Autor Tópico: A Russia vs Geórgia sobre a Ossétia do Sul  (Lida 1299 vezes)

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Fred

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em: 11 de Agosto de 2008, 20:12
topico para falar deste tema.


como é possivel ninguem estar a fazer nada, com a russia a invadir a Georgia aos poucos com um pretexto ridiculo :shock:

eles vao tomar o país, ja tomaram Gori(maior cidade da zona da ossetia do sul), tao a miseros 75KLM da capital :shock:

e georgia tirou as tropas todas, cumpriu o que eles queriam, meteu tudo em redor de tiblisi (a capital) para tentar defender-se


isto está a ser Um roubo a um estado soberano, e ninguem move uma palha.

« Última modificação: 11 de Agosto de 2008, 21:21 por Dunadan »



dvck

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em: 11 de Agosto de 2008, 20:14
topico para falar deste tema.


como é possivel ninguem estar a fazer nada, com a russia a invadir a Georgia aos poucos com um pretexto ridiculo :shock:

eles vao tomar o país, ja tomaram Gori(maior cidade da zona da ossetia do sul), tao a miseros 75KLM da capital :shock:

e georgia tirou as tropas todas, cumpriu o que eles queriam, meteu tudo em redor de tiblisi (a capital) para tentar defender-se


isto está a ser Um roubo a um estado soberano, e ninguem move uma palha.



Uma palavra: petróleo   :roll:
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Fred

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em: 11 de Agosto de 2008, 20:21
mas é um puro roubo, incrivel isto.

estados unidos foi para o iraque para se apoderar do petroleo, Russia lembra-se de começar a invadir os vizinhos.

se em portugal se aparece alguma materia prima, estamos lixados, eramos tomados por todos, e ninguem faz nada :shock:

preço do petroleo ja a subir, parece que era o que queriam, aquilo a caminhar para os 100 dollares com quedas em 3 semanas, nao surpreende que ate fim do mes volte para os 150 e final do ano 200 dollares :|



Forum de Apostas

Re: A Russia/Georgia sobre a ossétia do sul
« Responder #2 em: 11 de Agosto de 2008, 20:21 »

NunoLopes

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em: 11 de Agosto de 2008, 20:27
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ludlow_man

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em: 11 de Agosto de 2008, 20:40
A malta da Óssetia é que deve estar em "pulgas" , pois queriam separar-se da Geórgia e acabam invadidos pela Russia...

Brevemente "estála" tambem a desordem na Abecásia!!

Agora não sei como alguem se vai intrometer no conflito... o exercito Russo é forte e os Americanos estão noutra frente...
« Última modificação: 11 de Agosto de 2008, 20:50 por ludlow_man »



Dunadan

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em: 11 de Agosto de 2008, 21:21
Na Geórgia não há petróleo, mas passa por lá um oleoduto, vindo do Azerbaijão e que vai para a Turquia, bifurcando depois para o Mar Cáspio, salvo erro.

A Rússia não gosta nada dos planos dos EUA para colocar o seu escudo anti-mísseis em países como a República Checa ou a Polónia seu rival histórico e muito menos aceita que países fronteiriços como a Geórgia entrem na NATO, que muito tem tentado, mas sem sucesso.

Etnicamente falando, a Ossétia do Sul é povoada maioritariamente por russos, ou descendentes de russos, muitos deles com passaporte russo. Comparativamente com a situação do Kosovo, digamos que a Geórgia é para os Russos uma Sérvia e a Ossétia do Sul um Kosovo...

A Rússia controlava de facto esta ex-província georgiana. Digamos que são uma espécie de Olivença, mas enquanto esta era povoada por Portugueses anexa por Espanha, aqueles são russos ou descendentes de russos, que vivem num estado de independência de facto desde 1992.

Se a Rússia efectivamente resolver invadir a Geórgia e tomar posse do país, colocando depois um governo fantoche no poder, a Ucrânia será o próximo alvo, para não falar das restantes ex-repúblicas da URSS nem dos países do outro lado da Cortina de Ferro, que serão ameaçados.

O KGB conseguiu sobreviver, reorganizou-se e controla efectivamente a Rússia e a sua economia, o que impede a UE e os EUA de fazerem o quer que seja devido à dependência europeia da energia e dinheiro russos.

Estrategicamente, o Hussein está correcto ao querer desenvolver tecnologias de aproveitamento de energias renováveis, pois aos actuais preços, essa via faz sentido e retira poder aos produtores de petróleo.

Até que ponto os interesses do Reino Unido nesta matéria vão no sentido de apoiar a Geórgia são desconhecidos para mim, pois eles enfrentam uma situação diplomática complicada com a Rússia e em Londres, instalou-se uma máfia russa que vai ser muito difícil de erradicar, tornando-se numa ameaça interna talvez bem mais perigosa que as pretensas células terroristas da Al-Qaeda.


Para quem tiver paciência: http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/europe/7549736.stm




Russos avançam sobre a terra natal de Estaline

http://www.areamilitar.net/noticias/noticias.aspx?nrnot=604


A continuação da ofensiva russa contra a Geórgia, ultrapassou já a questão da Ossétia do Sul ou da Abkazia.
Durante a madrugada desta Segunda-feira as forças russas continuaram a bombardear fortemente alvos em cidades da Geórgia.

O principal alvo dos ataques russos, não deixa de ser significativo. A cidade de Gori, foi a terra natal do antigo dirigente da União Soviética José Estaline.

Embora as forças da Geórgia tenham mostrado disposição para um cessar fogo, depois de terem entrado no território da Ossétia do Sul, e sido forçados a sair, os generais russos não parecem dispostos a parar.

Existem várias razões para os generais russos não quererem parar a ofensiva e aparentemente do ponto de vista militar, têm razões para isso. Ao contrário do que foi noticiado no Domingo por grande numero de órgãos de comunicação social, a retirada georgiana da capital da província da Ossétia do Sul, Tskhinvali, não foi forçada por qualquer avanço de forças russas, mas sim por ordens recebidas do comando georgiano durante o fim da manhã e inicio da tarde de Domingo. A ordem de retirada dada às tropas georgianas não parece no entanto ter chegado a todas as unidades, pelo que algumas delas ficaram nas imediações da cidade.

As forças russas que entretanto entraram na Geórgia, avançaram para sul, e impediram a retirada das forças georgianas que ficaram na área.

Exército georgiano longe de ter sido destruído

Segundo correspondentes ocidentais em Moscovo, o comando do exército russo está convencido de que enfrenta um exército bastante poderoso e que os ataques aéreos efectuados sobre populações civis durante os últimos dias, são acima de tudo destinados a desmoralizar a população e não conseguem destruir tanques.



Os tanques que a Geórgia perdeu, não foram destruídos pelos tanques russos, mas sim por RPG’s utilizados pelos separatistas da Ossétia (soldados do exército russo).

Também pelas informações conhecidas os georgianos cometeram o erro táctico de entrar com tanques dentro de uma área urbana, ao que parece com deficiente protecção de infantaria, sabendo que todos os tanques da família T-72 / T-80 / T-90 são tremendamente susceptíveis a armas anti-tanque modernas.


Os russos parecem temer que o exército da Geórgia assuma posições defensivas, pois se é verdade que a situação continua a ser de grande desvantagem para a Geórgia - que tem o tempo a jogar contra si – neste momento, não é absolutamente claro que exista uma absoluta superioridade russa, embora a médio prazo, ela seja absolutamente definitiva.

Entretanto, a imprensa russa confirmou a perda de um sofisticado bombardeiro Tupolev Tu-22M, o famoso «Backfire» que esteve na origem dos acordos entre Estados Unidos e União Soviética durante os anos 70.

Os ataques aéreos da força aérea russa foram até ao momento pouco eficientes. Terão conseguido destruir as instalações de um dos edifícios de uma base aérea em Tblisi onde se efectua a manutenção dos seis aviões da força aérea da Geórgia, mas ataques posteriores, ainda que eficazes do ponto de vista psicológico, aterrorizando a população, podem não ter correspondido a qualquer vantagem militar efectiva.

As dúvidas dos generais russos, poderão explicar a abertura de uma segunda frente na Abkhazia, que levou os dirigentes daquela região da Geórgia, presentemente ocupada, a afirmar que iniciariam uma nova ofensiva na Segunda-feira.

Ataques concentrados sobre a cidade de Gori

Entretanto as forças russas parecem concentrar os seus esforços no ataque à região de Gori, vários quilómetros dentro do território georgiano, e que é considerado o principal centro militar da Geórgia. As características do terreno fazem de Gori uma área complicada de ultrapassar. Está bem defendida e é um ponto estratégico, pois funciona como entroncamento rodoviário e ferroviário.

Embora seja possível para as tropas russas continuar a avançar, esse avanço por áreas mais montanhosas e com piores estradas, onde os tanques não podem passar, poderia ser problemático.

Russos parecem ter recebido ordem para matar tudo o que se mover

A violência dos ataques russos, inicialmente apenas referida pelos georgianos, foi no Domingo presenciada por equipas de repórteres ocidentais, que depois de filmarem aviões bombardeiros Su-25 a atacar posições georgianas que não conseguiram atingir, viram-se transformados em alvos, tendo sido atacados por quatro foguetes lançados pelo Su-25.

A péssima pontaria dos russos, no entanto não conseguiu matar os jornalistas da BBC britânica, mas a tragédia já atingiu mesmo os jornalistas russos, que segundo fontes da própria Rússia, foram mortos por ataques ou de forças russas ou por forças russas alegadamente ligadas ao separatismo da Ossétia do Sul.

Para a emissora de TV britânica no entanto, parecem ter ficado claras as intenções russas, expressas pela brutalidade dos pilotos russos e pela sua falta de escrúpulos.

Perante ataques deste tipo que têm flagelado a população civil, a população da Geórgia tem fugido em pânico, com medo que os russos iniciem uma politica de genocídio idêntica àquela que levaram a cabo na Chechénia.

Duelo entre a Rússia e o Ocidente.

Vários analistas internacionais consideram que ao contrário do que se poderia pensar, a acção russa não está relacionada com a questão do Kosovo, que para os russos é uma questão secundária, mas acima de tudo com a colocação de mísseis defensivos por parte dos Estados Unidos nas proximidades das fronteiras da Rússia.

Os sistema defensivo norte-americano, reduz dramaticamente a eficiência dos sistemas de mísseis nucleares russos e a Rússia avisou há dias atrás, que responderia de várias formas à instalação daquelas armas nas proximidades das suas fronteiras ver matéria «Rússia ameaça República Checa».

Em Nova Iorque, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o clima do debate sobre a situação da Geórgia fez lembrar o clima da Guerra Fria, com a Rússia a acusar a Geórgia de ter começado, com os Estados Unidos a afirmarem que a Rússia tinha ultrapassado as marcas e com os representantes da Geórgia a acusarem a Rússia de estar a fazer o mesmo que a União Soviética fez ao invadir a Hungria, a Checoslováquia ou o Afeganistão.

Em declarações na tarde de Domingo, o Vice-presidente norte-americano afirmou que a Rússia não pode ficar sem resposta.



Para os Russos a solução mais fácil é sempre o uso da violência, o seu histórico em situações de reféns ilustra bem esta mentalidade, assim como a sua teimosia em quererem usar a via militar contra inimigos pequenos mas determinados. Até que ponto os Georgianos conseguirão resistir numa guerra de subversão como os chechenos, é desconhecido.



Invasão russa repele georgianos da região da Ossétia

http://www.areamilitar.net/noticias/noticias.aspx?NrNot=603

As autoridades da Geórgia anunciaram neste Domingo que as suas forças que tinham entrado na cidade de Tskhinvali na passada Sexta-feira, retiraram para as suas posições anteriores.

Aparentemente a resposta russa às acções do exército da Geórgia foi inesperadamente violenta, o que levou o exército georgiano a retirar.

A operação georgiana, que aparentemente resultou de acções levadas a cabo por forças russas na semana passada, conduziu a uma tentativa de recuperação da província rebelde da Ossétia [1].

São difíceis de entender os contornos das operações em toda a sua extensão, porque embora a imprensa russa afirme que se tratou de um ataque por parte da Geórgia, a gigantesca desproporção de forças leva a encarar com grande cepticismo o tema da responsabilidade pelo conflito.

A Rússia, tem uma enorme experiência neste tipo de operações, em que pretende fazer as suas forças aparecer como libertadoras. Foi o caso da invasão soviética do Afeganistão, da invasão da Hungria ou da invasão da Checoslováquia.
Em todos estes casos, invariavelmente a antiga União Soviética utilizou o mesmo tipo de argumento [2]

Por isto, não pode ser assegurado por nenhum órgão de comunicação social que os números avançados por qualquer dos lados estejam efectivamente correctos.

Tentando juntar as informações disponíveis nos mais variados órgãos de comunicação social, as forças da Georgia avançaram sobre a região separatista da Ossétia do Sul, com carros de combate T-72A e veículos de transporte de pessoal. Eles contaram com a sua capacidade aérea para efectuar ataques de surpresa. Aparentemente, a Geórgia utilizou alguns dos seus seis helicópteros Mi-24, equipados com mísseis anti-tanque AT-6 fornecidos por outro país da antiga União Soviética, o Kazaquistão.

Os mísseis AT-6 parecem ter sido eficientes numa fase inicial, tendo sido destruídos destruídos vários tanques das forças rebeldes apoiadas pela Rússia. A Geórgia afirmou ter abatido 30 tanques russos, (embora o número não tenha sido confirmado e pareça ser absurdamente elevado para as características do terreno e o número de tropas envolvidas).

Os georgianos não fazem distinção entre as forças rebeldes da Ossétia e as forças russas, já que em parte as forças da Ossétia são de facto constituídas por soldados russos.

Não é no entanto de excluir que tenham sido atingidos 30 veículos blindados russos, de entre as forças militares de mais de 10.000 militares russos enviados para a Geórgia. Os tanques russos T-72 enviados para a Geórgia parecem ser do tipo T-72B/T-72S, protegidos com uma blindagem adicional com blindagem reactiva disposta em cunha.

Não existem imagens de carros de combate do exército russo destruídos, mas isso não é de estranhar no caso de as forças da Geórgia terem retirado, dado que a região ficou sob controlo da Rússia, que não permite a presença de jornalistas que não estejam sob o controlo do governo.



Também na fase inicial da operação, a Geórgia utilizou tanques T-72A de versões mais antigas, que foram modernizados, recebendo a conhecida solução da blindagem reactiva em módulos aplicados à torre e aos pontos mais sensíveis para melhorar a protecção.

No entanto, várias imagens de televisão, especialmente as passadas na TV russa, parecem mostrar tanques T-72A destruídos e com a torre fora do lugar.

A fragilidade da blindagem e péssima qualidade dos carros de combate russos parece ser reconhecida pelos próprios soldados russos que já aprenderam há muito a destruir os seus próprios tanques com facilidade.

Guerra aérea.

Inicialmente parecem ter ocorrido ataques aéreos por parte da Força Aérea da Geórgia. Essa força, não parece ter grande capacidade militar e aparentemente apenas tem de quatro a seis aeronaves de ataque Su-25 «frogfoot» com capacidade para efectuar ataques. Não há noticias de que os Su-25 da Geórgia tenham sido destruídos, mas sabe-se que a Rússia ordenou que as bases aéreas da Geórgia fossem atacadas, com o objectivo de destruir a capacidade Georgiana para atacar as suas forças.

A Rússia terá enviado grande numero de aeronaves para tentar destruir as pistas de aviação da Geórgia, mas segundo fontes georgianas, 10 aeronaves russas terão sido abatidas. Já no Domingo, o presidente do país afirmou à CNN que o país tinha destruído 20 aeronaves russas, mas que lamentava que embora os militares georgianos se pudessem defender dos aviões russos, os civis estavam indefesos perante os ataques russos contra alvos civis.

Não existe qualquer confirmação fidedigna destes números, mas a Rússia admitiu que dois dos seus aviões foram destruídos e segundo as agências noticiosas, um deles era um bombardeiro Tu-22, o outro um bombardeiro ligeiro Su-25 igual aos que a Georgia utilizou.

Aparentemente entre as comuns guerras de números, parece que o numero confirmado de aeronaves russas realmente abatidas pela Geórgia terá sido de quatro. A acreditar nas imagens, pelo menos um deles foi possivelmente um caça MiG-29, não sendo possível determinar a origem das restantes aeronaves, embora seja previsível que tivessem sido utilizadas aeronaves bi-lugar.

O numero de aeronaves russas abatidas, mesmo que se trate de apenas quatro, não deixa também de ser algo interessante de analisar, especialmente quando se souber exactamente que aeronaves foram de facto destruídas.

O problema da morte de civis e o facto de grande parte dos bombardeamentos russos terem sido sobre populações civis por outro lado, são uma péssima publicidade às qualidades dos equipamentos russos.

Num conflito que inevitavelmente atrairia a atenção dos órgãos de comunicação internacionais, a Rússia tentou seguramente o seu melhor para aparecer perante a opinião pública como potência equilibrada e que evita bombardear civis inocentes. No entanto parece ter falhado rotundamente nesse objectivo, com bombas a cair indiscriminadamente em áreas civis da Geórgia.

Segundo uma análise da situação, a selvajaria dos ataques russos, pode demonstrar que a força aérea da Rússia não tem capacidade para utilizar equipamentos para bombardeamento de precisão e que por isso optou por utilizar a tradicional táctica russa de vencer pelo numero.

Outra explicação para a absoluta incapacidade russa em acertar nos alvos georgianos – e com base em informações tornadas públicas e divulgadas em Washington - poderá estar relacionada com o facto de a Rússia estar a utilizar bombardeiros estratégicos efectuando ataques a grande altitude, que por natureza não podem ser precisos.

Esta decisão / opção russa, poderá implicar receio por parte dos russos em efectuar ataques a baixa altitude, temendo a capacidade anti-aérea da Geórgia.


Acusações de genocídio

No terreno, a propaganda russa tem afirmado que tinham sido cometidos crimes pelas forças da Geórgia. Os números apontados pelos russos (1.500 mortos entre os cidadãos russos que vivem nas regiões da Geórgia ocupada), não foram confirmados por qualquer entidade isenta e são estranhos para as relativamente reduzidas capacidades do exército da Geórgia. No entanto, ao mesmo tempo, as televisões e jornais russos têm ocultado as notícias e a informação sobre bombardeamentos indiscriminados de civis em todo o território da Geórgia e não apenas na região da Ossétia.

Também a comunicação social da Geórgia não tem informado a sua população, e os problemas com refugiados que já foram reconhecidos pelas Nações Unidas também foram ignorados pela televisão da Geórgia.

Por seu lado a maioria da população russa não sabe que a Rússia tem atacado indiscriminadamente alvos civis em todo o país vizinho, dado o controlo absoluto que o Estado Russo mantém sobre a comunicação social.

Em Moscovo, ultra-nacionalistas neonazis apoiantes de Vladimir Zhirinovski manifestaram-se a favor da invasão da Geórgia nas ruas da cidade.

------------------

[1] – Na Ossétia do Sul existe uma forte presença militar russa que permite manter o governo da província numa situação de independência virtual

[2] – O argumento da auto-defesa não é apenas um argumento típico dos russos, pois foi igualmente utilizado pela Alemanha Nazi em 1939 aquando da invasão da Polónia.

Até ao final da guerra milhões de alemães acreditavam que a Polónia tinha sido invadida numa acção de reacção alemã contra um genocídio praticado pelos polacos sobre uma população polaca de etnia alemã.



A tensão ente Rússia e a Geórgia, atingiu nas últimas horas um nível que guerra aberta, com a força aérea russa a efectuar violentos bombardeamentos contra cidades da Geórgia. O presidente da Geórgia, Mikhail Sakashvili declarou na manhã de Sábado que existia um estado de guerra entre Rússia e Geórgia.

A violenta reação russa, ocorre depois de o governo da Geórgia ter mandado avançar as tropas governamentais sobre a principal cidade da Ossétia (uma região georgiana onde existe um movimento separatista apoiado pelo governo russo). O governo da Geórgia, tinha afirmado anteriormente que tinha a intenção de fazer chegar a autoridade do Estado Georgiano a todo o território e nos últimos dias forças georgianas avançaram sobre as áreas controladas pelos separatistas apoiados pela Rússia.

Nesta Sexta-feira, o governo georgiano afirmou que as tropas governamentais tinham tomado o controlo da cidade de Tskhinvali, a principal cidade da região da Ossétia, tendo a Rússia afirmado no mesmo dia que protegeria os russos que vivem na região.

Uma grande parte da população da Ossétia é etnicamente russa e nunca aceitou a independência da Geórgia após o colapso da União Soviética.[1]

Também na Sexta-feira, tanques georgianos T-72 entraram na região da Ossétia e veículos blindados de transporte MT-LB foram também mostrados a avançar pelas estradas da região da Ossétia em direcção à capital da região.

Segundo as informações disponíveis o governo russo, aproveitou a recente crise na Ossétia para enviar forças do seu 58º exército contra a Geórgia.

Segundo as agencias internacionais, tanques T-72 do exército russo, entraram em território georgiano, dirigindo-se para a cidade de Tskhinvali. Na coluna de forças russas, estão incluídos canhões auto-propulsados Akatsya, sistemas de artilharia Smerch, juntamente com grande número de outros veículos blindados de apoio.

Forças russas também bombardearam neste Sábado uma base aérea georgiana nas imediações da capital Tblisi, localizada a sudeste da cidade. Em principio foi desta base que partiram as aeronaves Su-25 «Frogfoot» que foram utilizadas na Sexta –feira pelos georgianos para garantir o controlo da cidade de Tskhinvali e o ataque destina-se a garantir a superioridade aérea russa nos ceús da Geórgia.

A base é a mais importante da força aérea da Geórgia, que conta com aeronaves Su-25 de bombardeio, mas que aparentemente não possui caças operacionais. As aeronaves são alojadas em bunkers.

Não se sabe o resultado do ataque russo contra as instalações da Força Aérea da Geórgia, mas não há qualquer dúvida de que o objectivo era colocar fora de combate os seis aviões Su-25 que a Geórgia tem no activo (não se sabe quantos estão efectivamente operacionais, apenas se sabe que 2 (dois) Su-25 participaram nas acções de Sexta-feira contra a Tskhinvali na Ossétia do Sul).

Foi também bombardeado o porto de Poti, onde se encontram as únicas unidades navais da força naval da Geórgia, constituída por algumas lanchas costeiras rápidas armadas com mísseis e por um patrulha costeiro de origem francesa com um deslocamento de 250 toneladas.

O governo de Moscovo, alega que a invasão do território se destina a proteger cidadãos russos, acusando a Geórgia de ser responsável pela morte de mais de 1.500 pessoas nos últimos dias, resultado de uma tentativa de limpeza étnica, expulsando cidadãos de ascendência russa.

As autoridades georgianas, entretanto afirmaram que atacar a Geórgia durante os Jogos Olímpicos, «foi uma boa forma de desviar as atenções internacionais para a invasão de um pequenos país».

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[1] Resultado das transmigrações do tempo do Estalinismo, milhões de Russos foram enviados para as várias repúblicas da antiga União Soviética, com o objectivo de efectuar uma harmonização étnica, que transformasse a diversidade dos povos da URSS – um problema enfrentado desde o primeiro dia da criação do estado comunista – garantindo que havia maiorias de origem russa em todas as repúblicas.

A Rússia, conta ainda hoje com essas minorias étnicas, resultado de transmigrações ordenadas pelas autoridades comunistas, para desestabilizar e ameaçar os países vizinhos.

Essa prática tem sido comum em todos os antigos estados da URSS que mostram menor afecto pelo governo Moscovita. Tanto os estados bálticos como a Ucrânia têm sido vítimas dessas pressões.

Ao contrário, as antigas repúblicas soviéticas que normalmente se submetem ao Kremlin são apoiadas, com o é o caso da Bielorussia, onde se refugiaram muitos dos antigos militantes do Partido Comunista da União Soviética, tendo transformado o país num dos maiores centros do crime organizado em toda a Europa de Leste utilizando para o efeito a teia de ligações e contactos da estrutura da KGB.



P.S.: E já agora, os EUA deviam estar atentos à Venezuela, pois os seus laços com a Rússia podem tender a serem reforçados nos próximos tempos. ;)




dvck

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em: 11 de Agosto de 2008, 21:27
Segundo ouvi agora do João Soares na Sic Notícias, a Ossétia do Sul declarou independência antes ainda da Geórgia. Por acaso desconhecia. Contudo esta independência não é reconhecida.
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em: 11 de Agosto de 2008, 21:29

Se a Rússia efectivamente resolver invadir a Geórgia e tomar posse do país, colocando depois um governo fantoche no poder, a Ucrânia será o próximo alvo, para não falar das restantes ex-repúblicas da URSS nem dos países do outro lado da Cortina de Ferro, que serão ameaçados.


Não estarás a fazer aí um filme Duna?
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Re: A Russia vs Geórgia sobre a Ossétia do Sul
« Responder #7 em: 11 de Agosto de 2008, 21:29 »

Dunadan

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Se a Rússia efectivamente resolver invadir a Geórgia e tomar posse do país, colocando depois um governo fantoche no poder, a Ucrânia será o próximo alvo, para não falar das restantes ex-repúblicas da URSS nem dos países do outro lado da Cortina de Ferro, que serão ameaçados.


Não estarás a fazer aí um filme Duna?


Com a actual vantagem em termos de fornecimento para a Europa de energia sobre a forma tanto de petróleo como de gás natural, países como a Geórgia ou a Ucrânia ficam por sua própria conta e risco. No caso da Geórgia, há de facto alguma burrice por parte do seu governo, pois sabiam muito bem no que se iam meter ao avançarem para um conflito armado sem estarem devidamente preparados para isso... :s



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Se a Rússia efectivamente resolver invadir a Geórgia e tomar posse do país, colocando depois um governo fantoche no poder, a Ucrânia será o próximo alvo, para não falar das restantes ex-repúblicas da URSS nem dos países do outro lado da Cortina de Ferro, que serão ameaçados.


Não estarás a fazer aí um filme Duna?


Com a actual vantagem em termos de fornecimento para a Europa de energia sobre a forma tanto de petróleo como de gás natural, países como a Geórgia ou a Ucrânia ficam por sua própria conta e risco. No caso da Geórgia, há de facto alguma burrice por parte do seu governo, pois sabiam muito bem no que se iam meter ao avançarem para um conflito armado sem estarem devidamente preparados para isso... :s

A Geórgia pôs-se mesmo a jeito. Agora a Ucrânia tem uma dimensão diferente...
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Sim, acho que a Rússia não vai querer meter a Ucrânia ao barulho...



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Este Duna parece um jornal  :venia: :venia:

Lamento que em tempo de Olimpicos existam estes conflitos.

Será tudo pela ganância das nações ou são as pessoas que estão a ficar cada vez mais parvas, mais imorais, mais desinteressadas, mais egoistas...?

E estas guerras devido ao petroleo, quando há individuos que se esforçam por ter um planeta mais limpo. Sabem que vão acabar por destruir o planeta mas correm para chegar antes dos Americanos e começar a sacar numa terra que não lhes pertence.

Os americanos já sabia que são parvos todos os dias mas pensava que a cultura russa fosse diferente. Afinal a herança Comunista foi esquecida depressa demais.
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Dunadan

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em: 11 de Agosto de 2008, 21:52
A Rússia também sabe que vai sofrer muita pressão diplomática e económica se continuar a pressionar a Geórgia militarmente dentro do seu território, pois o seu empenho até agora tem sido muito às "apalpadelas" sem quererem correr grandes riscos.


A Ucrânia é um país complicado, pois tem vários problemas económicos e uma comunidade russa que equivale a 17% da sua população, cuja influência na vida social e económica ainda não consegui determinar. A única via para aproximar a Ucrânia da Rússia é a política, mas esta está de momento abortada depois da vitória da "Revolução Laranja" e do falhanço do KGB em assassinar o actual presidente ucraniano.



Dunadan

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em: 11 de Agosto de 2008, 22:04

Se a Rússia efectivamente resolver invadir a Geórgia e tomar posse do país, colocando depois um governo fantoche no poder, a Ucrânia será o próximo alvo, para não falar das restantes ex-repúblicas da URSS nem dos países do outro lado da Cortina de Ferro, que serão ameaçados.


Não estarás a fazer aí um filme Duna?


Filmes, filmes são com estes gajos:


Did U.S., Israel Provocateur S. Ossetia Conflict? Does the Sun Come Up in the Morning?

http://www.infowars.com/?p=3860


More Evidence of U.S. Complicity in S. Ossetia Invasion

http://www.infowars.com/?p=3871



Fred

  • Visitante
em: 11 de Agosto de 2008, 22:25
Citar
Presidentes de cinco antigos satélites soviéticos em Tbilissi

Os presidentes da Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia e Ucrânia vão deslocar-se à capital da Geórgia com o objectivo de apoiar o presidente Mikhail Saakachvili.

Mariusz Handzlik, director para os Negócios Estrangeiros do gabinete da presidência polaca, que avançou a notícia, acrescentou que os pormenores da visita estão a ser concluídos e que a viagem deverá ocorrer na noite desta segunda ou terça-feira.

A Comunidade de Estados Independentes é formada pela Rússia mais os seus antigos satélites, excepto os três países bálticos que, tal como a Polónia, membros da União Europeia desde 2004, estão em jeito de colisão política com Moscovo.

A Ucrânia é outro país discordante da Rússia desde a Revolução Laranja de 2004, em que Leonid Kutchma foi rendido no poder pelo pró-ocidental Viktor Iuchtchenko.


sao pequenos, mas ja fizeram mais que todo mundo a este roubo!!!!

nato faz reuniao com russos amanha.






 


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