Autor Tópico: Empresta-me aí o teu Magalhães  (Lida 1317 vezes)

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suecos

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em: 30 de Julho de 2008, 19:18
 :twisted: :twisted:

Esta foi a frase com que o Fred caracterizou as futuras conversas entre os putos que terão o novo mini-laptop português.

Já vejo que começou aí um zum zum na net com as notícias vindas de Portugal acerca destes PC's quando em comparação com o projecto pioneiro do MIT, OLPC (One laptop per child) que tem como objectivo criar portateis de baixo custo, de modo a enviá-los para os países sub-desenvolvidos.

Esse projecto tinha como ambição colocar os laptops com preço de 100$ mas parece que não será assim pelo menos por agora já que o custo anda mais próximo dos 200$ que dos 100$.

Agora, com esta jogada da Intel, a que fica associado também Portugal, e sendo que já serão postos à venda em Setembro, vai haver muito hype no mundo.

Vamos mesmo ver o Magalhães escrito como deve ser por esse mundo fora?
 :twisted: :twisted: :twisted:

Em Portugal, quem rouba um tostão é um ladrão, quem rouba um milhão é um barão...



Fred

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em: 30 de Julho de 2008, 19:23
"um pequeno passo para o mundo, um grande passo para Portugal"

viva aos Magalhães :lolada: :twisted:
« Última modificação: 30 de Julho de 2008, 19:23 por Fred »



suecos

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em: 30 de Julho de 2008, 19:29
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No âmbito da parceria com a Intel
Produção do portátil «Magalhães» envolve custo de 80 milhões


Diferença entre custo de produção e preço final será suportada pelo Estado e entidades privadasA produção do primeiro computador portátil português, «Magalhães», que utiliza processadores e que deriva da concepção da Intel terá para já um custo superior a 80 milhões de euros. Isto porque o custo de produção de cada um dos quase 500 mil será de 180 euros.

A garantia foi dada pelo primeiro-ministro, José Sócrates, que garantiu ainda que «numa fase inicial, em Setembro, o computador terá 30% de incorporação nacional, mas o objectivo é que, no final deste ano, esteja já nos 100%», disse à margem da cerimónia de apresentação da nova iniciativa, que decorreu esta quarta-feira em Lisboa.

«A diferença entre o custo de produção e o preço final deste computador portátil será suportada pelo Estado e pelas entidades privadas envolvidas no projecto», avançou ainda.

A verdade é que parte dos custos que vai caber ao Executivo dependerá dos contratos de ligações à Internet que os operadores de telecomunicações (PT, Vodafone, Zon e Sonaecom) venham a alcançar.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=976913&div_id=1730
Em Portugal, quem rouba um tostão é um ladrão, quem rouba um milhão é um barão...



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Re: Empresta-me aí o teu Magalhães
« Responder #2 em: 30 de Julho de 2008, 19:29 »

LuisBal

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em: 30 de Julho de 2008, 20:42
Pelo que percebi, o magalhaes é só para portugal. O mesmo PC já é vendido na china, india e inglaterra desde 2007, cada um com um nome diferente. Portugal agora ao aderir tambem adoptou um nome.

Mas diferenças nos pc's só no nome.



Diogo Carvalho

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em: 30 de Julho de 2008, 21:30
Pelo que percebi, o magalhaes é só para portugal. O mesmo PC já é vendido na china, india e inglaterra desde 2007, cada um com um nome diferente. Portugal agora ao aderir tambem adoptou um nome.

Mas diferenças nos pc's só no nome.

isso esclarece muita coisa, ver um ingles a dizer magalhães iria sair uma coisa comica :assobio:



Dunadan

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em: 19 de Agosto de 2008, 21:24
Publicidade enganosa - Zero de Conduta

http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/641878.html


Acéfalos « BLASFÉMIAS

http://blasfemias.net/2008/07/31/acefalos/


Portugal to sell 500,000 of Intel's Classmate PCs

http://www.businessweek.com/ap/financialnews/D928A17G0.htm


E depois vem o Engenheiro diplomado a um Domingo dizer que estamos perto dos 150 mil empregos prometidos... :duh:

Com canalhas mentirosos como estes, pior mesmo, só aturando o Putin, o Mugabe ou o Embuste... :s



kemseke

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em: 20 de Agosto de 2008, 13:02
... ou o Alberto João.



calabote

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em: 20 de Agosto de 2008, 14:55
Pelo que percebi, o magalhaes é só para portugal. O mesmo PC já é vendido na china, india e inglaterra desde 2007, cada um com um nome diferente. Portugal agora ao aderir tambem adoptou um nome.

Mas diferenças nos pc's só no nome.

isso esclarece muita coisa, ver um ingles a dizer magalhães iria sair uma coisa comica :assobio:

iria sair "Madjélan" lol



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Re: Empresta-me aí o teu Magalhães
« Responder #7 em: 20 de Agosto de 2008, 14:55 »

suecos

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Magalhães - Por mares nunca dantes navegados

O Magalhães começou a ser distribuído sem controlo parental activo.

Um escândalo!

O ClassmatePC que o Governo anda a distribuir às criancinhas de seis anos de idade até permite o acesso aos vídeos do Programa da Lucy!


http://31daarmada.blogs.sapo.pt/1828149.html


[youtube=425,350]tUuLT_fMAKQ[/youtube]
« Última modificação: 23 de Setembro de 2008, 17:44 por suecos »
Em Portugal, quem rouba um tostão é um ladrão, quem rouba um milhão é um barão...



miguelyn

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A campanha de marketing deste governo, consegue-me tirar do sério :cabecada: :cabecada:
:roll:



mara

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No meu tempo nem um lápis davam, agora ate pornografia de borla dão...realmente nasci 30 anos adiantados  :cabecada: :cabecada: :lol: :lol:
Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.



suecos

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ó miguelyn, não stresses, afinal o governo prometeu um magalhães para todos nós

http://tv1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=23711&idpod=17461&formato=flv
Em Portugal, quem rouba um tostão é um ladrão, quem rouba um milhão é um barão...



Dunadan

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A campanha de marketing deste governo, consegue-me tirar do sério :cabecada: :cabecada:

É só propaganda até dizer chega!!!



suecos

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em: 07 de Outubro de 2008, 15:43
Leiam e deliciem-se

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(de)FORMAÇÃO «MAGALHÃES»
29 09 2008

Sou coordenador TIC do meu Agrupamento de Escolas e fui convocado para me deslocar ao parque tecnológico de Cantanhede para receber formação sobre o tão propalado portátil Magalhães. Lá fui eu para dois dias de trabalho, cujo programa era, em 90%, composto pela expressão « jornada de trabalho com a Intel»:

Hoje estou aqui para relatar aquilo que se passou naqueles dois dias, e se o estou a fazer, é porque algo de relevante se passou.

Pelas reacções que tinha lido nos fóruns relativamente às mesmas sessões de Porto e Lisboa, já ia a contar que aquilo não seria o que eu esperava; mas longe de mim imaginar que iria assistir a uma coisa absolutamente surreal.

Primeira nota triste do evento: a organização distribuiu «pen drives» de um Gb, oferta da Intel contendo toda a documentação. Acontece que tinham umas 100 unidades para dar a 200 pessoas. Claro que metade (incluindo eu) ficámos a ver navios, havendo dignos colegas que se assambarcaram de duas ou mais, facto que também não me causa qualquer espanto. Mas para a Organização tratou-se de mais uma normalidade!

Comecemos pela manhã de Quinta-feira, onde fomos levados, em grupos, para pequenas salas do complexo, onde supostamente nos iriam ser dadas directrizes relativamente ao Magalhães e às suas potencialidades em contexto educativo, para nós transmitirmos aos professores do 1º ciclo. Aliás, esse deveria ter sido o grande objectivo deste encontro; recebermos formação para a replicar junto das escolas envolvidas.

Ao invés disso, e para ser muito mais sucinto do que gostaria nesta crónica, somos brindados com apresentações de powerpoints em português, lidas em Inglês com sotaque russo, traduzido por senhoras contratadas para o efeito, como se nunca tivéssemos ouvido uma palavra em Inglês na vida e como se isso fosse o entrave à formação. Num parque dito tecnológico, as redes funcionavam mal ou não funcionavam, ninguém sabia ligar, o senhor russo ia ironizando como se estivesse num país de 3º mundo e a senhora tradutora ia tentando fazer a uma espécie de ponte entre surdos mudos. A seguir, mais um estrangeiro qualquer a debitar informação em inglês sobre um powerpoint em português e depois apareceu um brasileiro (ena!!! Um brasileiro!!!) mas que nada de útil nos transmitiu.

Ou seja, depois de uma manhã onde absolutamente ninguém aprendeu nada de útil sobre os Magalhães que qualquer jeitoso de informática não domine, ninguém imaginava que o pior estava para vir.

Eis que pelas 14 horas iria começar uma das melhores sessões de circo a que os meus olhos assistiram até hoje. O speaker de serviço que ostentava na lapela uma identificação de uma empresa que não conheço, mas que nem era do ME nem da Intel nem da JP Sá Couto, apresentou as três senhoras que tinham vindo expressamente dos States, com chancela da Intel, para nos brindarem com uma sessão de trabalho inolvidável. Eis que aparecem 3 senhoras com ar de quem está reformado há 20 anos, nos EUA, mas que em Portugal estariam no auge da carreira. Depois das simpatias ao país e de demonstrar que nada de útil iriam transmitir, resolveram propor aquilo que as trouxe ao, pensam elas, Burkina Fasso da Europa. Desde logo me demarquei e senti vontade de abandonar a sessão, mas os colegas… ah e tal… esquece isso… e tal…. Não te enerves… isto é sempre assim… e tal! Continuei a assistir e a incredulidade ia aumentando.

Aquelas 3 senhoras, acham que uma sessão de trabalho com a Intel é propor a 200 professores que inventem uma cantiga ao Magalhães, e se possível com teatro à mistura. Como eu e mais alguns colegas (muito poucos) mostrámos alguma estupefacção pelo que se estava a passar, uma das senhoras americanas apressou-se a dizer, bem alto e em tom ameaçador, que quem não participasse não seria incluído no sorteio de um Magalhães que iriam oferecer.

E, meus caros leitores, era ver 200 professores imbuídos naquela actividade com todo o afinco; sei que muitos grupos trabalharam online pela noite dentro e ao outro dia de manhã, os meus olhos ficaram estarrecidos com a produção apresentada. O desfile dos «trabalhos», (era assim que lhe chamavam) começou, e desde o malhão do Magalhães, até à vida de marinheiro do magalhães, passando por coreografias com adereços circenses, tudo de «útil» passou por aquele palco, até as náuseas me obrigarem a sair. Apenas voltei a entrar para ir junto da senhora que tinha o saquinho das senhas para o sorteio e dizer-lhe que não iria colocar lá o meu papelinho.

Conclusão: à bela maneira dos professores portugueses, que são exímios na arte de obedecer, mesmo não concordando, e na arte de produzir conteúdos, ainda que lúdicos (pena ter sido num contexto absurdo), toda a gente parecia achar aquilo ridículo, mas apenas eu e o meu amigo Paulo Pereira resolvemos sair e mostrar a nossa indignação a uma senhora da DREC que, educadamente, tal como eu na abordagem que lhe fiz, esgrimiu as fundamentações para aquelas «sessões de trabalho com a Intel».

Salvou-se a Microsoft e a Caixa Mágica que, na sexta à tarde, nos mostraram, finalmente, algo de útil; no final pedi a palavra para dizer que apenas aquela tarde se tinha salvo no meio das inutilidades que caracterizaram aqueles dois dias, o que, pasme-se, faz arrancar um caloroso aplauso da plateia.

Alguém me explique como se eu tivesse 8 anos, como é possível convocar 200 professores para dois dias de trabalho com a Intel, com a apresentação do «Magalhães» em pano de fundo e, basicamente, 3 senhoras americanas, apoiadas por pessoas de… uma empresa (!), gastarem um dia a obrigar-nos a produzir teatrinhos e cantigas para miúdos de 6 anos, outro meio dia gasto com russos a lerem powerpoints em pseudo inglês, escritos em Português, com tradução por senhoras contratadas.

Como professor e coordenador TIC senti-me vexado nestes dois dias. Aquelas senhoras devem pensar que somos um bando de imbecis e nunca vimos um computador na vida; tudo isto pago pela DREC, cuja Directora, no final, enalteceu o evento.

Relativamente aos meus colegas, mostraram, como sempre, que tudo são capazes de fazer, mesmo o ridículo, mas ficou, essencialmente, a prova de como não há-de o Ministério fazer de nós gato-sapato a seu bel-prazer!!!

Nota: O Magalhães é um excelente equipamento e, mesmo sem aposta na formação e com esta atabalhoada distribuição, julgo ser uma mais valia efectiva para a modernização do caquéctico ensino do 1º ciclo em Portugal.

Aqui fica um video que apanhei durante uma das actuações que mais aplausos arrancaram.

http://paulocarvalhotecnologias.wordpress.com/2008/09/29/deformacao-%C2%ABmagalhaes%C2%BB/
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suecos

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em: 07 de Outubro de 2008, 15:44
entretanto....

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JP Sá Couto é acusada de fraude e fuga ao IVA

Empresa que produz o computador “Magalhães” vai a tribunal


07.10.2008 - 11h02 PÚBLICO
A JP Sá Couto, empresa responsável pela produção dos computadores “Magalhães”, é arguida num processo de fraude e fuga ao IVA, onde o Estado terá saído lesado em mais de cinco milhões de euros, avança hoje a Rádio Renascença (RR).

Um dos administradores, João Paulo Sá Couto, é, juntamente com a empresa, acusado da prática dos crimes de associação criminosa e de fraude fiscal.

Segundo RR, os arguidos não conseguiram produzir prova capaz de pôr em causa os factos apresentados pelo Ministério Público, durante a fase de instrução, por isso o processo avançará para julgamento.

O total de 41 arguidos, dos quais faz parte a empresa que produz o portátil Magalhães e um dos seus administradores, são acusados de pertencer a um esquema no ramo da informática, conhecido como “fraude Carrossel”.

No esquema em causa eram feitas transmissões sucessivas em círculo dos mesmos bens entre diversos operadores sedeados em mais do que um estado da União Europeia. Desta forma, os operadores no seu país conseguiam não pagar o IVA, que tinham em dívida.

De acordo com a acusação, a empresa JP Sá Couto assumiu, entre 1998 e 2001, a posição de elo final no “circuito carrossel”, alcançando com este estratagema um lucro de quatro por cento sobre a mercadoria facturada. As condições das compras e das vendas seriam estabelecidas pela organização, mas a iniciativa de participar terá sido de João Paulo Sá Couto que, com a sua empresa, recebia e reencaminhava as mercadorias.

Os arguidos rejeitam a acusação, alegando que o processo está construído com base em presunções e não em factos.

Além da acção penal, o Estado português pede uma quantia de mais de cinco milhões de euros pelos danos do crime (equivalentes ao enriquecimento ilícito das empresas e ao consequente empobrecimento do Estado), acrescido dos juros de mora.
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