiva de offshores.

Ontem, ao fim da tarde, a SLN anunciou ter pedido à PGR que investigue um conjunto de factos apurados na sequência de auditorias externas feitas ao grupo.

Uma curta nota referia que a administração do grupo "esteve reunida com as autoridades", tendo estas recolhido os relatórios das auditorias externas bem como documentação relacionada com as mesmas.
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O banco de Portugal alterou as coimas há uns tempos para os crimes financeiros, não conseguiram fazer com que o BCP com as suas artimanhas pagasse uma multa histórica e merecida, vamos ver quanto vão pagar estes do BPN.
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Alterou para menos penalizante?



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sei lá, eles têm uma reglamentação e depois acabam por aplicar outra.

Em principio, segundo li, era para mais penalizante, mas lembrando o caso das trapalhadas do BCP, eram para aplicar uma multa de cerca 5 milhoes de euros, no entanto, passado uma semana ou coisa parecida, disseram que se o BCP fizesse o que o BP alertava a multa era apenas um décimo desse valor.

E sinceramente, nunca mais ouvi falar disso, nem se pagaram ou não.
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estava a falar de cor, afinal a multa foi aplicada pela CMVM ou CVM como diz o Berardo

Recorreram para os tribunais, ou seja, para 2020 sai a sentença

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=359481&visual=26&rss=0

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=355192&visual=26&tema=4
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em: 06 de Novembro de 2008, 09:31
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Cadilhe só aceitou ir para o BPN com PPR de 10 milhões

O ainda presidente do Banco Português de Negócios (BPN) só aceitou assumir a liderança da instituição com um plano de poupança-reforma (PPR) no valor de pelo menos 10 milhões de euros, destaca o Diário de Notícias desta quarta-feira.

A condição foi imposta por Miguel Cadilhe aos accionistas do BPN, durante as negociações de entrada no banco, de modo a poder ressarcir-se da perda da pensão que então auferia enquanto reformado do Banco Comercial Português (BCP).

De acordo com o jorna diário, os accionistas do BPN propuseram, inicialmente que este PPR, no valor de 10 milhões de euros, fosse criado na companhia do grupo, a Real Seguros Vida.

Porém, a proposta foi recusada por Cadilhe, que exigiu que a sua reforma estivesse noutra instituição. A escolha acabou por recair na seguradora Zurich.
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em: 06 de Novembro de 2008, 18:13
Não foi nada burro. ;)




 


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